Vila Nova de Famalicão (comumente referida apenas como Famalicão) é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Braga e integrada na sub-região do Ave, e, por isso, na Região do Norte. Contava, em 2021, dentro do seu perímetro urbano, com uma população de .Usando os limites da cidade dos Censos de 2011 e os dados sobre os lugares estatísticos dos Censos 2021, tem-se que a cidade de Famalicão inclui os lugares de Vila Nova de Famalicão e Meães.

É sede do Município de Vila Nova de Famalicão que tem uma área total de 201,59 km2Instituto Geográfico Português, Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013 (ficheiro Excel zipado) e em 2025, tendo, por isso, uma densidade populacional de 713,3 habitantes por km2, estando subdividido em 34 freguesiasDiário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I.. O município é limitado a norte pelo município de Braga, a leste por Guimarães, a sul por Santo Tirso e Trofa, a oeste por Vila do Conde e Póvoa de Varzim e a noroeste por Barcelos.

O ponto mais alto do município encontra-se no Penedo das Letras, a 468 m de altitude.

Freguesias thumb|right|270x270px|Freguesias do Município de Vila Nova de Famalicão. O município é subdividido em 34 freguesias:

Demografia

População Os dados relativos aos Censos de 2021 indicam que o município de Vila Nova de Famalicão registou , menos 298 habitantes comparado com os Censos de 2011, onde foram registados . Das 34 freguesias, 12 registaram um crescimento populacional, enquanto a média foi de –0,2%.

FreguesiaHabitantes (2021)Habitantes (2011)VariaçãoAntas e Abade de Vermoim8 1957 362 +11,3%Arnoso (Santa Maria e Santa Eulália) e Sezures3 5283 543–0,4%Avidos e Lagoa2 5372 653–4,4%Bairro3 1973 598–11,1%Brufe2 2952 231 +2,9%Carreira e Bente2 3532 576–8,7%Castelões2 0832 021 +3,1%Cruz1 6541 738–4,8%Delães3 9813 917 +1,6%Esmeriz e Cabeçudos3 6163 684–1,8%Fradelos3 8953 914–0,5%Gavião (Vila Nova de Famalicão)3 8903 747 +3,8%Gondifelos, Cavalões e Outiz5 1314 890 +4,9%Joane7 9468 089–1,8%Landim2 8382 834 +0,1%Lemenhe, Mouquim e Jesufrei3 1423 217–2,3%Louro2 2132 250–1,6%Lousado3 8844 057–4,3%Mogege1 8761 943–3,4%Nine3 0192 974 +1,5%Oliveira (Santa Maria)3 2793 240–4,1%Oliveira (São Mateus)2 4182 714–10,9%Pedome1 9982 120–5,8%Pousada de Saramagos2 1792 234–2,5%Requião3 1973 376–5,3%Riba de Ave3 1953 425–6,7%Ribeirão9 0628 828 +2,7%Ruivães e Novais2 8103 012–6,7%Seide1 5141 542–1,8%Vale (São Cosme), Telhado e Portela5 2425 401–2,9%Vale (São Martinho)2 0382 081–2,1%Vermoim2 9492 930 +0,6%Vila Nova de Famalicão e Calendário20 93520 145 +3,9%Vilarinho das Cambas1 4851 366 +8,7%Vila Nova de Famalicão133 534133 832–0,2%

Evolução da População do Município Dados dos censos do INE <small> Número de habitantes Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes 1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021 27 700 29 483 31 689 33 978 37 753 39 652 43 561 56 158 66 266 79 250 89 722 106 508 114 338 127 567 133 832 133 534 (Número de habitantes que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021 0–14 Anos 12 257 13 745 14 046 15 741 21 432 24 393 30 582 33 290 33 530 26 647 23 971 21 617 17 10915–24 Anos 5 988 6 786 7 400 8 419 9 706 12 787 13 555 16 625 22 014 22 700 19 860 16 012 15 04125–64 Anos 13 854 15 050 15 862 17 654 21 700 25 615 30 902 32 880 43 531 55 781 70 201 77 759 75 099≥ 65 Anos 1 851 2 078 2 015 2 271 2 667 3 373 4 211 5 580 7 433 9 210 13 535 18 444 26 285 (Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população presente no concelho à data em que eles se realizaram Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente) <big>

História Os vestígios históricos sobre a origem do povoamento desta terra, leva-nos a Idade do Ferro, mais propriamente a vestígios arqueológicos de castros pelo município. thumb|esquerda|Pedra Formosa do Castro de Eiras em V. N. Famalicão.O Castro do Monte das Ermidas, talvez fundado no século IV a.C., o Castro de São Miguel-o-Anjo ou ainda o Castro de Eiras, são alguns dos vestígios arqueológicos de remotos povoamentos que o município dispõe. A Pedra Formosa do Castro de Eiras que pertencia a um complexo de banhos, foi encontrada em 1880, e segundo os arqueólogos data do primeiro milénio antes de Cristo.

No entanto, as origens de Vila Nova remontam mais propriamente ao reinado de D. Sancho I, segundo rei de Portugal, que detinha na zona um reguengo, este elaborou uma carta foral no ano de 1205, a fim de criar raízes populacionais nessa zona.

A Carta do Foral de 1205 D. Sancho I ficou para sempre lembrado como o povoador, rei que apadrinhou a criação de povoamentos por todo o país, com vista a tornar Portugal num reino forte e disperso, povoando assim áreas remotas do reino.

No dia 1 de julho de 1205, o rei D. Sancho I de Portugal que tinha um reguengo em Vila Nova fez uma carta foral para 40 povoadores dessa terra, dando autorização para estes tratarem do seu reguengo. Todo o lucro que os 40 povoadores obtivessem naquele reguengo seriam perpetuamente deles, por direito hereditário, e poderiam vender como seu foro a quem quisessem. Assim, a história da vila iniciou-se a partir desse momento. Nessa mesma carta foral, o rei manda a povoação que faça uma feira quinzenal, tradição essa que ainda hoje em dia é seguida semanalmente.

O Concelho A Vila de Famalicão, como cabeça do Julgado de Vermoim, começou a valorizar-se com o correr dos anos, e tanto assim que em 1706 contava 100 habitantes naturais da terra. Mostrando os seus anseios de melhor progresso, em 1734 e 1735 insistiu com Barcelos, pedindo regalias, como a significar o cuidado de novas intenções progressivas. Continuando a ferver em si o interesse pelo desenvolvimento local. Em 1825, pediu decididamente à Vila de Barcelos a criação de um concelho próprio, o que não veio a conseguir obter.

Finalmente, dez anos depois e com a criação da nova Divisão Judicial do Reino de Portugal, em 21 de março de 1835, entre o geral do País, ficou formado o Concelho (atual Município) de Vila Nova de Famalicão por carta foral da rainha D. Maria II.

A Cidade Na segunda metade do século XX, a vila tinha atingido um patamar de desenvolvimento, com equipamentos e infraestruturas modernas, progresso que poderia levá-la à elevação a cidade. O que aconteceu, pela Lei de 14 de Agosto de 1985, aprovada pela Assembleia da República em 9 de Julho de 1985, que aprovou a ascensão de Vila Nova de Famalicão à categoria de cidade. thumb|300px|direita|Estação de comboios de Famalicão

thumb|300px|direita|Indústria histórica "Reguladora"

Geografia Vila Nova de Famalicão encontra-se na província do Minho, no distrito e arquidiocese de Braga, é sede de município e de comarca, encontra-se em terreno plano a 88 metros de altitude.

A cidade encontra-se num importante nó rodoviário que a liga ao Porto, a Braga, a Barcelos, a Guimarães, à Póvoa de Varzim e a Santo Tirso. Tanto a nível rodoviário como a nível ferroviário Vila Nova de Famalicão é uma povoação com uma excelente situação geográfica, o que a tornando-se um ponto de passagem obrigatória.

A cidade fica a 30 minutos do aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro e do Porto de Mar de Leixões, cruzada por autoestradas, estradas nacionais e caminhos de ferro que unem os principais centros urbanos do Norte do País e da Europa.

A região de Vila Nova de Famalicão possui um clima mediterrânico Csb.

Cultura A Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão é composta por: Casa de Camilo Castelo Branco (São Miguel de Ceide) A Casa de Camilo Castelo Branco, designação habitual da residência do escritor Camilo Castelo Branco, situa-se na freguesia de São Miguel de Ceide, município de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga.

A casa foi mandada construir pelo primeiro marido de Ana Plácido, Pinheiro Alves, por volta de 1830, quando regressou do Brasil, na posse de avultada fortuna. Camilo viveu com Ana Plácido nesta casa cerca de 26 anos, do inverno de 1863 até ao suicídio em 1890.

A casa sofreu um incêndio em 17 de março de 1915, foi reconstruída e transformada em museu camiliano, em 1922. No final da década de 40, do século passado, a casa foi objecto de profundo restauro, ficando, desde então, muito semelhante à que fora habitada pelo romancista.

Em 1 de junho de 2005, por ocasião dos 115 anos do falecimento do escritor, foi inaugurado, em terrenos fronteiros à Casa de Camilo um edifício da autoria do arquitecto Álvaro Siza Vieira, que compreende um auditório, salas de leitura e de exposições temporárias, cafetaria, gabinetes de trabalho e reservas.

Está classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1978.

thumb|300px|direita|Casa de Camilo

Museu Bernardino Machado (Vila Nova de Famalicão) Fundação Cupertino de Miranda Museu Nacional Ferroviário - Lousado Museu da Indústria Têxtil Fundação Castro Alves Museu do Automóvel Museu da Guerra Colonial Casa-Museu Soledad Malvar Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa Museu da Confraria de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe Museu de Arte Sacra da Igreja de S. Tiago das Antas

Para a apresentação de artes do espetáculo Vila Nova de Famalicão dispõe da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, onde desenvolve atividade o Cineclube de Joane.

Património

Igreja de Santiago de Antas Mosteiro de Landim Casa de Camilo Castelo Branco - São Miguel de Seide Castro das Eiras - Pedra Formosa Casa-Museu Soledad Malvar

Personalidades ilustres Visconde de Vila Nova de Famalicão Barão de Famalicão Luís António de Almeida (Cavalões, Vila Nova de Famalicão, 20 de Julho de 1872 -?) foi um bispo português da Diocese de Bragança-Miranda. Arsénio Castro da Silva (1939 - 2012) - Jornalista e sacerdote

Parque da Devesa O Parque da Devesa foi inaugurado no dia 28 de Setembro de 2012 pelo presidente da Câmara Armindo Costa, Vice-presidente Paulo Cunha e restante Vereação, pelo Presidente da Assembleia Municipal Nuno Melo e pelo Arcebispo Primaz de Braga D. Jorge Ortiga.

É uma obra recente, mas as primeiras iniciativas para a sua construção remontam a 1988 com o Plano de Pormenor da Zona Adjacente ao Edifício das Lameiras. Até 2011 vários planos/projectos foram aprovados, e nesse mesmo ano, dá-se início à sua construção.

Ocupa uma área cerca de 27 hectares e estende-se desde a Avenida General Humberto Delgado e Avenida do Brasil até ao nó da A3 e Santiago de Antas. Possui uma extensa rede de caminhos pedonais, nos quais as famílias podem desfrutar de passeios ou andar de bicicleta; assim como grandes extensões de zonas verdes que permitem a realização de atividades ao ar livre, como aulas de grupo de ginásio, de dança, de karaté, entre outras.

As construções rurais anteriormente existentes no local foram reabilitadas e transformadas em equipamentos culturais e de serviços tais como a Casa do Território, Núcleo de Arqueologia, Cafetaria, Serviços de Apoio e Serviços Educativos. A unidade de Educação Ambiental implementada nos Serviços Educativos irá recuperar o Rio Pelhe, sendo um dos mais poluídos do município. É possível acompanhar a evolução do rio, bem como outras notícias no facebook do parque ou na página oficial.

Política

Eleições autárquicas