Móveis Coloniais de Acaju é uma banda brasileira de pop rock e art rock, com influências do indie rock, pós-punk, garage rock, ska e música típica brasileira.

Surgida em 1998 em Brasília, originalmente conhecida pelo público brasiliense pela sigla MCA, a banda possui três álbuns lançados: Idem (2005), C mpl te (2009)Twintrevista: Faça sua pergunta para Móveis Coloniais de Acaju e De Lá até Aqui (2013).

A origem do nome da banda, entre outras versões, é baseada em um evento histórico fictício, a Revolta do Acaju - um suposto conflito unindo indígenas e portugueses contra os ingleses na Ilha do Bananal.

Em 26 de setembro de 2016, após 18 anos de estrada, a banda informou que fará uma pausa com tempo indeterminado em suas atividades.

Em 18 de novembro de 2024, a banda anuncia a volta aos palcos, em uma turnê de reencontro conjunta com O Teatro Mágico. Os shows do reencontro acontecem nos dias 29/03 (Rio de Janeiro), 05/04 (Brasília), 12/04 (Belo Horizonte) e 31/05/2025 (São Paulo).

História

A Revolta do Acaju O nome da banda é uma homenagem a um episódio fictício da história brasileira, a Revolta do Acaju. Segundo Fabrício Ofuji, a Revolta teria acontecido por volta do Séc. XVIII, ao fim do Período Colonial, quando os ingleses, após serem derrotados diversas vezes tentando invadir o país, teriam decidido invadi-lo pelas vias fluviais da Região Norte.

Os ingleses então teriam invadido e se instalado na Ilha do Bananal sem o conhecimento de Portugal. Os invasores teriam começado a produzir móveis da madeira local, um cedro de tom avermelhado (chamado popularmente de “Acaju”). Ao descobrirem sobre a invasão, os portugueses teriam juntado colonizadores, índios e escravos para expulsarem os ingleses da Ilha. Os portugueses saem da Revolta vitoriosos e resolvem queimar os móveis produzidos pelos ingleses (ou “móveis coloniais”), como uma forma de celebração.

Formação da banda Formada em 1998, iniciou shows memoráveis na Tenda Comunitária da Universidade de Brasília. Dois anos depois já despontava no cenário nacional. A participação no Porão do Rock de 2000 garantiu à banda uma série de participações em festivais do Brasil e aparições em veículos de imprensa nacionais.

Em "termos gastronômicos", o som de Móveis Coloniais de Acaju já foi denominado pelos próprios membros de "feijoada búlgara". É possível perceber o rock e ska com a influência de ritmos do leste europeu e música brasileira.Móveis Coloniais de Acaju se define como "feijoada búlgara" Terra

Seu primeiro disco, Idem, lançado em 2005, produzido por Rafael Ramos, com tiragem inicial de 3 mil cópias. O álbum teve boa aceitação e atingiu a marca de duas mil cópias vendidas nos dez primeiros dias.

Sem Palavras, o single lançado em 2007 pela banda, ficou em 21ª posição na lista das 50 melhores músicas do ano na revista Rolling Stone.Melhores Músicas de 2007 - Rolling Stone

Em 2008, a banda realizou turnê pela Europa.

Em 2009, a banda lançou o single Falso Retrato (U-HU) e preparou novas músicas em parcerias com os poetas brasileiros, formando o álbum C mpl te, considerado o quinto melhor disco do ano pela revista Rolling Stone.

Em 2014, a banda criou "Móveis Axé 90", evento de carnaval que tinha no repertório sucessos dos anos 90 e se apresentou em palcos de todo o Brasil.

Grandes Apresentações A banda tem passagem em eventos como o Brasília Music Festival (2003), Curitiba Rock Festival (2005), Bananada (2003 e 2004), Porão do Rock (2000, 2005, 2007 e 2008), no Festival de MPB da UNESP de Ilha Solteira (2008), FMB (Feira Música Brasil) em Recife em 2009, João Rock, em 2015, e, o principal, no Rock In Rio 2011.

Entre shows e festivais, o grupo esteve ao lado de bandas americanas como Weezer, Live, Alanis Morissette, Simply Red, Slackers e Voodoo Glow Skulls; a venezuelana Desorden Público; e as conhecidas brasileiras Charlie Brown Jr., Ultraje a Rigor, Ira!, Pato Fu, Barão Vermelho, Dead Fish e Los Hermanos.

Participaram também do Festival Indie Rock, em 2007, se apresentando ao lado de bandas nacionais e estrangeiras de indie rock, entre elas The Magic Numbers, The Rakes, e as brasileiras Moptop e Nação Zumbi.

Festival Móveis Convida O contato com as bandas, o aprendizado da estrada e o carinho por Brasília contribuíram para que a banda criasse seu próprio festival, o Móveis Convida. Da primeira edição, ainda em experiência (no fim de 2005) à última (em abril de 2009, que marcou a estreia das novas músicas) passaram mais de 20 bandas (de atrações renomadas como Pato Fu, Los Hermanos e Black Drawing Chalks) e um público médio de quatro mil pessoas por edição. O festival, no entanto, deixa de ser da banda em 2014; sendo organizado somente pelo seu baixista e pelo seu produtor.

Foram realizadas 17 edições nos 11 anos de atividade.

Shows de Despedida Após 18 anos de estrada, a banda anunciou uma pausa em suas atividades sem tempo determinado, porém, em respeito e consideração a sua legião de fãs, realizaram diversos shows de "Adeus" ou quem sabe "até breve": 19 e 20 de novembro de 2016 - Teatro Mars, em São Paulo; 16 de dezembro de 2016 - Centro Cultural Imperator, no Rio de Janeiro; 31 de dezembro de 2016 - Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Remobília Em 30 de março de 2020, os ex-integrantes André Gonzales, Beto Mejía, Esdras Nogueira, Fernando Jatobá e Gustavo Dreher retomam parceria no projeto Remobília.

Integrantes

Formação atual André Gonzales – vocal (1998–2016, 2025–presente) Beto Mejía – flauta transversal (1998–2016, 2025–presente) Esdras Nogueira – saxofone barítono (2000–2016, 2025–presente) Fabrício Ofuji – produção (1998–2016, 2025–presente) Fabio Pedroza – baixo (1998–2016, 2025–presente) Fernando Jatobá – guitarra (1998–2016, 2025–presente) Gustavo Dreher – teclados (1998–2016, 2025–presente) Paulo Rogério – sax tenor (2003–2016, 2025–presente) Xande Bursztyn – trombone (1998–2014, 2025–presente) Gabriel Coaracy – bateria (2009–2015, 2025–presente)

Outros integrantes Renato Rojas – bateria (1998–2008) Leonardo Bursztyn – guitarra (1998–2008) Eduardo Borém – gaita cromática, teclados e escaleta (1998–2016) Rodrigo Montes – sax alto e tenor (1999–2002) BC – guitarra (2005–2013) Anderson Nigro – bateria (2015–2016)

Linha do tempo

Discografia Álbuns de estúdio Idem – 2005 C_mpl_te – 2009 De Lá até Aqui – 2013

EP's Móveis Coloniais de Acaju – 2001 Vai Thomaz No Acaju (com Gabriel Thomaz) – 2007

Singles A banda lançou seis singles: Seria o Rolex? – 2006 Sem Palavras – 2007 O Tempo – 2009 Falso Retrato (U-hu) – 2009 Dois Sorrisos – 2011 (em parceria com Leoni) Vejo em Teu Olhar – 2012

DVD's

Ao vivo no Auditório Ibirapuera – 2010 Mobília em Casa - Móveis Coloniais de Acaju e a Cidade – 2014

Prêmios e indicações Ano Premiação Categoria Indicação Resultado Ref2002Finca 2002CandangaCopacabana2010Prêmio Multishow 2010ExperimenteMóveis Coloniais de Acaju2011MTV Video Music BrasilVideoclipe do anoO TempoIndicado2011MTV Video Music BrasilWebclipeDois SorrisosIndicado

Ligações externas

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