O A e o Z (originalmente grafado OAEOZ) é o sétimo álbum de estúdio da banda brasileira Os Mutantes. Totalmente voltado para o rock progressivo, foi gravado no verão de 1973, após a saída de Rita Lee no ano anterior, mas só foi lançado em 1992 já em CD. Em 2015, foi reeditado em vinil pelo selo Polysom.
Produção Na época, o empresário dos Mutantes, Mick Killingbeck, era também proprietário da primeira edição brasileira da revista Rolling Stone. Killingbeck era um físico-nuclear inglês que havia se mudado para a usina de Angra dos Reis por conta de seu trabalho em 1971. Em 1972, se tornou amigo da banda e foi chamado para ser empresário do grupo, tarefa a qual aceitou. Supostamente, foi amante e namorado de Rita Lee após sua separação com Arnaldo Baptista.
O conceito do disco foi criado por Arnaldo Baptista, e teria "um sentido bíblico e baseado no [livro de] Apocalipse" e "redescobriria a figura de Deus como o cara que cuida de tudo". Isso pode ser visto nas faixas como "O A e o Z" e "Uma Pessoa Só". O álbum foi inteiramente composto, gravado e mixado sob efeito de LSD.
O álbum foi gravado em 16 canais em 1973, no Estúdio Eldorado, em São Paulo. As gravações foram pagas pela gravadora, a PolyGram. No entanto, a decisão final foi de que o disco não seria lançado, sob o pretexto de que o som "não era considerado comercial". André Midani, diretor da PolyGram, não se dava bem com o empresário Mick Killingbeck e viu com maus olhos a faixa 'Rolling Stone', alegadamente por se tratar, na visão dele, de uma propaganda da revista.
Entretanto, o álbum já estava pronto para seu lançamento. A capa seria branca, com o nome do álbum originalmente grafado como OAEOZ, acima da gravura 'Lightfall''' de Antonio Peticov. Algumas faixas tinham nomes diferentes do que a versão lançada em 1992, como a última faixa, originalmente "Gosto Muito de Você".
André Midani fez um ultimato e demandou que para que o disco fosse lançado, a banda teria que arcar com os valores do estúdio, o que era exorbitantemente alto. Por conta disso, o empresário Mick Killingbeck decidiu vender a revista Rolling Stone para obter o valor necessário. Entretanto, teve de gastar o valor arrecadado com a venda da revista com o pagamento de fiança de um amigo, Hilary Baines. Dessa forma, a banda não arrecadou o valor e não conseguiu pagar pelo lançamento do álbum.Calado, p. 307
Em 1992, o álbum foi lançado pela Philips em CD, com as faixas completas e uma nova capa feita por Arnaldo Baptista em 1990. O CD incluia um erro justamente no nome da segunda faixa, que aparecia como "Rolling Stones"'', o que foi corrigido em seu lançamento em vinil pela Polysom.
Faixas Edição em CD de 1992
Reedição em vinil de 2015
Formação Arnaldo Baptista: Mellotron, Órgão Hammond L100, Clavinete Hohner, Violoncelo e Voz. Sérgio Dias: guitarras Regvlvs e Fender Stratocaster, Violão 12 cordas, Cítara e Voz. Liminha: baixos Rickenbacker e Regvlvs, Violão e Voz. Dinho Leme: Bateria, Tabla e Voz.
Referências
Bibliografia
Categoria:Álbuns de 1992 Categoria:Álbuns de 1973 Categoria:Álbuns de rock progressivo Categoria:Álbuns de Os Mutantes Categoria:Álbuns em língua portuguesa