O , mais conhecido como Paulista de Jundiaí é uma agremiação esportiva sediada em Jundiaí, no estado de São Paulo. Foi fundado em 17 de maio de 1909 e suas cores são vermelho, preto e branco.
O clube tem como seus principais títulos o da Copa do Brasil, na edição de 2005, da Série C, em 2001, além de um tricampeonato da Copa Paulista em 1999, 2010 e 2011.
O Paulista disputará a terceira divisão do Campeonato Paulista em 2026, após acesso conquistado pelo vice-campeonato da quarta divisão em 2025.
História esquerda|miniaturadaimagem|250x250px|Primeira partida do Jundiahy Foot Ball Club, diante da Associação Athlética União da Lapa, em 23 de junho de 1903. Foto publicada no Jornal A Gazeta Esportiva, em 18 de agosto de 1944 e reproduzida no livro Jundiahy Foot Ball Club ou Paulista FC, de Cláudio Lucato. A história do Paulista Futebol Clube começa a ser escrita com a fundação do Jundiahy Foot Ball Club, em 1903, por diversos funcionários da então Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a Cia. Paulista, especialmente ingleses, escoceses e seus descendentes, que haviam chegado à Jundiaí nos anos 1890 para a implementação dos escritórios e oficinas da ferrovia - a qual acabara de deixar Campinas, acamada com uma epidemia de febre amarela.
O precursor do Paulista Foot Ball Club utilizava um terreno próximo ao Complexo da Ferrovia, no Bairro da Barreira (atual Vila Rio Branco ou Vila Liberdade) para realizar as partidas, que tinham um cunho social e recreativo para o futebol entre os próprios trabalhadores da Cia. Paulista.
Após cinco anos de atividades, o Jundiahy Foot Ball Club foi extinto por conta do falecimento do seu fundador.
Nota: apesar de também fundado por funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, em 1900, inclusive com pessoas ligadas às histórias das duas agremiações, não há conhecimento sobre dissidências ou divisões políticas no Grêmio C.P., clube recreativo de Jundiaí com sede social ativa até o presente momento, que culminaram na fundação do Jundiahy Foot Ball Club.
Então, em 17 de maio de 1909, funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, simpatizantes e jogadores do antigo Jundiahy Foot Ball Club decidem refundar, "em frente á Locomotiva nº 34, estacionada no pátio de manobras, perto da fundição, o Paulista Foot Ball Club" (LUCATO, 2000), agora em homenagem à empresa que sempre prestigiava os eventos do antigo clube. Como evidencia Lucato na publicação, o Paulista FC não era de propriedade da Ferrovia, e sim uma agremiação formada por trabalhadores da mesma.
Era amadora e primeiros títulos Nos primeiros anos de fundação, o clube seguia com o propósito de servir aos associados e às disputas internas do esporte bretão.
Em 1919, com 10 anos de idade, o Paulista se filia à A.P.E.A. (Associação Paulista de Esportes Athléticos) e disputa, pela primeira vez, o Campeonato Paulista do Interior. À época, havia uma divisão entre a capital e o interior do estado de São Paulo, já que os paulistanos disputavam o Campeonato Paulista - e não havia confronto entre as equipes vencedoras dos dois torneios.
O primeiro título: Campeonato Paulista do Interior de 1919
E logo no seu primeiro ano, o Paulista se sagra campeão da competição goleando o XV de Piracicaba por 5x1, em partida disputada no Estádio da Ponte Grande, de propriedade do Sport Club Corinthians Paulista, em São Paulo. O Paulista entrou em campo com Bruno; Lilo e Paulino; Bertolini, Rosa e Tatu; Batata, Miguel, Camargo, Minguta e Lamaneres, enquanto a equipe piracicabana atuou com Carrara; Schimidt e Achiles; Chico Pousa, Carmo e Nardini; Falchi, Pio, Pereira, Barrento e Foguinho.
Clássico contra o Corinthians Jundiaiense Além do título, cujas finais foram em 1920 mas referente ao Campeonato Paulista do Interior de 1919, um dos grandes destaques da campanha foi o confronto entre Paulista Futebol Clube e Corinthians Jundiaiense, que movimentou Jundiaí ainda na primeira fase do torneio. A A.P.E.A. (Associação Paulista de Esportes Athléticos) dividia o estado de São Paulo em cinco zonas, às quais apenas o campeão disputaria as semifinais da competição (Paulista FC, Comercial de Ribeirão Preto, XV de Piracicaba, Atlético Santista e Caçapavense foram à fase final). Paulista e Corinthians Jundiaiense disputavam a Zona Paulista, e protagonizaram o clássico local em 14 de março de 1920, na primeira rodada do torneio, e no recém-inaugurado estádio do rival, localizado na Vila Arens. O resgate histórico realizado na publicação, com relatos de jornais da época, explicita a tensão e o clamor da cidade antes e durante a partida, com discussões acaloradas entre crianças, fogos e briga entre jogadores dos dois times antes e após o confronto. O Corinthians Jundiaiense seria campeão do interior em 1920.
Bicampeonato do interior e o convite à Primeira Divisão Entre 1919 e 1933, além da A.P.E.A. (Associação Paulista de Esportes Athléticos) o Galo foi filiado à L.A.F. (Liga de Amadores de Futebol). Com dois títulos do interior (1919 e 1921), o Paulista faz história e é convidado a participar do Campeonato Paulista de Futebol de 1926, organizado pela Liga dos Amadores de Futebol, se tornando o segundo clube do interior do Estado a disputar a Primeira Divisão Paulista. O primeiro havia sido o Hydecroft Foot-Ball Club, coincidentemente também de Jundiaí, que disputara o Paulistão de 1914. O Galo jogou 14 partidas no torneio e conquistou apenas duas vitórias, além de quatro empates e oito derrotas, terminando a competição em 7º lugar.
Campeonato Amador de Jundiai: quase 60 anos depois, ainda o maior campeão Além de traçar voos altos buscando protagonismo no Estado de São Paulo, o Paulista também jogava o Campeonato Jundiaiense de Futebol Amador. E conquistou 11 títulos entre a década de 1930 e 1960: 1930, 1931, 1932, 1936, 1939, 1940, 1941, 1942, 1947, 1966 e 1967. Até hoje, o Galo é o maior campeão do torneio, mesmo quase 60 anos do último título.
Profissionalismo e acessos à 1ª Divisão Em 1941, a Federação Paulista de Futebol (FPF) é fundada, na qual o Paulista FC se filia. Já em 1948, a segunda divisão estadual (atual Série A2) é criada com objetivo de organizar o acesso à 1ª Divisão.
1968: primeiro acesso e título invicto Desde a fundação da FPF e da então Segunda Divisão, o Galo de Jundiaí não deixou de disputar nenhuma vez os torneios de acesso ao primeiro escalão do futebol paulista. Com campanhas alternadas entre os anos, que contrastavam com a construção do Estádio Dr. Jayme Cintra (inaugurado em 1957) o tricolor cresceu ano a ano até conquistar, em 1968, 16 longos anos após a criação do torneio, o primeiro acesso à Primeira Divisão Profissional. Essa persistência é destacada por Fernando Soléra no disco de vinil que a Rádio Bandeirantes produziu, publicou e vendeu em homenagem à vaga conquistada pelo Paulista em 1968. À época, a emissora transmitia algumas partidas das divisões menores e eternizou a voz do título em um produto que traz gravações da campanha histórica: O CANTO DO GALO: Paulista, campeão de 1968O CANTO DO GALO: Paulista campeão de 1968. Rádio Bandeirantes; LP publicado em 1968 em homenagem ao título.
miniaturadaimagem|232x232px|Capa do LP O CANTO DO GALO: Paulista, campeão de 1968.|esquerda
"Na verdade, Jundiaí nunca desacreditou do triunfo que o futuro lhe reservava. Em 1957, esteve com um pé na divisão principal. Perdeu. Soube perder. Voltou a se reexaminar, colheu do insucesso os frutos positivos que ele pode oferecer e reforçado de seus propósitos, atirou-se novamente à luta. Nestes últimos anos, Jundiaí intensificou sua condição de campeão. Na verdade, começou a ser campeão a cada ano, à medida que os torneios finais iam sendo disputados. Até que chegou 1968! E chegou a hora do Paulista! A hora da gente de Jundiaí explodir no triunfo que tanto aguardava!
Foram 10 vitórias, 9 empates e nenhuma derrota. Invicta, a campanha para ninguém botar defeito foi mais do que suficiente para superar Ponte Preta, União Barbarense, Taubaté, Bragantino, Esportiva, Nacional e Saad na primeira fase, e depois terminar em primeiro lugar o hexagonal final do torneio, disputando com Francana, Ferroviário, Ponte Preta, Bragantino e Barretos. Foi em cima do clube da terra do rodeio que, na última rodada, o Galo bateu por 3 a 0 no que ficou conhecido como jogo do acesso. A história do acesso está imortalizada, além do LP da Rádio Bandeirantes, no livro 1968: o ano em que o Galo cantou!, o qual conta com detalhes as partidas do torneio.
Antes do acesso, o clube iniciou uma venda de cadeiras cativas para financiar o aumento do Estádio Dr. Jayme Cintra de 20 mil para 50 mil lugares, mas a obra não aconteceu.
Pelé em Jundiaí: o jogo que toda a cidade estava presente miniaturadaimagem|357x357px|Pelé atuando em 1969 no Estádio Dr Jayme Cintra, em Jundiaí, contra o Paulista Futebol Clube Pelé jogou duas vezes em Jayme Cintra, mas nunca marcou gol em Jundiaí. O primeiro confronto contra o Santos, entretanto, foi um marco na história da cidade: 22.540 mil pessoas (incluindo 4.175 menores de idade) lotaram completamente o estádio naquele 2 de março de 1969, apenas três meses depois do acesso. Zuza; Luisinho, Jurandir, Waldir e Nonô (Baitu); Foguinho e Ulisses; Mazzola (Tota), Raimundinho, Nilo e Zé Luiz foram os jogadores que atuaram pelo Tricolor sob o comando do técnico Alfredo Sampaio, enquanto a equipe da baixada santista entre em campo com Cláudio; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Clodoaldo e Lima (Negreiros); Manoel Maria, Toninho, Pelé e Edu. O técnico era Antoninho. Gols: Nilo (Paulista, 28’/1º), Toninho (Santos, 34’/2º) e Edu (Santos, 37’/2º). Foram 7 vitórias, 4 empates e 15 derrotas no ano de estreia, terminando a competição com 18 pontos e a pior campanha. Entretanto, não houve rebaixamento no ano.
10 anos de Campeonato Paulista e a luta pela permanência Entre 1970 e 1974, o Campeonato Paulista era dividido em duas fases: a primeira, sem os quatro grandes do estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), onde só as equipes menores do interior ou da capital disputavam, e a segunda, quando juntavam todos os clubes "aptos" a participar do torneio. Os times de piores campanhas na primeira fase eram rebaixados à Divisão de Acesso. Já de 1975 a 1978, a competição foi realizada em pequenos grupos onde uma classificação final determinaria os clubes que jogariam o mata mata ou se a posição culminaria no rebaixamento. E foram 10 anos do Paulista até o descenso, em 1978, acontecer após uma boa campanha no primeiro turno. CAMPANHAS NA 1ª DIVISÃO DE SÃO PAULO ENTRE 1968 E 1978ANO1969197019711972197319741975197619771978Posição Final14º -11º15º - -18º16º13º19ºParticipantes14 -1218 - -19181920
6 anos e o novo acesso em 1984 Seis anos após a queda, o Galo voltava à primeira divisão com o vice-campeonato na divisão de acesso de 1984, com direito a lotar o então Parque Antártica na partida decisiva para a vaga, que terminou com a vitória do Paulista o VOCEM, de Assis, por 7 a 1. Porém, em 1986, o clube foi rebaixado outra vez à 2ª divisão e, em crise financeira, desce pela primeira vez à Série A3 em 1993.
Parcerias, mudanças de nome e as novas identidades polêmicas A era Lousano Paulista Mas em 1995, a história muda. O Paulista Futebol Clube se torna clube-empresa e abre as portas para co-gestões do futebol. Segundo a Federação Paulista de Futebol (FPF), o Galo foi um dos primeiros clubes do país a adotar esse modelo, que inicialmente foi capitaneado pela Lousano, uma empresa de fios e cabos elétricos (a qual havia patrocinado o Santos Futebol Clube em 1994), e ganhou investimento alto no futebol. Em troca, a identidade: em vez de Paulista, Lousano Paulista.