San-São é, no futebol paulista, o confronto entre Santos Futebol Clube e São Paulo Futebol Clube. Este apelido foi dado pelo jornalista Tomás Mazzoni, do jornal A Gazeta Esportiva, em 1956."Santos × São Paulo", Placar número 569, 10/4/1981, Editora Abril, pág. 8

O clássico tem fama de costumeiramente ter como vencedor o que vive pior momento,"A força imprevisível do San-São", Placar número 1.060, junho de 1991, Editora Abril, pág. 20 embora quando se enfrentaram na disputa de títulos o time com as melhores condições sempre tenha vencido.

O San-São é um confronto de muita rivalidade e é tratado como um clássico tradicional dentro do estado de São Paulo.

Santos e São Paulo já decidiram, por exemplo, finais do Campeonato Paulista, além de terem se enfrentado em fases eliminatórias de importantes competições nacionais e internacionais, como o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Supercopa Libertadores.

Maiores clássicos thumb|right|250px|Jogo entre Santos e São Paulo disputado na Vila Belmiro em 2017, pelo Campeonato Brasileiro O primeiro San-São da história ocorreu no Paulistão de 1930, quando, no dia 11 de maio, na Vila Belmiro, o alvinegro e o tricolor empataram por 2 a 2. Os gols são-paulinos foram marcados por Luizinho e Friedenreich. Em 1933 o San-São marcou a história do futebol brasileiro. Essa foi a primeira partida de futebol profissional do Brasil em que um jogador (Friedenreich) foi pago oficialmente pelo São Paulo da Floresta para jogar uma partida. Antes disso, quando um boleiro recebia, era não oficialmente, "por fora". O jogo, um amistoso ocorrido em 12 de março de 1933, aconteceu na Vila Belmiro e terminou 5 a 1 para o time da capital. Também foi nesse clássico que os são-paulinos chamaram pejorativamente os santistas de "peixeiros", o que mais tarde virou o santista de apelido de "Peixe". A primeira vitória santista no clássico ocorreu em um amistoso no dia 23 de abril de 1936, quando o peixe venceu o tricolor por 2 a 0 na Vila Belmiro. No Campeonato Paulista de 1943 ocorre a maior goleada do clássico: São Paulo 9 a 1 Santos no Estádio do Pacaembu. O tricolor que já havia goleado o peixe por 5 a 1 na Vila Belmiro em 1942 e 6 a 1 no Pacaembu em 1943, se superou e aplicou umas das maiores goleadas sofridas da história do Santos. No dia 3 de outubro de 1948, em jogo válido pelo Campeonato Paulista, o Santos venceu o São Paulo por 2 a 1 na Vila Belmiro e quebrou o maior jejum da história do clássico já que não vencia o rival desde do dia 18 de agosto de 1940 quando goleou o São Paulo por 5 a 1 no mesmo estádio, totalizando assim 8 anos de jejum alvinegro. Foram 23 jogos sem vitória santista, sendo que do dia 31 de maio de 1942 a 25 de outubro de 1944 ocorreram 10 vitórias seguidas do São Paulo, a maior sequência de vitórias na história do clássico. O São Paulo foi o campeão paulista de 1949 com uma vitória por 3 a 1 sobre o Santos (que não brigava pela taça e terminou em quarto), no Pacaembu, em 20 de novembro. No Paulistão de 1950 o São Paulo iria enfim conquistar seu primeiro tricampeonato paulista. Chegou à penúltima rodada com um ponto de vantagem sobre o Palmeiras, e enfrentou o Peixe. Como perdeu por 2 a 1 para o alvinegro — que se vingou da derrota no campeonato anterior —, foi ultrapassado pelo alviverde, que enfrentaria na rodada seguinte. No clássico "Jogo da Lama", empatou e viu o sonho do tri acabar ali. O São Paulo sagrou-se campeão paulista de 1953 com uma vitória sobre o Santos por 3 a 1 em 24 de janeiro de 1954. Mas o time santista não brigava pela taça: o vice foi o Palmeiras. O São Paulo chegou à penúltima rodada do Paulistão de 1957 podendo ser campeão com um empate, mas perdeu o clássico com o Santos, que quase "colocou água no chope" dos são-paulinos e chegou com chances à última rodada, em que o tricolor precisaria da vitória contra o Corinthians. O São Paulo venceu por 3 a 1 e ficou com seu último título antes de 1970. Em 11 de dezembro de 1960, O Santos enfrentou, pela primeira vez, o São Paulo no recém-inaugurado Morumbi, sendo que com um empate sairia campeão do campo. Mas o Tricolor ganhou por 2 a 1 e impediu a festa santista em sua casa. O San-São de 2 de setembro de 1962 entrou para a história do futebol mundial. Não pelo empate em 3 a 3 na Vila Belmiro. Mas porque, ao marcar o seu segundo gol naquela partida, Pelé marcou seu gol nº 500 com apenas 21 anos. Em março de 1963 ocorreu a maior goleada do Santos imposta ao Sampa: Pelé, Pepe, Coutinho e companhia enfiaram 6 a 2 no time da capital. Em 14 de agosto de 1963, ocorreu o mítico "Dia em que o Santos de Pelé correu do São Paulo". No jogo, vitória por 4 a 1 do tricolor no Pacaembu. No dia 12 de agosto de 1970, o São Paulo venceu o Santos no Parque Antarctica por 3 a 2 e quebrou um jejum de quase 4 anos sem vencer o time da baixada, pois o tricolor não ganhava do rival desde 30 de outubro de 1966. Nesse período foram 13 jogos de invencibilidade alvinegra, a maior do Santos na história do clássico. Santos e São Paulo encontraram-se nas quartas de final do primeiro turno do Campeonato Paulista de 1978, para decidir uma vaga em jogo único. O regulamento previa vantagem do Santos, por ter marcado mais gols na primeira fase, apesar de o São Paulo ter marcado cinco pontos a mais naquela fase. Contudo, como o São Paulo tinha uma liminar da Justiça comum dando a ele a vantagem, ao final da partida, que terminou empatada por 0 a 0, ambos os times comemoraram. No fim das contas, uma semana depois a liminar tricolor foi cassada, e o Santos venceu, nas semifinais, a Ponte Preta, mas perderia a final do primeiro turno para o Corinthians. A eliminação do Santos e do São Paulo foi inócua, já que o turno não era classificatório para a decisão, que acabaria sendo entre os dois rivais. São Paulo e Santos fizeram a final do Campeonato Paulista de 1980. No primeiro jogo no Morumbi o Tricolor venceu por 1 a 0, o gol foi marcado por Serginho Chulapa. Na segunda partida também realizada no Morumbi, mais uma vitória do São Paulo pelo mesmo placar de 1 a 0, Serginho Chulapa marcou mais uma vez para o tricolor campeão paulista de 1980. No primeiro jogo foi registrado um fato histórico, o maior público oficial já recebido no Morumbi para um jogo do São Paulo, 122.209 pagantes assistiram a vitória do São Paulo sobre o Santos, porém o número real de torcedores era muito maior. Estimativas de jornais da época dizem que entre 10 e 15 mil torcedores entraram sem pagar e muitos outros torcedores não entregaram o ingresso na entrada. A carga total de 156 mil ingressos daquela partida foi totalmente vendida, recorde absoluto da história do Morumbi, batendo o recorde anterior da final do Paulistão de 1977 entre Corinthians e Ponte Preta. São Paulo e Santos cruzaram nas oitavas de final do Brasileiro de 1981. No jogo com mando do Peixe, marcado para 8 de abril no Pacaembu, o São Paulo venceu por 2 a 0. No jogo de volta, no Morumbi, em 12 de abril, nova vitória tricolor, agora por 2 a 1, eliminou o Santos. O São Paulo terminaria o campeonato como vice-campeão. Em amistoso realizado na Vila Belmiro no dia 17 de abril de 1982, o São Paulo venceu por 2 a 0 e quebrou um jejum de 25 anos sem vencer no estádio rival. A última vitória tricolor no estádio tinha ocorrido em 1957 pelo Paulistão, quando aplicou uma goleada de 6 a 2 em plena casa santista. No Campeonato Paulista de 1983 os rivais se encontraram na semifinal do paulista, com o São Paulo avançando ao vencer por 2 a 1 no primeiro jogo e empatar por 1 a 1 na segunda partida. Na fase de classificação do torneio, o Santos venceu por 2 a 1 em pleno Morumbi e quebrou um jejum de 4 anos sem vencer o São Paulo, já que a última vitória santista tinha sido uma goleada por 3 a 0 em 1979 pelo torneio estadual. Os rivais se encontraram nas quartas de final do Campeonato Brasileiro de 1990. O tricolor derrotou o Santos por 1 a 0 em plena Vila Belmiro e só precisou de um empate por 1 a 1 no Morumbi para se garantir nas semifinais. Raí, maior ídolo são-paulino na década de 1990, despediu-se do São Paulo em um jogo em 3 de junho de 1993, válido pelo Campeonato Paulista, quando o tricolor goleou o Santos por 6 a 1. Raí fez um gol de despedida e seguiu para defender o Paris Saint-Germain, da França. Os quatro grandes do futebol paulista se classificaram para o quadrangular final do Paulistão de 1997. Na primeira rodada o São Paulo goleou o Palmeiras e o Santos perdeu para o Corinthians. Houve então um San-São na segunda rodada, 31 de maio, no Pacaembu, quando o Sampa venceu por 1 a 0, eliminando o Peixe da disputa. Na última rodada, o Tricolor empatou com o Corinthians e terminou vice. A vitória santista de 3 a 1 no Morumbi pelo Campeonato Paulista de 1998, quebrou um jejum de 7 anos sem vitória santista no estádio do rival que vinha desde o Campeonato Brasileiro de 1991. São Paulo e Santos decidiram o Campeonato Paulista do ano 2000. Os dois jogos da final foram realizados no Morumbi. Na primeira partida vitória do Tricolor por 1 a 0, gol do atacante França. Na segunda e decisiva partida um empate de 2 a 2 garantiu o Título ao São Paulo. Rogério Ceni e Marcelinho Paraíba marcaram para o Tricolor, Dodô e Rincón fizeram os gols do Santos. Durante o Campeonato Brasileiro de 2002, o São Paulo, líder do torneio, recebeu no Morumbi um Santos em ascensão, formado por jovens jogadores que estrearam entre os titulares ao longo do torneio, como Diego, Renato e Robinho. Num dos melhores jogos do torneio, o time paulistano abriu 1 a 0, mas sofreu a virada para 2 a 1. Na comemoração do segundo gol, Diego, do Santos, fez festa em cima do escudo do São Paulo que fica ao lado do meio-de-campo no Morumbi, provocando os adversários. Então, no final do jogo, o tricolor virou para 3 a 2, com direito a Ricardinho também comemorando sobre o escudo tricolor, agora sob aplausos da torcida. Nas quartas de final do mesmo campeonato, o São Paulo, primeiro colocado da fase de classificação, formado por estrelas como Ricardinho e Kaká, encarou um Santos que se classificara de forma dramática em oitavo, 13 pontos a menos. O Santos ganhou por 3 a 1 na Vila, viu o São Paulo abrir 1 a 0 aos quatro minutos do segundo jogo, mas conseguiu uma virada para 2 a 1 no final, garantindo a classificação. Mais tarde, o Peixe tornar-se-ia campeão. No Campeonato Brasileiro de 2003, Santos e São Paulo corriam atrás do líder Cruzeiro. Um clássico no Morumbi definiria quem seguiria na luta pela taça e quem praticamente daria adeus à briga. O Santos venceu por 2 a 1, e acabaria vice-campeão, com o São Paulo em terceiro. No Campeonato Brasileiro de 2004, os dois times corriam novamente atrás do líder, agora o Atlético-PR, e novamente o confronto seria decisivo para quaisquer pretensões ao título. Dessa vez, o tricolor venceu por 1 a 0, mas terminou mais uma vez o campeonato em terceiro, enquanto o alvinegro ainda conseguiu sagrar-se campeão. O São Paulo disparou na liderança do Paulistão de 2005. Iria levantar a taça contra a Portuguesa e na última rodada jogar na Vila Belmiro contra o Santos. A diretoria santista, entretanto, não queria ver a festa adversária em sua casa e mudou o jogo para Mogi Mirim. Só que o São Paulo perdeu para a Lusa, e o Santos, que poderia ainda alcançar a pontuação Tricolor (41 pontos), mas não poderia alcançá-lo no número de vitórias, perdeu a chance de usar seu "alçapão" para, ao menos, impedir o título do eterno inimigo. No jogo em Mogi, um 0 a 0 garantiu a 21.ª conquista estadual são-paulina. Na penúltima rodada do Paulistão de 2006, o líder Santos foi ao Morumbi encarar o vice-líder São Paulo, podendo ser campeão com um empate. Abriu 1 a 0, mas levou uma virada para 3 a 1, que não impediria o título santista na rodada seguinte e o consequente fim da fila de 22 anos em Paulistas.