thumb|Elefantina. À esquerda pode ver-se o nilómetro e o Museu de Assuão Elefantina é uma ilha no rio Nilo, no sul do Egito, situada frente à cidade de Assuão. Encontra-se a cerca de 900 quilómetros a sul do Cairo, a capital egípcia. Tem cerca de metros de comprimento e 500 metros de largura na parte sul.
História Elefantina é o nome grego para o faraônico Abu. Lá, os faraós da XVIII e XIX dinastia construíram um grande templo para Quenúbis, o deus carneiro da região da catarata, para sua consorte, Sátis, e para Anúquis, deusa da vizinha Sehel. Ao norte fica o santuário do Império Antigo e Médio. Numerosos túmulos de pedra proeminentes dos nobres da cidade do Antigo e Médio Império estão situados no alto do penhasco na margem oeste do Nilo.
No Império Antigo , Elefantina era conhecida como a “porta do sul”, por ser a cidade mais ao sul do Egito e o ponto de partida do comércio sudanês. Já no Império Médio , era um centro administrativo da Núbia controlada pelo Egito. Durante o Império Novo , a região fazia parte da província de Núbia, mas, a partir do período Saita , tornou-se novamente uma fortaleza de fronteira. Nos tempos modernos, a ilha é o local de duas aldeias núbios.
Arqueologia upright|thumb|Nilómetro em Elefantina A ilha tem sido alvo de escavações arqueológicas intensas nas últimas décadas, apesar do governador otomano de Assuão ter mandado destruir vários achados da ilha em 1822.
Destaca-se na ilha o nilómetro, mencionado pelo grego Estrabão, que era uma forma de medir o nível do Nilo, consistindo num conjunto de oitenta degraus que se acham na costa, junto ao rio. É possível observar marcações nas suas paredes que remontam ao período romano.
O faraó Amenófis III mandou construir na ilha um templo por ocasião do seu jubileu, no trigésimo ano do seu reinado. Este templo, que estaria situado a oeste do nilómetro, existiu até ao , mas nada resta dele actualmente. Sucedeu o mesmo ao templo de , destruído em 1822. também mandou construir um pequeno templo, igualmente perdido.
Na ilha foi descoberta uma pequena pirâmide da época do Império Antigo e um calendário inscrito na rocha da época do rei Tutemés III ().
Nectanebo II mandou construir na ilha um grande templo dedicado a Quenúbis que foi concluído no período ptolemaico e romano e cujas ruínas se acham no local.
Na margem esquerda do Nilo, em Cubete Alhaua, localizam-se túmulos escavados na rocha de governantes locais da época do Império Antigo e do Império Médio, destacando-se o túmulo do governador Sarempute ().
Bibliografia
Categoria:Ilhas fluviais do Egito Categoria:Sítios arqueológicos do Egito Categoria:Rio Nilo Categoria:Assuão Categoria:História judaica