miniaturadaimagem|Edição de 2007 da Revista da ACL|412x412px|alt= miniaturadaimagem|Academia Cearense de Letras - Plenário|alt=|278x278px A Academia Cearense de Letras (ACL) é a entidade literária máxima do estado do Ceará. A ACL é a mais antiga das Academias de Letras existentes no Brasil, fundada em 15 de agosto de 1894, três anos antes da Academia Brasileira de Letras.

História miniaturadaimagem|Emblema clássico que nasceu com a criação da entidade. O emblema consiste principalmente numa jangada ao mar com seus jangadeiros em trabalho; ao fundo, existe um resplendor em simbologia de sol nascente. Contornando o emblema tem dois ramos florido e frutificado em própria cor de fumo e algodãoLei estadual do Ceará 393 de 1897 que havia no brasão do estado do Ceará. É um emblema bem representativo da heráldica do estado brasileiro do Ceará.|alt=|275x275px A história da ACL é dividida em três partes. A primeira tem início em 15 de agosto de 1894 quando foi fundada, e vai até 17 de julho de 1922, quando Justiniano de Serpa lhe promoveu a reconstituição. Esse primeiro período foi áureo para as letras cearenses, quando a inquietação de intelectuais já havia motivado a criação da Padaria espiritual, dois anos antes de sua fundação. O Ceará ocupava então importante papel dentro do movimento literário nacional, tendo se antecipado inclusive à criação da Academia Brasileira de Letras, fundada três anos depois da ACL, e à Semana de 22.

Foi fundada como Academia Cearense e a primeira revista foi publicada em 1896, com periodicidade anual até 1914. Seu primeiro presidente foi Tomás Pompeu de Sousa Brasil (II). Iniciou as atividades com 27 membros.

A segunda fase tem início em 1922, quando Justiniano de Serpa, diante da situação em que se encontrava a instituição com somente oito membros ainda residentes em Fortaleza,Dos 28, os 27 fundadores mais Rodrigues de Carvalho, ou tinham morrido ou estavam fora do Ceará. reorganiza-a sob a nova denominação de "Academia Cearense de Letras". Neste novo formato, foram ampliadas as vagas, passando então para as atuais 40 cadeiras. Foi deste mesmo período a denominação dos patronos. No ano seguinte ao de sua reformulação, a morte de Justiniano de Serpa em 1 de agosto de 1923 fez a instituição ficar na penumbra até 1930.

Em 21 de maio de 1930 foi instalada a reunião de reorganização da instituição, agora em definitivo até os nossos dias, na casa de Tomás Pompeu. Desde então sua revista passou a ser publicada ininterruptamente.

Um fato especial traz novos ares à Academia: sua instalação no Palácio da Luz, em 1989, quando, depois de funcionar de 1978 a 1986 no Palácio Senador Alencar, que fora sede da Assembleia Legislativa e hoje abriga o Museu do Ceará, e em salas do Edifício Progresso, a Academia conhece sua sede definitiva. Anteriormente, a instituição peregrinara por diferentes salões: “As sessões ordinárias realizaram-se, a princípio, no salão de honra da Fênix Caixeiral, depois, no do Clube Euterpe, no Instituto do Ceará [...], casa de residência de Walter Pompeu, Clube Iracema, Instituto Epitácio Pessoa, casa de residência de Dolor Barreira e Casa de Tomás Pompeu.” Essa edificação trata-se a antiga sede do Governo do Ceará, um importante prédio que faz parte do conjunto arquitetônico da Praça dos Leões em Fortaleza.

Publicação Desde 1896 edita e publica a Revista da Academia Cearense de Letras.Revista da Academia Cearense de Letras. Edição de 1973.LINHARES, Mário. História literária do Ceará. Rio de Janeiro, Jornal do Commercio, 1948.

Condecorações Atualmente, a academia concede:

Prêmio Osmundo Pontes (categorias: poesia e conto). Prêmio Antônio Martins Filho (para jovens poetas). Prêmio Fran Martins (para jovens escritores). Prêmio Edilson Brasil Soárez. Medalha Barão de Studart. Medalha Thomaz Pompeu.

Centro de Cultura A Academia Cearense de Letras está se transformando num grande centro de cultura e pesquisa, abrigando entidades que não possuem sede própria, tais como: Academia Fortalezense de Letras, Academia Cearense de Retórica, Academia Cearense da Língua Portuguesa, Associação Brasileira de Bibliófilos, Sociedade Amigos do Livro (com a “Biblioteca Olga Barroso”, que reúne importante acervo com cerca de 4.000 títulos, boa parte da coleção do Governador Parsifal Barroso), União Brasileira dos Trovadores (seção Ceará), Sociedade Cearense de Geografia e História, Associação de Jornalistas Escritores do Brasil (secção Ceará), Academia Feminina de Letras, Academia de Letras e Artes do Ceará, Academia Ipuense de Letras e o Programa Terça-Feira em Prosa e Verso.

Patronos 1 - Adolfo Caminha 2 - Álvaro Martins 3 - Antônio Augusto 4 - Antônio Bezerra 5 - Pápi Júnior 6 - Antônio Pompeu 7 - Clóvis Beviláqua 8 - Domingos Olímpio 9 - Fausto Barreto 10 - Padre Mororó 11 - Barão de Studart 12 - Heráclito Graça 13 - Jerônimo Tomé da Silva 14 - João Brígido 15 - Capistrano de Abreu 16 - Franklin Távora 17 - Joaquim Catunda 18 - Moura Brasil 19 - José Albano 20 - Liberato Barroso21 - José de Alencar 22 - Justiniano de Serpa 23 - Juvenal Galeno 24 - Lívio Barreto 25 - Oliveira Paiva 26 - Soares Bezerra 27 - Soriano Albuquerque 28 - Mário da Silveira 29 - Paulino Nogueira 30 - Rocha Lima 31 - Farias Brito 32 - Cônego Ulisses Pennaforte 33 - Rodolfo Teófilo 34 - Samuel Uchôa 35 - Tomás Pompeu de Sousa Brasil (II) 36 - Tomás Pompeu de Sousa Brasil 37 - Thomaz Pompeu Lopes Ferreira 38 - Tibúrcio Rodrigues 39 - Araripe Júnior 40 - Visconde de Sabóia

Membros atuais 1. Sânzio de Azevedo 2. Batista de Lima 3. Carlos Augusto Viana 4. José Murilo Martins 5. Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes 6. Virgílio Maia 7. Marly Vasconcelos 8. Grecianny Cordeiro 9. Tales de Sá Cavalcante 10. Vera Lúcia Albuquerque de Moraes 11. Celma Prata 12. José Augusto Bezerra 13. Manfredo Ramos 14. Geraldo Amâncio 15. Francisco Sadoc de Araújo 16. Beatriz Alcântara 17. Pio Rodrigues 18. Ângela Gutierrez 19. Juarez Leitão 20. Cid Sabóia de Carvalho21. Regine Limaverde 22. Cesar Asfor Rocha 23. Fernanda Quinderé 24. Laéria Bezerra Fontenele 25. Marcelo Gurgel 26. Lúcio Alcântara 27. César Barros Leal 28. Giselda Medeiros 29. Ubiratan Aguiar 30. Linhares Filho 31. Lourdinha Leite Barbosa 32. Napoleão Nunes Maia Filho 33. Ricardo Guilherme Vieira dos Santos 34. Flávio Leitão 35. João Soares Neto 36. Révia Maria Lima Herculano 37. Teoberto Landim 38. Pádua Lopes 39. Mauro Benevides 40. Durval Aires Filho

Presidentes Lista: +NºNOMEMANDATO1º50pxTomás Pompeu de Sousa Brasil (II)1894 - 19292º50pxAntonio Ferreira Sales1930 - 19373º50pxThomaz Pompeu Sobrinho1937 - 19514º50pxDolor Uchôa Barreira1952 - 19545º50pxMário Rômulo Linhares1955 - 19566º50pxRaimundo Girão1957 - 19587º50pxManoel Antonio de Andrade Furtado1959 - 19608ºRaimundo Renato de Almeida Braga1961 - 19629º50pxAntônio Martins Filho1963 - 196410ºManuel Eduardo Pinheiro Campos1965 - 197411ºCláudio Martins1975 - 199212ºArtur Eduardo Benevides1993 - 200413ºJosé Murilo de Carvalho Martins2005 - 200814º50pxPedro Henrique Saraiva Leão2009 - 201215ºJosé Augusto Bezerra2013 - 201616º50pxUbiratan Diniz de Aguiar2017 - 201817ºAngela Maria Rossas Mota de Gutiérrez2019 -

Ver também Lista de academias de letras no Brasil Lista de museus e instituições culturais de Fortaleza Academia Brasileira de Letras Padaria espiritual

Bibliografia AZEVEDO, Sânzio (Org.) - Antologia da Academia Cearense de Letras - Edição do Centenário. Fortaleza: Academia Cearense de Letras, 1994. AZEVEDO, Sânzio - Literatura Cearense. Fortaleza: Academia Cearense de Letras, 1976. BARREIRA, Dolor - História do Ceará: História da Literatura Cearense (1º Tomo). Fortaleza: Edições do "Instituto do Ceará", 1948.

Ligações externas

Jornal da Poesia

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