O género Astilbe, pertencente à família botânica Saxifragaceae, compreende entre 14 e 25 espécies de plantas herbáceas perenes originárias de ravinas húmidas e subcobertos florestais da Ásia Oriental e da América do Norte. Etimologicamente, o seu nome deriva do grego antigo (a-, prefixo de privação, e stilbe, que significa brilho), uma alusão irónica ao facto de algumas espécies selvagens possuírem folhas opacas, embora as variedades modernas cultivadas exibam uma folhagem verde-escura, bronzeada ou acobreada extremamente lustrosa e elegantemente recortada, semelhante à dos fetos. Visualmente marcantes quando plantadas em massa, estas plantas desenvolvem aglomerados densos e de longa duração que atingem alturas variáveis entre os 10 centímetros e os 1,5 metros, sobressaindo no verão através de inflorescências eretas e plumosas em forma de panícula. Cada pluma floral é composta por centenas de minúsculas flores hermafroditas que se abrem sequencialmente, cobrindo tons vibrantes de branco, rosa, púrpura, magenta e vermelho profundo. No panorama da jardinagem europeia, o género foi profundamente transformado no início do século XX pelo trabalho de hibridação do horticultor alemão Georg Arends, que cruzou espécies como a Astilbe chinensis, a Astilbe japonica e a Astilbe thunbergii, originando o famoso grupo híbrido Astilbe × arendsii, amplamente valorizado pela sua superior robustez e paleta de cores expandida. Do ponto de vista ecológico e de cultivo, as astilbes são plantas de clima temperado e frio, altamente tolerantes à geada, que entram em dormência total no inverno (secando a parte aérea) e rebentam com vigor na primavera. Exigem uma exposição de sombra parcial ou filtrada para evitar a queima das folhas pelo sol do meio-dia e requerem solos ricos em matéria orgânica, ligeiramente ácidos e com humidade constante, embora exijam uma boa drenagem para prevenir a podridão radicular. Embora o cultivo a partir de sementes seja desaconselhado devido ao tamanho microscópico destas, a sua propagação realiza-se facilmente na primavera por divisão de rizomas. Além do seu papel estrutural em bordaduras sombrias e margens de lagos, a planta desempenha uma função de destaque na indústria de florística mundial, sendo as suas hastes frescas muito cobiçadas em ramos de noiva e decorações de luxo devido à sua durabilidade em jarras e à sua textura plumosa única.
Categoria:Flora da Ásia Categoria:Flora da América do Norte Categoria:Géneros de plantas Categoria:Plantas ornamentais Categoria:Saxifragaceae