Jucurutu é um município brasileiro pertencente ao estado do Rio Grande do Norte, localizado na região do Seridó, região centro-sul do estado, distante 246 km da capital estadual, Natal.
Etimologia Jucurutu é um dos nomes populares da coruja da espécie Bubo virginianus, a qual é bastante comum no sertão nordestino. O nome vem do tupi iurukutu, língua na qual significa uma "ave noturna caprimúlgida, do tamanho de um frango, de plumagem vermelha misturada de negro, que grita durante toda a noite".
Geografia Com uma área de , é o nono maior município do Rio Grande do Norte em território, ocupando 1,7681% da superfície estadual. É limitado a norte por Assu, Triunfo Potiguar e São Rafael; a sul, Caicó, São Fernando e Jardim de Piranhas; a leste, Santana do Matos, Florânia e São Rafael e, a oeste, Campo Grande, Triunfo Potiguar, Jardim de Piranhas e Belém do Brejo do Cruz, este último na Paraíba. Está distante da capital estadual, Natal, e da capital do país, Brasília. Pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Caicó, de acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017. Até então, com a divisão em microrregiões e mesorregiões, que vigorava desde 1989, o município fazia parte da microrregião do Vale do Açu, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Oeste Potiguar.
O relevo de Jucurutu, em boa parte, está incluído na Depressão Sertaneja, com terrenos de transição entre o Planalto da Borborema e a Chapada do Apodi. O restante está inserido no Planalto da Borborema, que abrange as áreas de maior altitude. Geologicamente, o município está em área de abrangência de rochas calcárias da Formação Jucurutu, que compõem o embasamento cristalino, formadas há cerca de um bilhão de anos, durante o período Pré-Cambriano Médio, sendo também encontradas rochas granito-gnáissicas da Formação Seridó.
Os solos do município são relativamente férteis e possuem uma textura mista, constituída de areia e argila, variando conforme a drenagem e a profundidade. Predominam os luvissolos, chamados de bruno não cálcicos vérticos na antiga classificação, que são pouco profundos, moderadamente drenados e mais susceptíveis ao fenômeno da erosão. Nas áreas de leito do Rio Piranhas ocorrem os solos aluviais ou neossolos, que são mais profundos e possuem drenagem semelhante aos luvissolos. Há também áreas de solos litólicos, também chamados de neossolos, e de latossolo do tipo vermelho-amarelo. Esses solos são cobertos pela vegetação xerófila da caatinga, com espécies de pequeno porte, cujas folhas desaparecem na estação seca. Em Jucurutu, próximo à divisa com Caicó, localiza-se a Reserva Particular do Patrimônio Natural Stoessel de Britto, criada em 20 de maio de 1994 pela portaria federal 0052/94-N e cobrindo uma área de 818,50 hectares.OLIVEIRA et al, 2019, p. 390.
thumb|esquerda|Obras de construção da Barragem de Oiticica em fevereiro de 2014 Todo o território jucurutuense pertence à bacia hidrográfica do Rio Piranhas-Assu, cujo rio principal passa ao lado da cidade. Também passam pelo municípios os riachos Barra Branca, João Grande e Tapera. Em Jucurutu se localiza a parede da Barragem de Oiticica, inaugurada em março de 2025 no leito do rio Piranhas e com capacidade armazenar milhões de metros cúbicos de água, abrangendo também áreas dos municípios de São Fernando e Jardim de Piranhas. O objetivo da barragem é promover a segurança hídrica do Seridó e controlar a vazão do rio, de forma a prevenir enchentes no Vale do Açu.
Levando-se em conta apenas o índice pluviométrico, o clima é tropical chuvoso. Incluindo-se o risco de seca e a evapotranspiração (índice de aridez igual ou superior a 0,5 e déficit hídrico igual ou superior a 60%), o clima é semiárido, com chuvas concentradas no primeiro semestre. Desde dezembro de 1910, quando teve o início o monitoramento pluviométrico de Jucurutu, a maior chuva em 24 horas alcançou em 4 de março de 1946, seguido por em 20 de março de 1960, em 25 de janeiro de 2011, em 21 de abril de 1950, em 27 de janeiro de 1957, em 8 de maio de 1947 e em 4 de maio de 1962. Desde julho de 2020, quando entrou em operação uma estação meteorológica automática da EMPARN na cidade, a menor temperatura ocorreu na madrugada de 13 de dezembro de 2022 () e a maior em 31 de outubro de 2023 ().
Bibliografia
OLIVEIRA, Paulo Jerônimo Lucena de; COSTA, Diógenes Félix da Silva; MONTEIRO JUNIOR, Irami Rodrigues; OLIVEIRA, Alisson Medeiros de. Análise da cobertura vegetal da Reserva Particular do Patrimônio Natural Stoessel de Brito, Jucurutu-RN (NE, Brasil). Revista Equador, Teresina (Piauí), v. 8, n. 2, p. 387-398, 2019. Semestral. Disponível em: https://revistas.ufpi.br/index.php/equador/article/view/9248. Acesso em: 12 jul. 2021.
Categoria:Fundações no Rio Grande do Norte em 1935 Categoria:Topônimos de origem tupi no Rio Grande do Norte Categoria:Rio Grande do Norte