thumb|Diagrama mostrando o cório de um ovo de galinha. thumb|O Córion é uma membrana localizada na parte de fora do âmnio, que tem como função, proteger o embrião. Suas células penetram no endométrio, formando a placenta Córion ou Cório é uma membrana extra-embrionária que existe durante a gravidez e que forma a parede externa dos blastocisto em répteis, aves e mamíferos. Ele é formado pela mesoderme extra-embrionária e duas camadas de trofoblasto que envolvem o embrião e as outras membranas. As vilosidades coriónicas invadem o endométrio para permitir a transferência de nutrientes do sangue materno para o feto.
Ele se desenvolve a partir de uma dobra externa na superfície do saco vitelino, que fica fora da zona pelúcida (em mamíferos), conhecida como membrana vitelina em outros animais. Nos insetos, ele é desenvolvido pelas células foliculares, enquanto o óvulo está no ovário.Chapman, R.F. (1998) "The insects: structure and function", Section The egg and embryology. Previewed in Google Books on 26 Sep 2009.
Une-se com o alantóide para formar o alantocório com função respiratória para aves e répteis, não em mamíferos.
Em aves e répteis o cório está localizado logo abaixo da casca; nos mamíferos o cório faz parte da placenta e também está envolvido com a remoção de resíduos. Durante a segunda semana de desenvolvimento embrionário humano, cório é a camada que reveste internamente o celoma extraembrionário e que é composto por trofoblasto e mesoderme extraembrionário. Surge durante a terceira semana de gestação, entre o o 15º dia e 17º dia de gravidez.
Tipos Liso Frondoso (formador da placenta, junto ao endométrio e o alantóide)
Funções Troca de gases (alantocórion) Formar a placenta (Córion frondoso - mamíferos)
Estrutura Em humanos e outros mamíferos (excluindo os monotremados), o cório é uma das membranas fetais que se formam durante o período de gestação entre o feto em desenvolvimento e a mãe. O córion e o âmnio formam juntos o saco amniótico. Em humanos é formado pelo mesoderma extraembrionário e pelas duas camadas do trofoblasto que rodeia o embrião e outras membranas; as vilosidades coriónicas emergem do córion, invadem o endométrio e servem para a transferência de nutrientes do sangue materno para o fetal.
Camadas
O córion é composto por duas camadas: uma externa formada pelo trofoblasto e outra interna formada pelo mesoderma somático.
O trofoblasto é formado por uma camada interna de células cúbicas ou prismáticas, o citotrofoblasto ou camada de Langhans, e outra camada externa multinucleada (sincicial) chamada sinciciotrofoblasto.
Crescimento
O córion sofre uma rápida proliferação e forma numerosos processos, as vilosidades coriónicas, que invadem e destroem a decídua uterina, enquanto simultaneamente absorvem dela materiais nutritivos para o crescimento do embrião.
As vilosidades coriónicas são, no início, pequenas e não vasculares e consistem apenas em trofoblasto, mas aumentam o seu tamanho e ramificam-se, enquanto o mesoderma, que traz ramos dos vasos umbilicais, cresce nelas, e ficam vascularizadas.
O sangue chega às vilosidades pelas artérias umbilicais pares, que se ramificam originando as artérias coriónicas e entram nas vilosidades coriónicas como artérias dos cotilédones. Depois de circular através dos capilares das vilosidades, o sangue retorna ao embrião pela veia umbilical. Até aproximadamente o final do segundo mês de gravidez, as vilosidades cobrem todo o córion, e são quase uniformes em tamanho, mas, após esse momento, desenvolvem-se desigualmente.
Partes miniatura|A placenta com as membranas fetais unidas (rompidas na margem à esquerda da imagem), que consistem em córion (camada externa) e âmnio (camada interna).
A parte do cório que está em contacto com a decídua capsular atrofia, de modo que no quarto mês quase não restam vestígios das vilosidades. Esta parte do cório torna-se lisa, e é denominada cório liso ou leve (do termo latino chorion laeve, que significa 'cório liso'). Como não participa na formação da placenta, também é chamada parte não placentária do cório. À medida que o cório cresce, o cório liso entra em contacto com a decidua parietal e estas camadas fundem-se.
As vilosidades no polo embrionário, que está em contacto com a decídua basal, aumentam muito em tamanho e complexidade e, portanto, esta parte é denominada cório frondoso.
Assim, a placenta desenvolve-se a partir do cório frondoso e da decidua basal.
Gémeos Monocoriónicos Os gémeos monocoriónicos são gémeos que partilham a mesma placenta. Isto ocorre em 0,3% das gestações, e em 75% dos gémeos monozigóticos (idênticos), quando a separação ocorre no terceiro dia ou mais tarde após a fecundação. Os restantes 25% de gémeos monozigóticos tornam-se diamnióticos dicoriónicos. Esta condição pode afetar qualquer tipo de nascimento múltiplo, o que origina múltiplos monocoriónicos.
Infeções Estudos recentes indicam que o cório pode ser suscetível a infeções patogénicas. Descobertas recentes indicam que a bactéria Ureaplasma parvum pode infetar o tecido do cório, afetando assim o resultado da gravidez. Além disso, foram detetados os perfis genéticos do poliomavírus JC e do poliomavírus de células de Merkel nas vilosidades coriónicas em mulheres que sofreram abortos espontâneos e em mulheres grávidas. Outro vírus, o poliomavírus BK detetou-se nos mesmos tecidos, mas em menor grau.
Categoria:Embriologia Categoria:Amniotas