O termo corvina é a designação comum, em língua portuguesa e espanhola, a várias espécies de peixes incluídos na infraclasse dos teleósteos, dentro da ordem dos perciformes e pertencentes à família dos cienídeos, que vivem em água salgada.

No Atlântico ocidental, o termo pode remeter, mais especificamente, à espécie Micropogonias furnieri, encontrada em diferentes ambientes, desde as Antilhas até a Argentina,FishBase.org Descrição da Micropogonias furnieri sendo abundante no litoral catarinense. Esses peixes podem atingir 2m de comprimento, têm o corpo alongado e comprimido, de tonalidade prateada a marrom, dorso mais escuro e ventre esbranquiçado, estrias escuras e oblíquas no dorso e flancos que se prolongam até a linha lateral sinuosa, pequenos barbilhões abaixo da mandíbula. Trata-se de espécie de grande valor comercial, sustentando uma indústria pesqueira de porte em todo o Atlântico ocidental, e é conhecida popularmente pelos nomes de cascudo, corvina-crioula, corvina-de-linha, corvina-de-rede, corvina-marisqueira, corvineta, cupá, cururuca, guatucupá, marisqueira, murucaia, tacupapirema, ticopá e ticupá.

As espécies mais conhecidas são Argyrosomus regius (chamada no Atlântico Nordeste e Centro-Este, corvina-legítima) FishBase.org Descrição de Argyrosomus regius e Pogonias cromis, popularmente conhecida como miragaia.

Como a maioria dos peixes ósseos, e muitos vertebrados, esta espécie de peixe possui otólitos perto dos ouvidos internos e que fazem parte do sistema de equilíbrio do peixe. Há três pares de otólitos localizados no ouvido interno, na base do crânio do peixe. Destes, apenas um par é mais facilmente encontrado em função do seu maior tamanho. Os otólitos permitem avaliar a idade do peixe, uma vez que são formados de carbonato de cálcio e proteínas que se depositam em camadas distinguíveis. O número dessas faixas está associado a ciclos de crescimento do peixe.O aluno pergunta II: Qual a função de uma pedra, sempre encontrada aos pares, na cabeça do peixe 'corvina' e também de outros peixes?" Revista de Ensino de Ciências, julho de 1988. Segundo a tradição popular, essas "pedras" teriam poderes curativos. Na França do século XVI, chamavam-se "pedras de cólica" e eram usadas como uma espécie de amuleto para prevenir ou curar cólicas renais.La pierre de colique. Por Paul Dorveaux. Revue d'Histoire de la Pharmacie, 1924 43, pp. 1-3

As corvinas são muito apreciadas na gastronomia e na pesca esportiva. Atualmente existem projetos de aquicultura voltados para essas espécies, com a produção de ovos férteis por indução hormonal, seja por implantes, seja por injeção. Duarte, Sílvia Ribeiro. Qualidade de posturas naturais de reprodutores F1 de corvina (Argyrosomus regius): efeito da densidade de cultivo no desenvolvimento larvar. Universidade de Lisboa, 2016, p. 51.

Espécies Diferentes espécies popularmente denominadas corvina:

Argyrosomus hololepidotus Argyrosomus regius Atractoscion aequidens Bairdiella ronchus Bodianus scrofa Brotula clarkae Cilus gilberti Cynoscion albus Cynoscion analis Cynoscion nebulosus Cynoscion othonopterus Cynoscion parvipinnis Cynoscion phoxocephalus Cynoscion similis Cynoscion squamipinnis

Cynoscion stolzmanni Cynoscion striatus Elattarchus archidium Isopisthus parvipinnis Isopisthus remifer Micropogonias altipinnis Micropogonias furnieri Micropogonias undulatus Miracorvina angolensis Odontoscion dentex Ophioscion simulus Otolithes ruber Pentheroscion mbizi Petilipinnis grunniens

Plagioscion squamosissimus Pogonias cromis Pristiophorus schroederi Pseudotolithus elongatus Pseudotolithus epipercus Pseudotolithus moorii Pseudotolithus senegalensis Pseudotolithus typus Pteroscion peli Sciaena gilberti A. Sciaena umbra Sciaenops ocellatus Umbrina canariensis Umbrina cirrosa Umbrina ronchus

Categoria:Cienídeos