thumb|Depois que o fugitivo da prisão Dirk Willems voltou para salvar seu perseguidor de um afogamento, ele foi recapturado e executado.

A expressão "Nenhuma boa ação passará impune" é um comentário sardônico sobre a frequência com que atos de bondade acabam se voltando contra aqueles que os praticam. Em outras palavras, aqueles que ajudam os outros estão fadados a sofrer como consequência de sua atitude prestativa.

Contexto A expressão é registrada pela primeira vez na obra De nugis curialium, do século XII, de Walter Map, cujo quarto capítulo apresenta o personagem Eudo adotando uma moralidade invertida: "não deixou nenhuma boa ação sem punição, nem nenhuma má ação sem recompensa".

A sabedoria moral convencional sustenta que atos maus são punidos pela providência divina e atos bons são recompensados pela providência divina:

Isso está relacionado aos conceitos de Inferno e de carma.

Expressão moderna A expressão moderna "Nenhuma boa ação passará impune" é uma inversão irônica dessa moralidade convencional.

O uso irônico da expressão parece ser uma invenção do século XX, sendo encontrado, por exemplo, no romance de 1950 de Brendan Gill, The Trouble of One House (O Problema de uma Casa em tradução livre). A expressão também aparece com destaque na canção "No Good Deed", do famoso musical da Broadway de 2003, Wicked. Também existe um poema satírico de Franklin Pierce Adams intitulado "No Good Deed Goes Unpunished (So Shines a Good Deed in a Naughty World)" (Nenhuma boa ação fica impune (Assim brilha uma boa ação num mundo perverso) em tradução livre).

Em 2005, o autor David Helvarg introduziu a ideia de que a punição pode assumir a forma de retaliação, em um texto que escreveu para a revista Grist: "Lembram-se daquela placa que colocaram em um escritório da Agência de Proteção Ambiental durante a administração Reagan, 'Nenhuma boa ação fica impune'? Sob George Bush, nenhuma boa ciência fica impune."

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