Robert Bresson (Bromont-Lamothe, 25 de setembro de 1901 – Paris, 18 de dezembro de 1999) foi um diretor de cinema francês. Conhecido por sua abordagem ascética, Bresson contribuiu notavelmente para a arte do cinema; seus atores não profissionais, as elipses e o uso escasso de pontuação levaram seus trabalhos a serem considerados como exemplos proeminentes de filmes minimalistas.

Bresson está entre os cineastas franceses mais conceituados de todos os tempos. Seus trabalhos Un condamné à mort s'est échappé (1956), Pickpocket (1959) e Au hasard Balthazar (1966) foram classificados entre os 100 maiores filmes já feitos na pesquisa de opinião de 2012 da Sight & Sound. Outros filmes dele, como Mouchette (1967) e L'Argent (1983), também receberam muitos votos. Jean-Luc Godard escreveu uma vez: "Ele é o cinema francês, pois Dostoiévski é o romance russo e Mozart é a música alemã [sic]".

Biografia Graduado em artes plásticas e filosofia, Robert Bresson tentou a carreira como pintor antes de se tornar roteirista. Mas foi o cinema que Bresson resolveu seguir. Seu primeiro trabalho foi a média metragem Les affaires publiques, de 1934. No início da Segunda Guerra Mundial, Bresson foi enviado como prisioneiro de guerra a um campo de concentração alemão, onde ficou preso por mais de um ano. O cineasta definia o cinema como "um movimento interior". "A incomunicação está por trás de tudo o que faço".

Em 1943, ele produziu o seu primeiro longa-metragem, Les anges du péché. Em seguida, adaptou a obra Jacques le fataliste, de Denis Diderot, que serviu de inspiração para seu filme Les dames du Bois de Boulogne, em 1945, com roteiro de Jean Cocteau.

A partir de O diário de um padre, de 1950, surge o estilo minimalista no cinema bressoniano, que passou a caracterizar as obras seguintes do diretor. Bresson passou a ser conhecido como o "jansenista" do cinema francês.

Em 1975, Bresson publicou o clássico Notes sur le cinématographe (Notas sobre o Cinematógrafo, na edição portuguesa, trad. Pedro Mexia), uma coletânea de anotações e aforismos próprios, aos quais o diretor defende seus pontos de vista sobre a "sétima arte". Para se ter uma ideia da importância desta obra para o cinema, o livro de Bresson inspirou o movimento Dogma 95, dos dinamarqueses Lars Von Trier e Thomas Vinterberg.

Em 1995, o cineasta recebeu o prêmio René Clair, da Academia Francesa, pelo conjunto de sua obra cinematográfica. Robert Bresson faleceu aos 98 anos, de causas naturais.

Temática de suas obras O foco artístico de Bresson, sempre foi o de não separar a linguagem do cinema da linguagem do teatro, o que constantemente pesava sobre a performance dos atores durante as gravações. Com sua técnica do "ator-modelo", seus atores eram submetidos a múltiplas repetições das mesmas cenas, até que todos os sentimentos para a performance viessem à tona, deixando um registro de efeito tanto súbito quando natural. Isso, assim como todo o restante da obra de Robert Bresson, teria uma grande influência no Cinema Minimalista. Shmuel Bem-gad, na revista acadêmica CrossCurrents, disse o seguinte:

Filmografia

1934 : Les affaires publiques (média metragem) 1943 : Anjos do Pecado 1945 : As Damas do Bois de Boulogne 1951 : Diário de um Padre 1956 : Um Condenado à Morte Escapou 1959 : Pickpocket 1962 : O Processo de Joana D’Arc 1966 : A Grande Testemunha 1967 : Mouchette 1969 : Une femme douce 1971 : Quatre nuits d'un rêveur 1974 : Lancelot du Lac 1977 : Le diable probablement 1983 : L'argent

Ligações externas Robert Bresson no IMDb Texto sobre o livro Notas Sobre o Cinematógrafo Revista Bravo - setembro de 2005

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