Areias é um município brasileiro da Região Geográfica Imediata de Cruzeiro, no Vale do Paraíba, no leste do estado de São Paulo. A população estimada em 2025 era de 3.617 habitantes.

Topônimo O nome Areias é um aportuguesamento da palavra tupi haie, que significa “atalho”.

História Indígenas puris e botocudos habitaram a região até o século XVIII, quando os desbravadores de origem europeia passaram a persegui-los.

Segundo a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, a cidade de Areias surgiu por volta de 1770, com o nome de Santana da Paraíba Nova, como um pouso de tropeiros vindos de São Paulo e Minas Gerais que se dirigiam para o Rio de Janeiro, sobretudo para Mambucaba. Foi assentada em uma grande planície, em uma implantação organizada: ruas alinhadas e regulares.ZALUAR, Augusto-Emílio. Peregrinação pela Província de S.Paulo (1860-1861). São Paulo: Livraria Martins Editora, 1976. 237 p. ( Biblioteca histórica paulista, 2 )

Dentre os primeiros habitantes do atual município de Areias, destacam-se o padre Joaquim José da Silva e seus irmãos, Gabriel Serafim da Silva, Joaquim Lopes Guimarães, Bento Leme de Camargo, João Ferreira de Souza, Joaquim de Siqueira e Mota e Antônio de Vilas Boas e Silva.

Em 26 de janeiro de 1784, foi elevada à categoria de freguesia, com o nome de Santana da Paraíba Nova, subordinada a Guaratinguetá, logo passando para a nova vila de Lorena.

Desde 1798, os moradores da freguesia lutavam pela sua emancipação. Atendendo a um pedido de seus moradores, um Alvará de 28 de novembro de 1816, sancionado pelo rei Dom João VI, criou a vila de São Miguel de Areias, assim batizada em homenagem ao príncipe Miguel, filho do rei, mas a padroeira da vila continuou sendo Sant’Ana.

Em 1822, o Hotel Santana hospedou Dom Pedro I em sua viagem para independência do Brasil.Roteiro Caminhos da Corte. Disponível em http://www.caminhosdacorte.com.br/areias.html . Acesso em 11 de novembro de 2015. esquerda|miniaturadaimagem|369x369px|Cidade de Areias, 1827 (1941), pintura de José Canella Filho, pertencente ao acervo do Museu do Ipiranga. O café chegou a Areias no início do século XIX, sendo um dos primeiros municípios paulistas a cultivar o grão, logo tornando-se uma importante fonte de renda para esse município vale-paraibano. Em 1838, a vila produziu 100 mil arrobas de café. Em meados do século XIX, produzia um décimo do total da província de São Paulo. Dessa época, datam as casas e sobrados de arquitetura típica da civilização do café.MAIA, T. R. C. O Passado ao Vivo.

Areias viveu um período breve, mas intenso, de prosperidade na produção cafeeira entre os anos de 1850 e 1860. Esse período deixou marcas profundas na arquitetura e na vida cultural da cidade. Já no início do século XX, com a decadência do café, Areias foi perdendo sua opulência de cidade progressista.

Em 1842, no contexto das Revoltas Liberais de 1842, Areias, junto com algumas outras vilas vale-paraibanas, foram anexadas à Província do Rio de Janeiro, mas logo voltariam a São Paulo no mesmo ano.

Ao longo de sua existência, Areias perdeu território para a criação das vilas de Bom Jesus de Bananal (1832), São João Batista de Queluz (1842) e São José do Barreiro (1859).

Em 24 de março de 1857, a vila de São Miguel de Areias foi elevada à categoria de cidade, com o nome Areias.

Em 1860, conforme consta na obra de Augusto Emílio Zaluar, as ruas eram margeadas por muitos prédios de pouca elegância. Uma das principais ruas estava sendo calçada. E o município tinha entre 6 mil e 7 mil habitantes. A igreja matriz era um edifício velho, caindo aos pedaços, que fora reparado em partes com doações do munícipes. O frontispício havia desabado. Ela foi finalizada em 1874.CEPAM. Disponível em http://www.cepam.org/municipios/municipios-paulistas/areias.aspx#ad-image-0. Acesso em 11 de novembro de 2015.

A Casa da Câmara e a cadeia ocupavam um mesmo edifício. A cadeia era a mais asseada da região. O Sr. Dr. Joaquim Francisco Ribeiro Coutinho era o então presidente da Câmara Municipal. Estava em construção um pequeno teatro para 300 pessoas e duas ordens de camarotes, que viria a ser "um dos mais bonitos que existem por estas povoações". Todas as melhorias de infraestrutura eram custeadas pela população local. A produção anual de café era de cerca de 120 mil arrobas.

Dentre as edificações de destaque estavam a casa do Major Manuel da Silva Leme, uma botica, e uma padaria. Havia uma escola pública de instrução primária para cada sexo, que ensinava 61 meninos e 26 meninas. O cemitério era murado e tinha uma pequena capela branca.

A Lei nº 63, de 15 de abril de 1873, criou a comarca de Areias, a qual foi suprimida, sendo incorporada à de Queluz, pelo Decreto-lei nº 9 775, de 30 de novembro de 1938.

Com a decadência do café no Vale do Paraíba, no final do século XIX e início do século XX, muitos areienses deixaram o município, migrando para outras partes do estado de São Paulo. Nessa época, dois escritores atuaram em Areias: Euclides da Cunha, como engenheiro, e Monteiro Lobato, como promotor de justiça entre 1907 e 1911.

Geografia A área territorial do município é de 305,227 quilômetros quadrados, Possui uma altitude de 519 metros e está situada no Vale do Paraíba Paulista.

Seus municípios limítrofes são: Resende (RJ) a nordeste; São José do Barreiro a leste e sudeste; Cunha a sudoeste; Silveiras a oeste; e Queluz a noroeste.

Hidrografia No município, se localiza a nascente do Rio Paraitinga, um dos rios que formam o Rio Paraíba do Sul.

Rodovias SP-68

Demografia População

Composição étnica Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 1.903 brancos (53,2%), 1.407 pardos (39,33%), 260 pretos (7,27%), 4 amarelos (0,11%) e 3 indígenas (0,08%).

Política e administração Prefeito: Paulo Henrique de Souza Coutinho (2021/2024 Vice-prefeito: Antenor Pinto de Souza Neto Presidente da câmara: José Oscar Vialta Moraes (2021/2024)

Infraestrutura Comunicações O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1975 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1987 com o código de área (0125). Anteriormente a cidade era atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB).

Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (012), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.

Pessoas ilustres Washington de Barros Monteiro - jurista

Religião De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 94,15% da população do município é cristã, sendo 72,83% católicos e 21,32% evangélicos. Outras religiões representam 4,39% da população total.

O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828

Igreja Católica A igreja faz parte da Diocese de Lorena.

Igrejas Evangélicas Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade: Assembleia de Deus Ministério do Belém. Congregação Cristã no Brasil.

Ver também Lista de municípios de São Paulo por data de criação Lista de municípios de São Paulo por população (2022) Lista de municípios de São Paulo por domicílios Lista de municípios de São Paulo por área (2023) Lista de municípios de São Paulo por CEP Lista de municípios de São Paulo por DDD

Ligações externas

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