Afrodísias era uma cidade em Cária, agora parte da Turquia moderna, a cerca de 230 km (142,5 milhas) de Izmir, localizada ao lado da vila moderna de Geyre. Como o seu nome indica, foi "baptizada" em honra a Afrodite, a deusa grega do Amor. De acordo com a Suda, antes de ser conhecida como Afrodísias, a cidade tivera três nomes anteriores: Lelegon Polis (cidade dos Leleges), Megale Polis, e Ninoë.

A cidade foi construída perto de uma pedreira de mármore, que foi extensivamente explorada nos períodos Helenístico e Romano, e as esculturas em mármore de Afrodísias tornaram-se famosas no mundo romano. Muitos exemplos de estatuária foram desenterrados em Afrodísias, e alguns sobreviveram de outras partes do mundo Romano.

As escavações mais recentes foram começadas por Kenan Erim sob a égide da Universidade de Nova Iorque em 1962 e continuam a ser feitas, actualmente lideradas pelo Professor Christopher Ratté (na Universidade de Nova Iorque) e pelo Professor R. R. R. Smith (na Oxford University). Previamente o local fora escavado em 1904-5 por um engenheiro ferroviário Francês, Paul Gaudin. Como muitas pedras monumentais foram reutilizadas nas muralhas da cidade na Antiguidade Tardia, muitas inscrições puderam e podem ser facilmente lidas por quem visite a área, sem precisar de nenhuma escavação; por essa razão, a cidade tem sido visitada e inscrições registadas repetidamente nos tempos modernos, desde os princípios do .

O local está numa zona de terramotos e sofreu muitos danos em muitas alturas, especialmente nos séculos IV e VII. Outra complicação foi que um dos terramotos do tornou partes da cidade propensas a inundações.

Podem ser vistas evidências de canalização de emergência instaladas para combater este problema. Afrodísias nunca se recuperou totalmente do terramoto do , e caiu em ruínas. Parte da cidade foi coberta pela vila moderna de Geyre; algumas das casas foram removidas no para revelar a antiga cidade. Uma nova Geyre foi construída a pouca distância.

Templo de Afrodite 200px|right|thumb|Ruínas do templo de Afrodite O Templo de Afrodite era e ainda é um ponto focal da cidade, mas o aspecto do edifício foi alterado quando se tornou uma basílica Cristã. Os escultores de Afrodísias tornaram-se famosíssimos e a escola de escultura era muito produtiva; muitos dos seus trabalhos podem ser vistos no local e no museu. Muitas estátuas intactas foram descobertas na região da ágora, e experiências e peças inacabadas apontam para uma verdadeira escola. Sarcófagos foram recuperados em vários locais, muito frequentemente decorados com desenhos que consistem em histórias e séries. Pilastras foram encontradas, mostrando o que é descrito como "pergaminhos povoados" com figuras de pessoas, pássaros a animais entrelaçados em folhas de acanto. Os escultores beneficiavam de uma grande reserva de mármore à mão.

Outros edifícios e descobertas 250px|esquerda|thumb|O estádio Há muitos outros edifícios notáveis, incluindo o estádio que é dito como sendo provavelmente o mais bem preservado do seu tipo no Mediterrâneo. Mede 262 por 59 m e era utilizado para eventos atléticos até o teatro ter sido muito danificado por um terramoto do , sendo parte do estádio convertido para eventos que antes tinham lugar no teatro.

Escavações em Afrodísias descobriram uma importante inscrição judaica cujo contexto não é claro. A inscrição, em , enumera doações feitas por numerosos indivíduos, dos quais muitos são classificados como 'theosebeis', ou tementes a Deus. Parece claro, através de provas comparativas das inscrições na sinagoga de Sardes e do Novo Testamento, que tais tementes a Deus eram provavelmente gentios interessados que se ligavam à comunidade judia, sustentando a sinagoga e talvez frequentando-a. A extensão geográfica de evidências sugerem que isto era um fenómeno comum na Ásia Menor durante o período romano.

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