God of War é um jogo eletrônico de ação-aventura de 2005 desenvolvido pela Santa Monica Studio e publicado pela Sony Computer Entertainment (SCE). Lançado inicialmente para PlayStation 2 em 22 de março de 2005, o jogo é o primeiro da série God of War e o quarto em ordem cronológica. Baseado livremente na mitologia grega, o jogo se passa na Grécia Antiga e tem a vingança como tema central. O jogador controla o protagonista Kratos, um guerreiro espartano a serviço dos deuses do Olimpo. A deusa Atena encarrega Kratos de matar Ares, o Deus da Guerra e antigo mentor de Kratos, que o enganou para que matasse sua esposa e filha. Enquanto Ares sitia Atenas por ódio a Atena, Kratos embarca em uma jornada para encontrar o único objeto capaz de deter o deus de uma vez por todas: a Caixa de Pandora.
A jogabilidade de God of War se concentra em combates baseados em combos, realizados através da arma principal do jogador — as Lâminas do Caos — e uma arma secundária adquirida posteriormente no jogo. O jogo apresenta eventos de tempo rápido (QTEs) que exigem que o jogador complete diversas ações com o controle em uma sequência cronometrada para derrotar inimigos e chefes mais fortes. O jogador pode usar até quatro ataques mágicos e uma habilidade de aprimoramento de poder como opções de combate alternativas. O jogo também inclui quebra-cabeças e elementos de plataforma.
Após seu lançamento para o PlayStation 2, God of War foi universalmente aclamado, recebendo muitos elogios por seus gráficos, som, história e jogabilidade, sendo considerado um dos melhores jogos de todos os tempos. Considerado um dos melhores jogos de ação e aventura para a plataforma, God of War ganhou diversos prêmios de Jogo do Ano. Em 2009, o site de entretenimento IGN o elegeu o sétimo melhor jogo de PlayStation 2 de todos os tempos. O jogo vendeu mais de 4.6 milhões de unidades até junho de 2012, tornando-se o 12º jogo mais vendido para PlayStation 2 de todos os tempos. O sucesso do jogo levou ao desenvolvimento de mais oito jogos e à expansão para outras mídias. O jogo e sua primeira sequência, God of War II, foram remasterizados e lançados em novembro de 2009 como God of War Collection, e em 2012, a versão remasterizada foi relançada como parte de God of War Saga, ambas para PlayStation 3. God of War Collection foi posteriormente portado para PlayStation Vita em 2014. Uma novelização do jogo foi publicada em maio de 2010, e uma adaptação cinematográfica esteve em desenvolvimento por muitos anos, mas acabou sendo cancelada. Um remake da trilogia original de God of War para PlayStation 5 foi anunciado em fevereiro de 2026.
Jogabilidade God of War é um jogo eletrônico de ação e aventura para um jogador, em terceira pessoa, com elementos de hack and slash, visto de uma perspectiva de câmera fixa. O jogador controla o personagem Kratos em combates baseados em combos, plataformas e elementos de jogo de quebra-cabeça, e batalhas conta inimigos que derivam principalmente da mitologia grega, incluindo soldados, harpias, minotauros, górgonas, ciclopes, sirenes, sátiros, centauros, cérberos e oponentes chefes — a Hidra e um minotauro gigante conhecido como o Guardião de Pandora. Elementos de plataforma exigem que o jogador suba em paredes e escadas, salte através de abismos, balance em cordas e equilibre através de vigas para avançar por seções do jogo. Alguns quebra-cabeças são simples, como mover uma caixa para que o jogador possa usá-la como um ponto de partida para acessar um caminho inacessível com saltos normais, mas outros são mais complexos, como encontrar vários itens em diferentes áreas do jogo para destravar uma porta.
Em todo o mundo do jogo, o jogador encontra baús de cores verde, azul ou vermelho, e cada baú contém orbs de determinada cor correspondente. Orbs verdes reabastecem a saúde do jogador, orbs azuis reenchem a magia permitindo mais uso, e orbs vermelhos fornecem experiência para melhorar armas e as magias — permitindo novos e mais poderosos ataques — e repondo o medidor de fúria, que, se estiver cheio, permite o uso do Rage of the Gods. Orbs vermelhos também são coletados matando inimigos e destruindo certos objetos inanimados. O jogador também pode encontrar Olhos de Górgona e Penas de Fênix em baús sem marcação. Os olhos e as penas aumentam os medidores de saúde e magia, respectivamente; encontrar dezoito de um item maximiza um medidor e, por sua vez, o poder do jogador.
Combate A arma principal de Kratos são as Lâminas do Caos: um par de lâminas presas a correntes que estão enroladas nos pulsos e antebraços do personagem. No jogo, as lâminas podem ser ofensivamente usadas em várias manobras. Mais tarde no jogo, Kratos adquire uma arma secundária chamada Lâmina de Ártemis (originalmente, Blade of Artemis): uma espada grande que oferece opções alternativas de combate. Kratos também aprende a usar quatro habilidades mágicas (como a Fúria de Zeus [Zeus' Fury, no original]: permitindo que raios sejam lançados em alvos distantes) que permitem ao personagem matar alvos individuais e múltiplos. Outras habilidades mágicas incluem a Cabeça da Medusa (Medusa's Gaze), a Fúria de Poseidon (Poseidon's Rage) e o Exército de Hades (Army of Hades). O famoso Tridente de Poseidon também é adquirido durante o jogo, permitindo que Kratos respire debaixo d'água e navegue por esse ambiente. No início do jogo, Kratos também adquire uma habilidade especial chamada Raiva dos Deuses (Rage of the Gods), que fornece invulnerabilidade temporária e aumenta o dano de ataque.
Em combate, um recurso de quick time events (QTE), é iniciado quando o jogador enfraquece um inimigo forte. O jogador executa uma sequência de ações em seu controle logo após uma imagem com um botão de ação específico aparecer na tela. Isso permite um controle limitado de Kratos durante um evento quick time, que, se bem sucedido, termina a batalha; uma falha geralmente resulta em danos ao protagonista. Similar na função é um mini-jogo de sexo rápido na forma de um encontro com gêmeas femininas, que se tornou uma característica regular em toda a série.
Quando o jogo é concluído, um modo de desafio — chamado Challenge of the Gods — é desbloqueado; isso requer que os jogadores completem uma série de tarefas específicas. O jogador pode desbloquear trajes bônus para Kratos, vídeos de bastidores e arte conceitual dos personagens e ambientes, como recompensas. A conclusão de cada nível de dificuldade libera recompensas adicionais.
Enredo
No início do jogo, vemos Kratos se posicionando na beira de um penhasco, dizendo que os deuses do Olimpo o abandonaram e que não havia mais esperança para ele, que então se joga do penhasco com a intenção de suicidar-se. O jogo então retrocede para três semanas antes, quando Kratos está em um navio no Mar Egeu que está sendo atacado pela temível Hidra. Após avançar e assassinar a Hidra, ele entra em uma sala onde corpos mutilados de tripulantes jaziam. Aquilo trás a Kratos flashbacks de um passado brutal do qual ele nunca se esqueceria.
Após a derrota da Hidra, vemos Kratos navegando em direção a lugar nenhum, e quando o mesmo tem outro pesadelo relacionado ao seu passado, ele chama a deusa Atena, que se comunica com ele através de uma estátua dela mesma. Kratos pergunta a ela quando essas visões acabarão, pois ele já serviu os deuses por dez anos e nunca fora liberto. Atena então o explica sobre Ares, o deus da guerra, que havia invadido a cidade de Atenas, e que Zeus proibiu os deuses de entrarem em guerra entre si e por isso ela não poderia fazer nada, então ela envia Kratos em uma missão para derrotar Ares e salvar Atenas. Ele então parte para a cidade, e a encontra em ruínas, devastada pela destruição que Ares e seus soldados causavam. Quando ele presencia a guerra, ele vê o gigantesco deus da guerra, e jura que Atenas será o túmulo de Ares pelo que ele fez "naquela noite".
Kratos toma conhecimento da Oráculo, uma mulher que se comunicou com Kratos através de um holograma e disse que poderia ajudar o espartano em sua missão assassina. Ele vai até a Oráculo, que se encontra presa em uma corda e a resgata. É nesse momento em que a Oráculo diz a ele que apenas um item em todo o mundo contém o poder para assassinar um deus: a Caixa de Pandora, que está escondida no Deserto das Almas Perdidas, cuja entrada fica próxima dos muros de Atenas. O protagonista não perde tempo e se dirige até o local, onde encontra outra estátua de Atena, que se comunica com ele e o diz que a Caixa de Pandora está escondida em um templo cheio de armadilhas e quebra-cabeças complexos, templo esse que está acorrentado e preso nas costas do último titã vivo, Cronos. Ela também diz que há um caminho seguro até o titã, mas para achá-lo, Kratos deve assassinar as três sirenes que estão espalhadas pelo deserto, e uma porta se abriria para ele, revelando o tal caminho.
Assim, ele encontra as sirenes, desbloqueia a passagem e no seu fim, encontra um berrante que atrai Cronos e o leva até Kratos. Assim, o Fantasma de Esparta pula em Cronos e se agarra em uma corrente, e escala as costas do titã durante três dias até chegar na entrada do Templo de Pandora. O mesmo entra no templo, onde inicia uma série de desafios preparados por Atlas e pelos deuses Hades e Poseidon, desafios esses que incluem resoluções de quebra-cabeças, assassinato de muitos inimigos, sacrifícios humanos e até mesmo a derrota de um gigantesco minotauro. Enquanto passava pelos desafios do templo, Kratos teve uma série de flashbacks que revelavam muito de seu próprio passado.
É revelado que Kratos, antes um general no exército espartano, utilizava de técnicas brutais, porém eficientes para vencer suas batalhas. Em um dia, um gigantesco exército de bárbaros entrou no caminho dos espartanos liderados por Kratos, e os dois exércitos travaram uma batalha, mas a disciplina e o treinamento dos espartanos não eram páreo para violência e o exagero dos bárbaros, e um Kratos rendido pelo Rei Bárbaro estava preparado para morrer, quando, em um ato de desespero, clamou pelo deus da guerra, oferecendo sua vida em troca da derrota dos bárbaros. Ares, então, desceu do Olimpo e realizou o desejo de Kratos, dando ao espartano as Lâminas do Caos, forjadas nas profundezas do Hades, que eram amarradas em correntes que se prendiam nos antebraços de seu usuário, e assim foi feito. As harpias trouxeram as lâminas a Kratos e as correntes recém-forjadas queimaram os antebraços de Kratos, se fixando nos mesmos. Dessa forma, Kratos conseguiu desferir um golpe mortal no Rei Bárbaro, decapitando-o.
Após isso, Kratos passou a servir fielmente o deus da guerra, realizando todas as tarefas que o mesmo mandava e matando quantas pessoas fossem necessárias para completar tais tarefas. Uma dessas tarefas era a de destruir uma vila que glorificava a deusa Atena, e Kratos se juntou a alguns espartanos para trazer ruína à vila. Quando Kratos se preparava para adentrar no templo da vila, uma mulher interferiu, dizendo que os perigos no templo eram piores do que Kratos imaginava, mas ele não deu ouvidos e prosseguiu. Ele adentrou o templo e assassinou todos lá dentro, porém, Kratos não percebeu duas das suas vítimas eram sua própria esposa e filha, e quando notou, era tarde demais.