Milton Leite da Silva (Piraporinha, São Paulo, 1956), é um político brasileiro. Iniciou sua carreira política em 1997, quando foi eleito vereador de São Paulo pela primeira vez, sendo reeleito por seis vezes consecutivas. Também foi prefeito de São Paulo por 100 dias.
É pai dos também políticos Milton Leite Filho (deputado estadual) e Alexandre Leite (deputado federal).
Trajetória Nascido em Piraporinha, Milton Leite chegou a ser filiado ao PCB na juventude. Todavia, logo ingressou no MDB e atualmente é o presidente do União Brasil no município de São Paulo. Na Câmara dos Vereadores de São Paulo, exerceu a presidência por quatro mandatos consecutivos (após conseguir alterar o regimento interno). Em 2024, anunciou que não iria mais se candidatar a cargos eletivos. Operação Vectura Corrupta Em 17 de setembro de 2026, Leite tornou-se alvo da Operação Vectura Corrupta, da Polícia Civil de São Paulo. A operação investiga a "existência de vínculos entre os investigados e pessoas apontadas como integrantes ou colaboradoras da organização criminosa" PCC. Segundo o inquérito, Leite seria "responsável direto pela operação de empresas controladas pelo PCC" e "dono de fato da empresa Transwolff", "uma das principais concessionárias de ônibus da capital paulista". Inicialmente, o ex-vereador não foi localizado, mas informou que se entregaria à polícia em 24 h.
Em 18 de setembro, entregou-se à polícia em Mogi das Cruzes e foi preso. Após se entregar à polícia, Leite falou com a imprensa e afirmou ser inocente das acusações. A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apurou as suspeitas de um possível vazamento de informações na Operação Vectura Corrupta. No mesmo dia, uma pessoa que estava em uma casa vizinha a um dos imóveis ligados ao ex-vereador disse à polícia que o dinheiro apreendido em malas durante os desdobramentos da mesma operação pertence ao político.
Na noite do dia 20 de setembro, criminosos invadiram e furtaram um escritório político de Milton Leite, na Zona Sul de São Paulo. Eles levaram um HD com imagens do circuito interno de segurança e deixaram mais de 19 mil reais em dinheiro vivo no local. No dia seguinte, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Civil confirmaram que o imóvel não foi alvo de buscas da Operação Vectura Corrupta, deflagrada em 17 do mesmo mês.
Samba Milton Leite é presidente de honra da escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, sediada no Grajaú, zona sul de São Paulo, da qual também é patrono, junto com seus filhos. Leite mantém vínculo próximo com a escola, inclusive apoiando a eleição de aliados ligados à agremiação (como Silvão, ex-presidente da escola e posteriormente eleito vereador).
Presidente da Câmara Municipal Biênio 2017-2018 O prefeito eleito João Doria (PSDB), que iniciava sua carreira política, definiu Milton Leite como principal articulador político do governo junto ao Legislativo. Com apoio de Doria, Leite foi eleito presidente da Câmara Municipal de São Paulo em 1º de janeiro de 2017, obtendo 50 dos 55 votos dos vereadores. Seus concorrentes foram Mário Covas Neto (PSDB), Sâmia Bomfim (PSOL) e Janaína Lima (Novo).
Em seu discurso de posse, Leite prometeu contenção de gastos e abriu mão do próprio aumento salarial (que a Câmara havia aprovado, mas estava suspenso por liminar), embora tenha defendido institucionalmente o reajuste para os demais vereadores.
Sob sua presidência, a Câmara aprovou diversos projetos prioritários da gestão Doria, especialmente o pacote de desestatizações (concessões do Pacaembu, do Mercado Municipal, de parques e a privatização do Anhembi). Em 15 de dezembro de 2017, Leite foi reeleito para 2018 com 47 votos, consolidando o controle do biênio.
A articulação política durante esse período pavimentou mudanças posteriores nas regras de recondução ao cargo de presidente da Mesa Diretora. Anos mais tarde (em 2022 e 2023), sob sua própria presidência, a Câmara aprovou alterações na Lei Orgânica do Município que ampliaram e, posteriormente, tornaram ilimitadas as reeleições consecutivas para o posto.
2021-2024 Em 1º de janeiro de 2021, logo após a posse dos vereadores da 18ª legislatura, Milton Leite foi eleito presidente da Câmara Municipal de São Paulo com 49 votos. A única concorrente foi a vereadora Erika Hilton (PSOL), que obteve 6 votos (todos da própria bancada). Leite retornou ao cargo após tê-lo ocupado em 2017 e 2018, contando com amplo apoio da base do prefeito Bruno Covas e também do PT.
Em 15 de dezembro de 2021, foi reeleito para o exercício de 2022, novamente com 49 votos, derrotando Celso Giannazi (PSOL), que recebeu 6 votos.
Em 15 de dezembro de 2022, já filiado ao União Brasil, conquistou o terceiro mandato consecutivo com 47 votos, contra 7 de Silvia da Bancada Feminista (PSOL) e 1 abstenção. A reeleição só foi possível após alteração na Lei Orgânica do Município, aprovada em setembro daquele ano, que passou a permitir até duas reconduções.
Em 15 de dezembro de 2023, Leite foi eleito pela quarta vez consecutiva, com 49 votos, derrotando Luana Alves (PSOL), que obteve 6 votos. Mais uma vez foi necessária mudança na Lei Orgânica (aprovada em novembro de 2023), desta vez permitindo reeleições ilimitadas dos membros da Mesa Diretora.
Sucessão Em 2024, Milton Leite abriu mão da reeleição para vereador, encerrando assim a possibilidade de um novo mandato como presidente do legislativo municipal. A sucessão na presidência da Câmara ficou com o União Brasil, seu partido, em acordo com a base governista do prefeito Ricardo Nunes. O nome inicialmente cotado era o do vereador Rubinho Nunes, que já integrava a Mesa Diretora. No entanto, ao declarar apoio a Pablo Marçal (PRTB) na disputa pela Prefeitura, Rubinho Nunes perdeu força dentro do partido e saiu dos radares da sucessão. O escolhido foi o vereador Ricardo Teixeira, que foi eleito presidente da Câmara em 1º de janeiro de 2025.
Prefeito de São Paulo Na condição de presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite tornou-se o 1.º na linha sucessória da prefeitura após a morte do prefeito Bruno Covas em 16 de maio de 2021, quando o posto de vice-prefeito ficou vago com a posse de Ricardo Nunes como prefeito. Neste período (2021-2024), exerceu o mandato de prefeito em exercício em diferentes ocasiões, por ausência do titular em viagens ou outros motivos, conforme a Lei Orgânica do Município (que estabelece a sucessão pelo presidente da Câmara na falta de vice-prefeito).
Milton ocupou o cargo por cerca de 100 dias no total, tornando-se o presidente da Casa que mais vezes chefiou o Executivo municipal desde a redemocratização.
Histórico eleitoral
Na Eleição municipal de São Paulo em 2024, após quase 30 anos consecutivos como vereador, abriu mão da reeleição. Aliados buscaram lançar sua candidatura a prefeito, porém, rejeitou a ideia. Naquele pleito, apoiou candidatos a vereança do União Brasil, seu partido. Ano Eleição Partido Cargo Votos % Resultado Ref 1996 Municipais em São Paulo PMDB Vereador 33.401 0,59% 2000 Municipais em São Paulo 39.716 0,73% 2004Municipais em São Paulo 63.374 1,06% 2008Municipais em São PauloDEM 80.051 1,33% 2012Municipais em São Paulo 101.664 1,77% 2016Municipais em São Paulo 107.957 2,0% 2020Municipais em São Paulo 132.716 2,62% Na Eleição municipal de São Paulo em 2024, após quase 30 anos consecutivos como vereador, abriu mão da reeleição. Aliados buscaram lançar sua candidatura a prefeito, porém, rejeitou a ideia. Naquele pleito, apoiou candidatos a vereador do União Brasil, seu partido.
Ligações externas
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