Amade ibne Abede Almotalibe (; ? – Meca, ) foi um xarife e emir de Meca de 1628 a 1629. Pertencia aos catádidas, da linhagem haçânida da dinastia haxemita, descendente do clã dos haxemitas. Era filho de Abede Almotalibe ibne Alhaçane e neto de Alhaçane ibne Abi Numai. Com o apoio do governador otomano do Iêmem, Amade disputou o emirado com seu primo e entrou em Meca em 1628. Seu governo durou cerca de um ano e quatro meses e terminou quando foi preso e morto por ordem de , que promoveu Maçude ibne Idris ao emirado.
Vida
Amade era filho de Abede Almotalibe e neto do emir Alhaçane ibne Abi Numai. Pertencia aos catádidas, da linhagem haçânida da dinastia haxemita, descendente do clã dos haxemitas. As fontes o descrevem como homem instruído, perspicaz, de boa aparência e grande imponência. Em 1037 A.H. (1627/8), Amade entrou na disputa pelo governo de Meca contra seu primo . Recebeu o apoio de , governador otomano do Iêmem, que depôs Mucine e reconheceu Amade como xarife de Meca. A mudança de governo provocou combates entre os partidários dos dois ramos da família. Amade enfrentou forças comandadas por Maomé, irmão de Mucine; durante os confrontos morreram, entre outros, e . A vitória coube a Amade, enquanto Mucine deixou o Hejaz e seguiu posteriormente para o Iêmem.
Amade entrou em Meca na manhã de domingo, 17 de Ramadã de 1037 A.H. (21 de maio de 1628). Os partidários de Mucine abandonaram a cidade ou se esconderam, consolidando o novo governo. A deposição de Mucine, entretanto, não encerrou imediatamente a oposição dos membros da casa xarifal, e a ascensão de Amade permaneceu estreitamente ligada ao apoio das autoridades otomanas do Iêmem. Após assumir o controle da cidade, Amade tomou medidas contra pessoas ligadas ao governo anterior. Entre os que procuraram esconder-se estava , jurisconsulto hanafita, que foi descoberto e preso juntamente com seu irmão . Abederramão foi executado, enquanto seu irmão escapou da mesma pena após a intervenção de .
As crônicas também registram que Amade confiscou bens de numerosos habitantes e aplicou punições, medidas que provocaram descontentamento e levaram parte da população a deixar Meca. Ao mesmo tempo, as fontes lhe atribuem cultura literária, inteligência, boa aparência e presença imponente. Em 1039 A.H. (1629), , nomeado governador do Iêmem, chegou ao Hejaz à frente de um grande contingente otomano e recebeu autoridade para intervir nos assuntos de Meca e escolher seu governante. As relações entre o paxá e Amade terminaram com a prisão do xarife. Cançu ordenou sua morte por estrangulamento, encerrando um governo que as fontes calculam em aproximadamente um ano e quatro meses. Amade morreu em Meca em 5 de Safar de 1039 A.H. (22 de setembro de 1629). Após sua morte, Cançu promoveu Maçude ibne Idris ao emirado. Segundo a cronologia preservada por Al Bassame, o governo de Amade durou um ano, quatro meses e dezoito dias.
Bibliografia
Categoria:Catádidas Categoria:Árabes do século XVI Categoria:Árabes do século XVII Categoria:Árabes do Império Otomano Categoria:Xarifes de Meca