O Livro de Urântia (no original: The Urantia Book) Foi publicado pela primeira vez em 1955, o livro descreve como propósito o de expandir a consciência cósmica e melhorar a percepção espiritual das pessoas em nosso planeta nos apresentando a origem, a evolução e o destino da humanidade. O Livro foi escrito originalmente em Inglês e traduzido recentemente para outros idiomas, entre eles o Português.
O Livro de Urântia contém 196 documentos, distribuídos em quatro partes totalizando 2.097 páginas, cada qual discorrendo sobre um tema onde também aprendemos que Urântia é o nome cósmico dado ao nosso planeta pelos Seres celestiais.
Lemos no "Livro de Urântia" que os Reveladores celestiais vieram à Terra em missão e com propósitos específicos. Havia um plano ordenado para que cada Filho em auto-outorga executasse seu programa de elevação da vida evolutiva e transmitisse novas verdades espirituais.
Acredita-se que havia um plano-mestre para o Livro de Urântia, dirigiam o conteúdo, a qualidade, a publicação e a proteção da Quinta Revelação de Época e suas características eram específicas. O plano determinava o estabelecimento e as funções da Fundação Urântia e da Fraternidade Urântia. A mais alta autoridade planetária aprovou a constituição da Fraternidade Urântia. O relacionamento entre a Fundação e a Fraternidade foi determinado. É neste aspecto que acredito não terem sido seguidas as diretrizes do plano, daí surgindo os problemas subsequentes que perturbaram tanto a Fundação quanto a Fraternidade.
O plano foi transmitido pelos Reveladores aos Comissários de Contato, que o compartilharam com os grupos conhecidos como os Setenta e o Fórum. Os comissários tinham liberdade para compartilhar elementos do plano com pessoas chegadas subsequentemente e dotadas de potencial de liderança. As mensagens originais, que descreviam o plano, não foram publicadas como parte da Revelação e foram eventualmente destruídas. Os ex-membros do Fórum que se tornaram líderes da Fraternidade e conselheiros da Fundação levaram consigo o conhecimento de como a Revelação deveria progredir. Entretanto, devido ao cisma recente, ocorreu uma descontinuidade na transmissão dessa informação.
O plano jamais foi apresentado como uma lista detalhada de pontos a observar e a evitar. Se existe discernimento, as facetas do plano surgem, como ocorreu junto a cada membro do Fórum e líder da Fraternidade. Assim como foi verdade em revelações anteriores, no domínio do planejamento revelatório, a rima é essencial.
Desenvolvimento dos Documentos de Urântia
Os Reveladores começaram a planejar o conteúdo dos Documentos de Urântia na Idade Média. O propósito da Revelação era preparar o planeta para a próxima ordem de filiação divina. Ela foi incentivada e aprovada pelo próprio Michael, como "a Palavra feita Livro". Embora não seja parte de uma missão de auto-outorga ou de emergência, o Livro de Urântia é um empreendimento corretivo e elevador; um grupo de seres celestiais residentes e visitantes foi convocado para essa tarefa de serviço revelatório. Os seres celestiais atuaram como diretores invisíveis, nos bastidores dos Comissários de Contato, os confiáveis receptores humanos que possibilitaram completar-se o projeto.
O primeiro documento de Urântia foi lido para o Fórum em 18 de janeiro de 1925. Ele continha respostas de ABC, o Ser Intermediário, a 181 perguntas escritas sobre a Deidade e o Cosmo. Essas perguntas haviam sido compiladas dentre centenas de perguntas solicitadas pelos reveladores ao Fórum em dezembro de 1924. As perguntas foram classificadas e as duplicatas eliminadas, sendo então apresentadas à Comissão Reveladora. Mais perguntas e documentos se seguiram. Ao todo 57 documentos compunham a primeira série e consistiam em pelo menos 1700 páginas datilografadas. Essa fase se prolongou até 1929 (vide notas 1.1 & 4.1).
Os primeiros 57 documentos foram depois ampliados com a apresentação de mais perguntas pelo Fórum. "As primeiras três partes foram completadas e certificadas para nós em 1934 AD. Os documentos sobre Jesus não nos foram entregues até 1935" (1.1). Esta segunda série, mais os documentos sobre Jesus, totalizaram cerca de 4500 páginas datilografadas (4.1). "O fórum foi então convidado a rever os 196 documentos e apresentar perguntas sobre o esclarecimento de conceitos e a remoção de ambigüidades". "Durante esse período, muito pouca informação nova foi oferecida. Somente correções menores foram feitas nos documentos. Algum material foi acrescentado, algum removido, mas houve pouca revisão ou ampliação do texto." (1.1).
Os documentos originais foram recebidos em inglês, manuscritos pela personalidade de contato não-identificada (1.2 & 2.1). Os documentos manuscritos nunca foram vistos pelo Fórum (4.2). Cada um deles foi datilografado em máquina Underwood; os documentos foram datilografados pelo menos três vezes (3.1).
A Personalidade de Contato
Sobre o indivíduo: "Sua vida era exemplar e inspiradora, caso contrário não teria sido escolhido para tarefa tão importante pela Comissão Reveladora" (3.2). "Nós fomos advertidos a evitar discutir a identidade da Personalidade de Contato e, depois da publicação do Livro, a não fazer qualquer declaração, em qualquer momento, sobre se o "indivíduo" estava vivo ou morto" (1,1). "O indivíduo humano era necessário para qualquer comunicação escrita e para os Documentos de Urântia" (1.2).
Atuação dos Comissários de Contato
As pessoas incumbidas da responsabilidade de coletar as perguntas e de comparar o texto datilografado com o manuscrito original vieram a ser conhecidas como "Comissários de Contato". Somente esses Comissários de Contato assistiam às reuniões de "contato" e recebiam comunicações por intermédio da personalidade de contato (1.1).
"Os Comissários eram os guardiões do Manuscrito de Urântia, guardando a cópia em carbono dos textos transcritos em um cofre à prova de fogo. Eles também foram investidos com a responsabilidade de supervisionar todos os detalhes referentes à publicação do Livro, assegurar os direitos autorais, etc". "Os documentos foram publicados exatamente como os recebemos. Os Comissários de Contato não tinham autoridade editorial. Nosso trabalho se limitava à ortografia, pontuação e maiúsculas (1.1).
"Durante esses anos iniciais os Comissários de Contato receberam muitas comunicações e instruções por escrito..." "Entre 1939 e 1955, oito comunicações escritas foram feitas aos Setenta pelo Serafim de Progresso ligado ao Governo Supra-Humano Planetário de Urântia" (1.1). A última comunicação escrita foi lida para o Fórum em 1952 (vide abaixo) (8.1). Quase todas essas mensagens continham uma nota de rodapé na última página, instruindo: "para ser destruída pelo fogo antes da edição dos Documentos de Urântia". Era desejo de nossos amigos invisíveis evitar o aparecimento de "Apócrifos de Urântia" depois da publicação do Livro de Urântia (1.1). O Dr. Sadler e Christy foram autorizados a conservar várias das comunicações depois da publicação, mas ela foi instada a destruí-las antes de sua morte (3.1). Em 1982, na fase final de sua doença, Christy supervisionou sua destruição por dois associados de confiança (9.1).
A presença da personalidade de contato não era necessária para contatos verbais entre a Comissão Reveladora ou seus sucessores, a Comissão de Seres Intermediários, e os Comissários de Contato. Os contatos verbais, que tinham começado vinte anos antes dos documentos aparecerem, continuaram até o início dos anos 80 (1.2 & 1.3 & 3.1). "Os Seres Intermediários eram muito reais para nós - conversávamos freqüentemente com eles durante nossos vários contatos. Entendíamos perfeitamente que os Seres Intermediários Secundários supervisionavam os contatos" (1.1). Quando lhe perguntaram por que certas palavras exclusivas do Livro de Urantia eram pronunciadas de certa maneira, o Dr. Sadler respondeu que "nós ouvimos algumas delas pronunciadas". Os contatos verbais não foram restabelecidos desde a morte do último Comissário de Contato (9.1 & 9.2).
A Demora na Publicação do Livro de Urântia
Caso a II Guerra Mundial não tivesse começado, o Livro poderia ter sido publicado em 1940 ou 1941. Entendia-se que quando a guerra terminasse seria concedida a permissão para publicar o Livro de Urântia (4.2). A guerra mal havia terminado em 1945, quando uma nova ameaça surgiu, adiando o sonho de paz mundial e regeneração espiritual. Em janeiro de 1946 os Melquisedeques declararam guerra ao comunismo. Eles viam o comunismo como uma das "maiores ameaças à religião de Jesus e à liberdade do homem", em dois mil anos. "Os defensores seráficos do passado (Anjos das Igrejas) e do futuro (Anjos do Progresso) receberam ordens para abandonar suas perspectivas tradicionais e juntarem-se ombro a ombro em defesa do presente". Os Melquisedeques prometeram: "Os ensinamentos do Mestre em Urmia prevalecerão em algum momento. A irmandade dos homens começará algum dia. Mesmo se necessária uma década ou um século, nós prevaleceremos contra as forças do retrocesso e da escravidão". Eles expressaram a esperança de que poderiam prevenir uma guerra global. Mas acima de tudo desejamos incentivar um despertar espiritual de seus companheiros mortais" (10.2). O curso do comunismo era observado enquanto os Melquisedeques trabalhavam nos bastidores. Finalmente, em vez de adiar-se até a queda daquele sistema ateu e opressivo, a autorização foi concedida em agosto de 1952, para a publicação dos Documentos em 1955.
Atribuição de Responsabilidades
As seguintes instruções foram lidas para o Fórum em novembro de 1951. Elas estavam dirigidas "aos Comissários de Contato (os guardiões da revelação de Urântia), de parte do regente pessoal do Príncipe Planetário em exercício de Urântia:
"Desejo informá-los a respeito de certas decisões e determinações formuladas pelo governo planetário, referentes aos assuntos do Livro de Urântia e da subseqüente Fraternidade Urântia. No dia de hoje estou convocando um conclave planetário supremo, para registrar minha criação da Suprema Corte de Urântia. Mantive recentemente uma reunião com todas as pessoas e grupos afetos à revelação de Urântia. Como resultado dessa conferência tomei certas decisões e estou proclamando as seguintes diretivas: Por quinhentos anos, a partir de 11 de fevereiro de 1935, a coordenação geral e a direção do Livro de Urântia estarão a cargo dos Serafins de Progresso; A gestão imediata da Revelação de Urântia - de década a década - (pelo menos pelos próximos cem anos) estará confiada aos Serafins das Igrejas. Instruí esse grupo a criar uma comissão especial para levar adiante o trabalho; Os aspectos humanos do Livro de Urântia estarão nas mãos dos Conselheiros da Fundação Urântia, sujeitos à supervisão e poder de veto da Comissão Reveladora dos Seres Intermediários Unidos de Urântia; Por enquanto a mediação entre a supervisão geral e supra-humana dessa Comissão e a atuação diretamente humana dos Conselheiros da Fundação Urântia estarão a cargo da Comissão dos Seres Intermediários, sucessores da original Comissão Reveladora de Urântia. Esta Comissão continuará a operar como consultora, tanto para os Supervisores Seráficos quanto para os Conselheiros da Fundação Urântia, porém seus poderes de veto se estenderão apenas às decisões e atos dos Conselheiros humanos; Na falta de intervenção pelos Seres Intermediários depois de 11 de fevereiro de 1954, os Conselheiros da Fundação Urântia procederão de acordo com o seu próprio entendimento (10.4). "A presente comunicação representa minhas diretivas, até esta data, a respeito de seu Fórum, dos Setenta, do Livro de Urântia, da Fundação Urântia e da proposta Fraternidade Urântia:" Seu Fórum continuará sob a supervisão da Comissão de Contato, conforme estabelecido em 24 de junho de 1933.