Economia do Paraná Ficha técnica Participação no PIB nacional 6.3% (2013). PIB per capita R$ 30.264 (2013). Composição do PIB Agropecuária 9,22% (2012). Indústria 20,96% (2012). Serviços 69,82% (2012). Atividades econômicas Agricultura cana-de-açúcar (48.449.908 t), milho (17.342.302 t), soja (15.937.620 t), mandioca (3.759.705 t), trigo (1.900.178 t), feijão (619.623 t), batata (706.825 t), laranja (250.000 t), cevada (120.835 t), centeio (1.575 t) (2013). Extrativismo madeira (3.587.266 m³), lenha (3.165.668 m³), noz de pinho (308.489 m³), madeira de pinheiro (262.317 m³), erva-mate (109.575 t), carvão vegetal (72.378 t), pinhão (1.321 t) (2000). Pecuária aves (142.996.037), bovinos (9.645.866), suínos (4.224.838), ovinos (548.998), equinos (479.928), bubalinos (65.064) (2000). Mineração gás natural (86 milhões m³), petróleo (386.237 m³) (2001), areia e cascalho (14.935.000 m³), pedra britada (10.321.185 m³), calcário (8.196.865 t), carvão (84.724 t), água mineral (191.197.582 l) (2000). Exportações (US$ 5,3 bilhões): soja e derivados (31%), veículos e peças (21%), outros alimentos (13%), madeira (9%), carne congelada (8%). Importações (US$ 4,9 bilhões): veículos e peças (17%), petróleo (11%), outras máquinas e motores (7%), fertilizantes (7%), componentes eletrônicos (6%), petroquímicos (5%), grãos (4%) (2001). Energia elétrica Geração 78.808 GWh (2001). Consumo 17.539 GWh (2001). Telecomunicações Telefonia fixa 2,6 milhões de linhas (est. 2002). Celulares 2,1 milhões (est. 2002).

As principais fontes de renda da economia do Paraná são a agricultura (cana-de-açúcar, milho, soja, trigo, café, mandioca), a indústria (agroindústria, indústria automobilística, papel e celulose) e o extrativismo vegetal (madeira e erva-mate). O setor terciário é o maior e mais relevante da economia paranaense: em 2013, a participação dos serviços representava 63,4% do valor total adicionado à de todo o estado.

Características gerais Das fontes de renda que desenvolvem-se no Paraná, merecem destaque a agricultura e a pecuária, além de um setor industrial bastante expansivo. Os mais importantes produtos da agricultura paranaense são a cana-de-açúcar o milho , a soja , a mandioca , o trigo , o algodão e a laranja (1,4 bilhão de frutos). O rebanho bovino possui mais de 9,5 milhões de cabeças; o suíno, 4,2 milhões; e o ovino, 570 mil. A avicultura conta 125 milhões de galináceos.

Há relevantes depósitos paranaenses de calcário. Demais fontes de renda importantes são o extrativismo de gás natural e água mineral e a diminuta produção de petróleo. As mais importantes atividades da indústria no Paraná são a agroindústria, o de papel e celulose, o de fertilizantes e, mais há pouco tempo, o automobilístico e o de eletroeletrônicos.

O Paraná é sede de importantes cooperativas agropecuárias, entre as quais a Coamo, de Campo Mourão, cuja receita é superior a R$ 5 bilhões; a C.Vale, de Palotina; a Lar, de Medianeira, de Maringá; a Integrada, de Londrina; a Agrária, de Guarapuava; a Batavo, de Carambeí, de Castro, entre outras. As cooperativas agropecuárias paranaenses têm uma receita superior a R$ 21 bilhões, o que representa cerca de 55% do PIB agrícola do Paraná. A Coamo é reconhecida como a maior cooperativa agropecuária da América Latina, sendo a única que realiza exportações diretas aos compradores europeus.Cooperativas Agropecuárias do Paraná – Produtos e serviços, 2010 e Paraná Cooperativo, ano 6, número 63, dez. 2010.

Existem três lugares relevantes de turismo no Paraná. O primeiro lugar visitado é o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, registrado por tombamento pela Unesco como patrimônio natural da humanidade, em que são encontradas as famosas cataratas do Iguaçu. Além disso, a região de Vila Velha tem atrações geológicas, e a serra da Graciosa, perto do litoral, fornece alternativas de turismo gastronômico. Na costa, a ilha do Mel traz banhistas do Brasil inteiro e do estrangeiro. A capital, Curitiba, firmou-se na história do Brasil como relevante centro cultural e de lazer.

O Paraná conta com mais de 261,2 mil quilômetros de rodovias. Além disso, o estado é atravessado por relevantes estradas de rodagem federais, como a BR-101 e a BR-116, com grande tráfego de caminhões. A rede ferroviária no Paraná atinge cerca de 2.250 quilômetros.

De acordo com a Revista Amanhã, as dez maiores empresas do Paraná são a Vivo, o HSBC, a Copel, a Rumo Logística, a Renault, a Coamo, a Klabin, a Itaipu Binacional e a Kraft Foods. Outras empresas mais importantes são a Batavo, O Boticário, a Positivo Informática, a Sanepar e o Grupo J. Malucelli.

PIB O Paraná possui o 4º maior PIB do Brasil, com 332.837.000 bilhões de reais, representando 6,3% do PIB nacional no ano de 2013, contra 5,9% em 2012. Esse aumento de participação foi a maior do Brasil na última apuração. Esse aumento foi impulsionado pela produção agrícola e energética. Cerca de 9% do PIB paranaense provém da agricultura. Outros 21% vem da indústria e os restantes 69% vem do setor de serviços.

Setor primário

thumb|left|O café é um dos produtos agrícolas do Paraná.

Os mais importantes produtos da agricultura paranaense são o trigo, o milho e a soja, riquezas das quais foram obtidos recordes de safra, competindo com os demais estados. O cultivo da soja é o mais novo dos três e foi expandido tanto no norte como no oeste do estado, e depois no sul.. Tem importância, também, que o algodão herbáceo é especialmente produzido no norte. A cafeicultura, que é uma das principais atividades agrícolas do estado, caso não desfrute da mesma grandiosidade de antigamente (o Paraná, sozinho, já chegou a produzir 60% do café de todo o mundo), ainda faz com que o Paraná continue sendo um dos principais produtores da federação brasileira. As plantações mais densas de café revestem a área a oeste de Apucarana. Em segundo lugar, o café é produzido nos terrenos da área zoneada de Bandeirantes, Santa Amélia e Jacarezinho.

No que se refere à pecuária, o Paraná dispõe de uma imensa bovinocultura e é um dos estados brasileiros que mais criam porcos, principalmente no centro, sul e leste do estado. Nos últimos vinte anos, a bovinocultura e a suinocultura foram muito expandidas. Como nos demais estados da região Sul do Brasil, diferem, no Paraná, os modos de utilização das terras campestres ou florestais. Geralmente, nas zonas campestres, a pecuária extensiva é praticada; nas zonas florestais, as plantações e pastos artificiais para engordar o gado são desenvolvidas. No Paraná, a quantidade produzida de ovos, de casulos do bicho-da-seda, mel e cera de abelha ainda é expressiva. Mas é na avicultura que o estado vem se destacando nos últimos dez anos, graças à implantação de frigoríficos pela iniciativa privada e pelas cooperativas. A avicultura é produzida em praticamente todas as regiões acompanhando as áreas onde se produz milho, que é a matéria-prima para a ração das aves.Informação cedida por Eloy Olindo Setti, ex-assessor de imprensa da Ocepar e jornalista As aves são exportadas para mais de uma dezena de países.

thumb|A madeira do pinheiro-do-paraná foi um produto importante do extrativismo vegetal.|esquerda

A pesca não se expandiu como a pecuária e da agricultura fizeram. Em 2016, foram: 2 977 587 kg de carpa; 23 450 kg de curimatã; 2 700 kg de dourado; 2 765 kg de lambari; 1 500 kg de matrinxã; 1 883 540 kg de pacu e patinga; 132 230 kg de piau, piapara, piauçu e piava; 9 500 kg de pintado, cachara, cachapira, pintachara e surubim; 8 000 kg de pirarucu; 150 290 kg de tambacu e tambatinga; 7 200 kg de tambaqui; 69 924 178 kg de tilápia; 223 827 kg de traíra e trairão; 140 kg de truta; 300 kg de tucunaré; 710 240 kg de outros peixes; 259 719 kg de alevinos; 90 000 kg de camarão; e 68 934 kg de ostras, vieiras e mexilhões.

O subsolo paranaense possui grandes riquezas minerais. Há reservas significativas de areia, argila, calcário, caulim, dolomita, talco e mármore, bem como demais menores (baritina, cálcio). A bacia carbonífera é a terceira do Brasil, e a de xisto, a segunda. Em relação aos minerais metálicos, mediram-se depósitos de chumbo, cobre e ferro..

Uma riqueza importante do Paraná, a dos pinheirais, correu grande perigo devido à indústria de madeira e pela agricultura extensiva. Em 1984, segundo informações do Instituto de Terras e Cartografia do Paraná, as florestas do estado reduziram para 11,9% do que foi cinquenta anos anteriores, durante a implantação no Paraná do mais antigo código florestal. Dos últimos dias da década de 1980 para frente, o governo começou a ensinar o uso do solo e dos recursos florestais segundo uma política que protegesse o meio ambiente e de contínuo reflorestamento. Uma segunda riqueza vegetal que extrai-se dos solos do Paraná é a erva-mate (utilizada para chimarrão, uma bebida típica da região sul do país).

Setor secundário

Em meados do século XX, as atividades econômicas da indústria impulsionaram consideravelmente a economia do Paraná. Foi em consequência desse impulso que a urbanização cresceu, não somente na área ao redor de Curitiba, como em polos interioranos, exemplificando, Ponta Grossa — maior parque industrial do interior —, Londrina, Cianorte e Cascavel.. Os mais importantes gêneros industriais são o de alimentos e o madeireiro. Curitiba é o município que possui mais indústrias e os mais importantes setores de sua atividade industrial são os de alimentos e de móveis, o madeireiro, de minerais não-metálicos, de produtos químicos e de bebidas. Na Região Metropolitana de Curitiba, em São José dos Pinhais, encontram-se ainda unidades industriais (montadoras) da Volkswagen-Audi e da Renault, ambas de grande porte. O setor madeireiro espalha-se no interior, com importantes centros em União da Vitória, Guarapuava e Cascavel.

O centro mais expressivo dos alimentos produzidos é Londrina, sendo também muito importante a atividade em Ponta Grossa, considerado um dos maiores parques moageiros de milho e soja da América Latina. A mais importante indústria do estado é a Companhia Fabricadora de Papel do grupo Klabin, que instalou-se no conjunto da Fazenda Monte Alegre, no município de Telêmaco Borba.

O Paraná possui um imenso potencial hidrelétrico de muito bem empregado, principalmente no rio Iguaçu, onde foram erguidas diversas hidrelétricas, merecendo destaque as de foz do rio Areia, Salto Osório e Salto Santiago. Perto de Curitiba localiza-se a Usina Hidrelétrica de Capivari Cachoeira, uma das mais antigas que a Copel, a companhia estadual de energia elétrica, já construiu. Mais há pouco tempo foram erguidas centrais hidrelétricas em diversos pequenos rios, como a de Chavantes e Vossoroca. No rio Chopim, no sudoeste do estado, foi erguida a Usina Hidrelétrica de Júlio Mesquita Filho. No entanto, opera no Paraná a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo em produção de energia (depois da Hidrelétrica de Três Gargantas, na China), mas ainda a maior em tamanho, na fronteira Brasil-Paraguai, e erguida em grupo com este país., vol. 11, p. 136. Terminada em 1991, somente a partir daí a sua capacidade inteira, de 12 000 MW, começou a ser utilizado, o que fez do Paraná o estado brasileiro que mais produz energia. Mas o Paraná igualmente é enriquecido de energia produzida pelas usinas açúcareiras e alcooleiras, produtoras de eletricidade desde a queima do bagaço da cana-de-açúcar.

Setor terciário Comércio miniaturadaimagem|esquerda|upright=1.8|Exportações do Paraná - (2012)