Francisco Rodrigues de Alencar Filho, conhecido como Chico Alencar (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1949) é um historiador, professor e político brasileiro, filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
Atualmente é deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, sendo que já exerceu quatro mandatos consecutivos (2003-2006, 2007-2010News Yahoo!UOL EleiçõesNotícias Terra, 2011-2014Terra eleições: Resultados a deputado federal. Acessado em 8 de abril de 2011., 2015-2018) e foi reeleito novamente para um quinto mandato nas eleições estaduais no Rio de Janeiro em 2022, com cerca de 115.023 votos.
Foi vereador pela cidade do Rio de Janeiro entre 1989 e 1997 e novamente entre 2021 e 2023, sendo eleito na eleição municipal do Rio de Janeiro em 2020 com 49.422 votos.
Biografia Graduado em História na Universidade Federal Fluminense, foi professor"Partido dos Professores" (Gonçalves, 2013) da disciplina no ensino fundamental e médio do Rio de Janeiro, nas redes pública e privada. É mestre em Educação pela Fundação Getúlio Vargas, tendo apresentado uma dissertação sobre o movimento das Associações de Moradores do RioAlencar Filho, Francisco Rodrigues de. As associações de moradores vinculadas a FAMERJ e a construção de uma educação para a cidadania através da politização de base - O movimento associativo de moradores do Rio: uma nova politica está na rua). Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. Instituto de Estudos Avançados em Educação. Departamento de Filosofia da Educação, 1990 do qual foi um dos principais líderes no início dos anos 1980, tendo presidido a Federação das Associações de Moradores do Estado (Famerj).
É membro da Comissão de Direitos Humanos e do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, e vice-líder do seu partido na câmara. Desde 2006, tem sido incluído na lista dos "100 parlamentares mais influentes do Congresso", divulgada anualmente pelo Diap.Os “cabeças” do Congresso Nacional - uma pesquisa sobre os 100 parlamentares mais influentes. Diap: Brasília, 2015
Em 2009, ficou em primeiro lugar no Prêmio Congresso em Foco, como o deputado mais atuante da Câmara.Alencar é o deputado mais atuante do Brasil
Em 2015, foi, pela sexta vez consecutiva, eleito pelos jornalistas que cobrem o Congresso Nacional o melhor deputado do país, obtendo os votos de 110 dos 186 profissionais de imprensa que participaram da votação do Prêmio Congresso em Foco. Em 17 de abril de 2016, Chico Alencar votou contra a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.
Na Câmara dos Deputados, tem atuação nas áreas da educação, da saúde, da reforma agrária, do combate à corrupção, da gestão ambiental, da divida pública, da habitação popular, entre outras. É um dos deputados de maior expressão, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).
A história deste político teve início nos anos 1960, quando se tornou líder comunitário, estudantil e militante do movimento sindical. Foi criado na Tijuca, Zona Norte do Rio. Hoje mora em Santa Teresa, centro do Rio. Começou atuando nas pastorais da Igreja Católica, um celeiro de quadros políticos do PT.
Enquanto esteve no ar o programa Comentário Geral da TV Brasil, Alencar foi um dos seus principais comentaristas.
É pai do jornalista Emanuel Alencar, que lançou recentemente pré-candidatura a vereador do Rio de Janeiro pelo PSOL, o mesmo partido onde legisla o seu pai.
Carreira política
Iniciou sua militância política no movimento estudantil secundarista e na Juventude Estudantil Católica (JEC) e, posteriormente, em associações de bairro do Rio de Janeiro. Ligado à Teologia da Libertação e à esquerda católica, foi fundador e presidente da Associação de Moradores da Praça Sáenz Peña (AMOAPRA) e também da Federação das Associações de Moradores do Estado do Rio de Janeiro (Famerj). Extinto o pluripartidarismo, optou pelo MDB, e filiado ao PT, foi vereador no Rio de Janeiro por dois mandatos, de 1989-1992, e de 1993-1996.
Na Câmara de Vereadores, foi um dos líderes na luta pela moralização da casa. Participou da elaboração da Lei Orgânica e da discussão do Plano Diretor da Cidade, quando apresentou sugestões e emendas reivindicadas pelos movimentos populares. Foi também presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Teve aprovados mais de 30 projetos de lei, sempre voltados para a melhoria dos serviços públicos e da qualidade de vida dos cidadãos. Em 1996, candidatou-se à prefeitura, ficando em 3º lugar, resultado considerado surpreendente à época. Mesmo boicotado pela direção nacional petista, Chico teve 642 mil votos, e não passou ao segundo turno por apenas 1,5%.
Concorreu nas Eleições 1998 ao cargo de Deputado Estadual, sendo o o terceiro mais votado no estado e eleito para a 7.ª legislatura do Rio de Janeiro. Na Alerj, foi presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania e vice-presidente da Comissão de Educação.
Deputado Federal
Em 2003, assumiu o primeiro mandato como deputado federal, ainda pelo PT, tendo sido o mais votado dentre os candidatos do partido com 169.131 votos (2,09% do total de votos válidos). Chico é eleito para a Câmara dos deputados federais em 2002 e vê seu candidato a presidente, Lula, vencer o tucanato nas urnas e assumir o governo do país. A eleição de Lula, que havia sido derrotado nos anos de 1989, 1994 e 1998, é marcada por ter sido a primeira na história brasileira de um ex-operário ao posto mais importante do país.
Chico se destacou durante o Governo Lula no enfrentamento à política econômica herdada de FHC e aprofundada pelo PT.O dilema da esquerda mais à esquerda do PT por Bruno Lima Rocha pela "Infoglobo Comunicação e Participações" (2005) Com a continuidade das políticas econômicas do Governo do Fernando Henrique CardosoLula se diz longe da esquerda e quer manter política econômica, Notícias.terra.com.br, 14 de Julho de 2006 e com as denúncias de corrupção, adveio uma crise política que ocasionou a cisão do Partido dos Trabalhadores em Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em 2004.Brasil: oportunidade perdida - Corrupção e política econômica neoliberal transformam governo Lula em sonho por por Ignacio Ramonet (Le Monde Diplomatique)
Por não concordarem com o rumo político do PT, petistas históricos desligaram-se individual ou coletivamente do partido, ou mesmo foram expulsos, como Heloísa Helena, Babá, João Fontes e Luciana Genro. Naquele primeiro momento, Chico optou por disputar o comando do partido a romper com ele e juntamente com o veterano Plínio de Arruda Sampaio disputou o 1º turno do Processo de Eleições Diretas (PED) que elegeu um novo Diretório Nacional. Na ocasião Plínio foi candidato a presidente nacional do PT encabeçando a chapa "Esperança Militante", quando conquistou 13,4% dos votos dos filiados e alcançou a 4ª colocação. Porém, Plínio perdeu a eleição para Ricardo Berzoini. Logo em seguida, Chico e outros ativistas políticos, sindicais, estudantis, populares e católicos militantes da Teologia da Libertação romperam com o PT e migraram para o PSOLO PT e a crise, por Valter Pomar por Luiz Antônio Magalhães, editor de Política do Observatório da Imprensa. publicado no "Correio da Cidadania"[ “Somos oposição ao governo Dilma e não nos aliamos com os demo-tucanos”, afirma novo presidente do PSOL] pela Equipe da Secretaria de Comunicação Nacional (2013). Segundo Chico, não era ele quem saíra do PT, mas "o PT que saíra de si mesmo".
Saída do PT e entrada no PSOL
No ano de 2005, Chico Alencar, juntamente com alguns outros coletivos e militantes, opta por romper com o PT e filiar-se ao PSOL. Sua saída do partido se deu também em virtude da crise política causada pelas denúncias de um esquema de pagamento a congressistas para votarem de acordo com os interesses do executivo (o chamado escândalo do mensalão). Foi causado também pelas mudanças ideológicas do PT que abandonou o socialismo como meta estratégica. Sua saída se deu em conjunto com outros dirigentes como o veterano Plínio de Arruda Sampaio, os deputados federais Chico Alencar. e Maninha, e a dirigente sindical Lujan Miranda. Nesta eleição ele apoia e conta com o apoio de Heloisa Helena, à presidência da República.Resultado das eleições 2006 ([Ascensão de Heloísa Helena faz PT temer 2o turno.jhtm http://noticias.uol.com.br/ultnot/brasil/2006/07/19/ult1928u2242.jhtm ])
Sua reeleição como deputado federal, em 2006, já foi por seu novo partido, o PSOL. Chico integra a Comissão de Direitos Humanos e o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
Candidatura à prefeito do Rio em 2008
Nas Eleições para prefeito de 2008, Chico novamente foi candidato à prefeitura do Rio. Desta vez por seu novo partido, o PSOL. Dispôs de 54 segundos no rádio e TV e obteve 59.362 votos, (1,81% do total) e ajudou a eleger o vereador Eliomar Coelho, com 15.703 votos. Ficou em sétimo lugar na disputa pela prefeitura do Rio.
Segundo mais votado do Rio
Em 2010, foi eleito para exercer o seu terceiro mandato como deputado federal. O segundo mais votado do Estado do Rio de Janeiro. Jean Wyllys também foi eleito deputado pelo Rio, ajudado pelos 240 mil votos de Chico Alencar.Votos recebidos pelo PSOL e quociente eleitoral cf. dados do TSE http://chimera.tse.jus.br:7777/dwtse/f?p=201003:108:8474705182766158:FLOW_EXCEL_OUTPUT_R42313475248862875_pt-br
Eleições municipais em 2012 O partido de Chico Alencar, o PSOL, teve um bom desempenho nas eleições municipais do Rio de Janeiro de 2012, com a candidatura do deputado Marcelo Freixo. Chico estava em campanha por seu candidato, mas em meio ao pleito municipal, teve que se submeter a uma cirurgia cardíaca, o que não lhe impediu de estar em um comício da chamada “Primavera carioca”, em dia de chuva nos Arcos da Lapa. Freixo teve o melhor desempenho eleitoral de seu partido em todo o Brasil e quase foi ao segundo turno contra o reeleito prefeito Eduardo Paes, do PMDB. No mesmo ano, em Itaocara, município do Noroeste Fluminense, o PSOL conseguiu eleger o primeiro prefeito da história da legenda: Gelsimar Gonzaga, um ex-cortador de cana de 48 anos que virou dirigente sindical nos anos 1980 e ajudou na fundação tanto do PT quanto de seu dissidente PSOL em 2005. Ele recebeu 6,7 mil votos, o equivalente a 44,26% do eleitorado itaocarense.
Comissão dos Direitos Humanos Tanto como deputado estadual, na Alerj, quanto federal, na Câmara, Chico integrou as Comissões de Direitos Humanos dessas instituições. Em 2013, uma indicação do governo federal em acordo com sua base aliada, levou a presidência da Comissão o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), declaradamente homofóbico. Chico e demais psolistas reagem a escolha e passam a pressionar o governo para desfazer a indicação. Após os protestos dos deputados do PT e PSOL integrantes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o indicado pelo PSC Pastor Marco Feliciano (SP), acusado de homofobia e racismo, foi eleito com 11 dos 12 votos dos deputados presentes, um a mais do que o mínimo necessário para ser eleito. Um dos votos foi em branco. A eleição do pastor para o cargo foi possível porque, durante as negociações do Congresso, o PMDB, PSDB e PT cederam suas vagas na comissão para o PSC. Além disso, a maioria dos deputados titulares da comissão são evangélicos que apoiam o pastor. Chico também protestou, numa eleição de Feliciano que ocorreu em meio a debates acalorados entre deputados evangélicos e os defensores dos direitos dos homossexuais e negros./Direitos humanos deputados contrários a Feliciano anunciam saída da comissão de direitos humanos
Ainda no ano de 2013, participou do protesto contra o aumento da passagem de ônibus no centro do Rio de Janeiro, as chamadas Manifestações no Brasil em 2013.
2014