A Estrada de Ferro Bahia e Minas (EFBM), popularmente conhecida como Bahiminas ou Baiminas, foi uma ferrovia brasileira que ligava o Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais, ao litoral sul da Bahia. Inaugurada em 25 de janeiro de 1881Martins, Júlio Eymard Rodrigues. Nanuque/MG e sua posição geográfica e desativada em 1966, tinha 578 quilômetros de extensão e conectava o município mineiro de Araçuaí ao distrito de Ponta de Areia, em Caravelas, no litoral Extremo Sul da Bahia, onde os trilhos chegavam a um porto. A ferrovia tinha um papel crucial para a economia da região. Lobato, Paulo Henrique. Bahia-Minas: EM refaz o trajeto da linha férrea que levou desenvolvimento aos dois estados. Estado de Minas, 2 de agosto de 2015.Lobato, Paulo Henrique. . Estado de Minas, 6 de agosto de 2015.

História miniaturadaimagem|299x299px|Primeira locomotiva que trafegava a Bahia Minas apelidada como "Pojixá" ou "Poxixá" exposta na praça Tiradentes na cidade de Teófilo Otoni. A locomotiva a vapor de modelo AAR 2-6-2 foi fabricada pela empresa norte-americana Baldwin Locomotive Works no ano de 1912. O bem é tombado em 2007 pelo decreto de nº. 5374. Em 25 de outubro de 1878, a lei estadual de Minas Gerais n° 2.775 e lei estadual da Bahia de n° 1.946, de 28 de agosto de 1879, deram origem à Estrada de Ferro Bahia-Minas, que entrou em operação no ano de 1881. Em 9 de novembro do mesmo ano a ferrovia contava com quase 143 km de linha em tráfego.

Em 1879, o engenheiro Miguel de Teive e Argolo (1851 - c. 1916) recebeu a concessão para construir e explorar a Ferrovia Bahia-Minas, idealizada por ele, e tornou-se diretor geral da Companhia Estrada de Ferro Bahia e Minas. De a 1880 a 1882, Argolo projetou e, como engenheiro chefe, dirigiu a construção de 142 km dessa ferrovia, que partia de Caravelas, no sul da Bahia, e foi inaugurada em novembro de 1883.Bacelar, Jonildo. Miguel de Teive e Argollo. Guia Geográfico - História da Bahia. Cópia arquivada em 4 de maio de 2025Novais, Weber Bezerra. A Estrada de Ferro Bahia-Minas e a economia regional, p. 53, museuvirtualvaledomucuri.com.br

A Estrada de Ferro Bahia e Minas teve como diretriz a ligação do arraial de Ponta de Areia, próximo à cidade de Caravelas no litoral sul da Bahia, à cidade de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, numa extensão de 578 quilômetros. Esse ramal ferroviário foi implantado por volta de 1882, pela Estrada de Ferro da Bahia, em parceria com o Governo de Minas Gerais, tendo como principal objetivo a exploração e transporte de madeira - em especial, de dormentes, para as demais ferrovias, principalmente para a própria Estrada de Ferro da Bahia - e como estratégia a ligação do Vale a um porto de exportação, a ser instalado em Caravelas. miniaturadaimagem|297x297px|Mapa da linha férrea EFBM Em 1910, o Governo Federal, encampa a ferrovia e, em 1912, entrega a concessão da EFBM à empresa franco-belga Compagnie des Chemins de Fer Fédéraux de l'Est Brésilien (CCFFEB). A concessão se manteve até 1937. Somogyi, Flavio. Chapitre V. Un exemple de la présence économique française au Brésil : « l’empire Bouilloux-Lafont ». In Mauro, Frédéric; Alemany Soline (dir.) Transport et commerce en Amérique latine. 1800-1970. Paris: Éditions de l’IHEAL, 1990, p. 109-123 Como o comércio de madeira não teve continuidade, nem o porto de Caravelas foi efetivamente implantado, foram propostas outras atividades econômicas para a viabilização da ferrovia, com ênfase no comércio de café, o que, devido às seguidas crises econômicas, não teve seguimento. A partir dessa configuração a ferrovia foi incorporada pela Viação Férrea Federal Leste Brasileiro (VFFLB), em seguida transferida ao Departamento Nacional de Estradas de Ferro (DNEF) e à Viação Férrea Centro-Oeste (VFCO), e finalmente pela Rede Ferroviária Federal S.A. quando foi desativada e extinta em 1966.

A Estrada de Ferro Bahia e Minas ficaria eternizada no imaginário brasileiro ao ser homenageada na canção "Ponta de Areia", composta por Milton Nascimento e Fernando Brant.

A emissora Rede Minas realizou uma série de nome Estações sobre os desdobramentos das atuais condições da antiga via férrea e relatos de alguns entrevistados sobre como era seu funcionamento na época em atividade. A série foi ao ar no ano de 2019 para plataformas digitais e sinal de televisão, contando com 57 episódios em 5 temporadas.

Em 2023, a história da Estrada de Ferro foi retratada no documentário Estrada Natural, de Emerson Penha. O filme apresenta entrevistas com antigos funcionários, passageiros e moradores das áreas ao longo da estrada, mostrando os efeitos do seu encerramento.Vídeo: Reel promo - ESTRADA NATURAL - Vida e Morte da Estrada de Ferro Bahia e Minas. Horizonte Filmes BR.

Estações

Minas GeraisBahia Araçuaí Argolo Alfredo Graça Mata Engenheiro Schnoor Cândido Mariano Queixada Helvécia Novo Cruzeiro Peruípe Brejaúba Juerana Ladainha Campo de Viação Icary Ponta da Areia Caporanga Sucanga Valão Teófilo Otoni Pedro Versiani São João Bias Fortes Francisco Sá Mangalô Presidente Pena Carlos Chagas Xarqueada Pampam Mairinque Nanuque Artur Castilho Aimorés

Atualidade A estrada de ferro ganhou outros meios para explorar toda sua extensão, atualmente ela tem sido frequentada por ciclistas e amantes de trilhas.

Ligações externas

Vídeo: História da Ferrovia Bahia Minas - Baiminas (19:50). Central Globo de Jornalismo, 2005.

Bahia-Minas Bahia Minas Categoria:Transporte ferroviário na Bahia Categoria:Sul da Bahia