O Aeroporto de Belo Horizonte/Pampulha - Carlos Drummond de Andrade, mais conhecido como Aeroporto da Pampulha , é um aeroporto doméstico, no município de Belo Horizonte, um dos mais tradicionais aeroportos do Brasil. Fica localizado na Pampulha, zona norte de Belo Horizonte, localizado a 8,3 km do centro da cidade. Com o crescimento de Belo Horizonte, Pampulha se transformou em um aeroporto central, inserido no contexto urbano da metrópole, sendo por muito tempo o aeroporto mais movimentado do estado de Minas Gerais, até a transferência dos voos nacionais para Confins em 2005. Hoje, e é o terceiro aeroporto mais movimentado do estado em número de passageiros, ficando atrás de Confins e Uberlândia.

O complexo aeroportuário da Pampulha está instalado em uma área de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados, contando com uma pista com capacidade para 25 operações pouso/decolagens por hora, e um terminal de passageiros com capacidade instalada para atender a 400 passageiros por hora. Desde 2009, o aeroporto está equipado com os sistemas de pouso por instrumentos LOC e DME, que permitem o aeroporto operar em condições adversas com o mesmo nível de segurança operacional, assim ajudando a diminuir a quantidade de fechamentos do aeroporto por conta do clima ruim.

Atualmente, o Aeroporto da Pampulha possui alguns voos regulares ligando Belo Horizonte a cidades do interior do estado de Minas Gerais e estados vizinhos. Porém, a maior parte das operações do aeroporto é a aviação geral, onde inclui-se a aviação executiva, que representa mais de 70% de todo o movimento de aeronaves da Pampulha. O aeroporto também se destaca como grande centro de manutenção de helicópteros, aeronaves executivas, e aeronaves comerciais de pequeno porte.

Nos últimos anos, muita polêmica e especulação gira em torno da reabertura da Pampulha para mais voos nacionais. De um lado, executivos, entidades empresariais e companhias aéreas têm defendido a liberação de mais voos no aeroporto para capitais mais próximas, com argumento de ganho de tempo nas viagens a negócio, e competitividade para a Grande Belo Horizonte. De outro lado, a população vizinha ao aeroporto é contra qualquer tipo de aumento no número de voos, principalmente por conta do ruído das aeronaves. Outros ainda acham que tal medida poderia prejudicar o desenvolvimento do Aeroporto Internacional de Confins. Essa questão já foi tema de diversas audiências na Câmara Municipal de Belo Horizonte e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, com envolvimento do Governo Estatual e também da Prefeitura de Belo Horizonte nas discussões.

História

Origens Mesmo antes de possuir oficialmente um aeroporto, Belo Horizonte teve a oportunidade de presenciar seu primeiro voo em abril de 1912. Nos céus de onde hoje é o bairro Prado, em um avião monoplano tipo Blériot, o piloto italiano Ernesto Dariolli realizou uma demonstração de voo que marcou definitivamente a história da aviação na capital mineira.

O Campo de Aviação do Prado, com uma pista de apenas 200 metros, era considerado perigoso, operando apenas pequenas aeronaves, sendo impróprio para o atender a serviços regulares como o Correio Aéreo Militar. Esse campo de aviação logo viria a ter suas operações encerradas com o funcionamento de um novo aeroporto, com uma melhor estrutura.

Então, no início da década de 30, foram desapropriados alguns sítios e chácaras na região conhecida como Arraial Pampulha, para a construção de uma base de operações de pousos e decolagens. O nome Pampulha veio de um bairro que existia em Lisboa, e foi atribuído à localidade por imigrantes portugueses que habitaram aquela área, quando ainda era zona rural de Belo Horizonte

Uso Inicial Em 1933, o aeroporto inicia suas atividades como Destacamento de Aviação, com o objetivo de atender aos voos do Correio Aéreo Militar na chamada Linha de São Francisco, que ligava o Rio de Janeiro a Fortaleza, sendo Belo Horizonte uma das escalas até o destino final. Registrado oficialmente como Aeroporto de Belo Horizonte, em sua inauguração, ficou sendo conhecido popularmente como Aeroporto da Pampulha. Em 23 de abril de 1936 o Destacamento de Aviação é transformado em Núcleo do 4º Regimento de Aviação, contando agora com uma pista de grama com dimensões de 720m por 20m e operando aeronaves do Correio Militar tipo Waco Cabine, Piper e Beech-Mono. Ainda em novembro de 1936, foi fundado no Aeroporto o Aeroclube de Minas Gerais com o objetivo de formar pilotos privados e comerciais.

Primeiras Operações Dois anos depois a VASP e a Panair do Brasil são as primeiras empresas aéreas a aterrissarem e decolarem no aeroporto, em voos experimentais. As duas companhias passaram a disputar a concessão da primeira linha aérea comercial no aeroporto. Em 2 de setembro de 1936, através da Lei n.º 76, o governo mineiro foi autorizado a conceder à Panair do Brasil o direito de explorar a linha aérea comercial entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro. A VASP, que perdeu a concorrência, só veio a operar voos regulares na Pampulha a partir de 1958.

O primeiro voo regular regular foi realizado em março de 1937, quando foi oficialmente inaugurada a linha comercial Rio-BH-Rio, com um avião bimotor Lockeed 10E Electra I, PP-PAS, com capacidade para dois tripulantes e seis passageiros.

Em 1939 foram criadas as Linhas Mineiras, onde em sucessivos lances foram implantados serviços aéreos com escala compulsória em Belo Horizonte, com as seguintes linhas: Rio de Janeiro - Belo Horizonte - Uberaba; Rio de Janeiro - Belo Horizonte - Poços de Caldas; Rio de Janeiro - Belo Horizonte - Poços de Caldas - São Paulo - Curitiba; e Rio de Janeiro - Belo Horizonte - Governador Valadares. No ano seguinte a Panair adota o sistema de rotas circulares para as ligações Rio - BH - Poços de Caldas - São Paulo, com as aeronaves partindo o Rio de Janeiro em sentidos opostos.

Expansões Com a criação do Ministério da Aeronáutica, o aeroporto passou a ser administrado pela Força Aérea Brasileira e recebeu a categoria de Base Aérea de Belo Horizonte.

Em 1943 A pista foi ampliada e concretada, alterando suas dimensões para 1500m por 45m, e passou a operar aeronaves como o Curtiss Commander, Beechcraft, Lodestar e Catalinas.

Em janeiro de 1944, o Aeroclube de Minas Gerais mudou-se definitivamente da Pampulha para o Aeroporto Carlos Prates, recém inaugurado.

Nos anos seguintes, o crescimento urbano de Belo Horizonte toma a Região da Pampulha e envolve o aeroporto. Quase a metade dos novos loteamentos aprovados no Município de Belo Horizonte, entre 1945 e 1963, situava-se nas proximidades da Lagoa da Pampulha. Com a valorização da região, por dez anos houve preponderância absoluta da Pampulha nos lançamentos de lotes aprovados.

Em 1953 a pista foi expandida para 1700 metros de comprimento e o aeroporto recebeu balizamento noturno. No ano seguinte foi inaugurado o atual terminal de passageiros do Aeroporto da Pampulha. Após essas expansões, Belo Horizonte se tornou um importante centro domestico de distribuição de linhas aéreas, influenciado por sua posição geográfica; A Pampulha era ponto de parada para quem ia de São Paulo com destino a cidades do Norte e Nordeste do Brasil.

Em outubro de 1956, inaugurou-se a Praça Bagatelle em frente ao terminal de passageiros, a qual, segundo consta, pretendia ser uma réplica em tamanho reduzido do Campo de Bagalelle, em Paris. Em 1961, a pista foi extendida novamente, atingindo 2540 metros de extensão, e entrou em funcionamento um novo pátio de manobras, com capacidade para receber aeronaves de maior porte, incluindo alguns jatos. Com isso, autoridades da cidade e do estado tomaram iniciativas e conseguiram homologar o aeroporto como Internacional.

Novo Aeroporto de Belo Horizonte Depois de muitas controvérsias e sem operar ainda operar voos internacionais regulares, o projeto de internacionalização do Aeroporto da Pampulha foi abandonado. Em 11 de Março de 1965, foi excluído da categoria internacional, sendo reclassificado pelo DAC como Aeroporto de Primeira Classe - Categoria B. A administração do Aeroporto de Belo Horizonte/Pampulha passou a ser de responsabilidade da estatal Infraero, criada em dezembro de 1972, logo após a sua criação.

Ao longo dos anos 70, o movimento do aeroporto cresceu com o desenvolvimento do transporte aéreo, tornando suas instalações insuficientes para suportar o atendimento de novas demandas, principalmente das modernas e grandes aeronaves intercontinentais. Assim sendo, em 3 de julho de 1978, o Ministério da Aeronáutica, em parceria com o Governo do Estado de Minas Gerais, criou a Comissão Coordenadora do Projeto Aeroportuário de Belo Horizonte – COPAER/BH, para elaborar e construir o novo Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, entre os anos de 1979 a 1983.

Em 26 de setembro de 1983, foi criado o CIAAR (Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica) dentro do aeroporto, onde passaram a ser formados oficiais de diversos quadros para a Força Aérea Brasileira. Inaugurado em março de 1984, o novo Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, passou a receber 75% do movimento de aeronaves e 95% do movimento de passageiros, deixando o Aeroporto da Pampulha ocioso, que dois meses antes da abertura de Confins, registrava um movimento anual de 1.150.000 passageiros e 24.000 operações de pouso e decolagem de aeronaves, inclusive de jatos de médio porte como o Boeing 737 e 727.

Porém, a distância do Aeroporto de Confins ao centro de Belo Horizonte e o transporte precário logo criaram uma enorme pressão para que os voos retornassem para a Pampulha. A partir de 1986, a criação dos voos direto ao centro conhecidos como VDC, e o uso de modernas aeronaves a jato ligando o Aeroporto da Pampulha a outras capitais, trouxe um grande número de passageiros de volta, voltando a dar lucro novamente em 1982.

Com a liberação da concorrência em 1998 e dos voos em aeroportos centrais, o aeroporto volta a apresentar níveis operacionais próximos da saturação, semelhante a situação antes da inauguração de Confins, batendo o recorde de movimento no aeroporto, com um total de 88.737 operações de pouso e decolagens, transportando 3.073.976 passageiros em 2002.

Projeto de ampliação de 2003 Em 13 de outubro de 2003, a Infraero apresentou o projeto básico de reforma e modernização do Aeroporto da Pampulha em uma audiência pública, em Brasília, para resolver a sub capacidade operacional sofrida. O projeto tinha um cronograma com previsão de 24 meses consecutivos para conclusão das obras. Dentre outras intervenções, o projeto incluía:

Ampliação do terminal de passageiros (TPS) com o acréscimo de mais dois andares ao terminal já existente, dobrando a capacidade de atendimento de passageiros; Térreo: Área de desembarque; área de check-in; 26 pontos comerciais Primeiro Andar: Conexão ao edifício garagem pela passarela; Área de Embarque (Acesso às pontes de embarque); 31 pontos comerciais Segundo Andar: Terraço panorâmico; área administrativa da Infraero; 6 pontos comerciais Aumento no número de balcões de Check-in de 10 para 30 postos; Instalação de 4 pontes de embarque; Aumento do número de esteiras de restituição de bagagem de 1 para 3 esteiras; Construção de um edifício garagem (EDG), podendo chegar a 9 pavimentos, com até 1756 vagas; Construção de uma passarela entre o edifício garagem e o terminal de passageiros; Instalação de 8 escadas rolantes; Instalação de 10 elevadores; Criação de 63 pontos comerciais distribuídos pelos três pavimentos; Construção de pátio coberto para equipamentos de rampa (como escadas móveis de desembarque remoto; garfo de recuo para taxiar aeronaves no pátio; e veículos aeroportuários) e um prédio de apoio; Construção de nova torre de controle (TWR) e do grupo de navegação aérea (GNA), acoplados ao terminal de passageiros; Adequação do sistema viário;

Cancelamento do projeto