Assunção é um município brasileiro no estado da Paraíba, Região Nordeste do país. Localiza-se na região do sertão do Cariri (Ocidental) Paraibano e ocupa uma área de , sendo que está em perímetro urbano. Sua população foi estimada em habitantes em 2021.

História Povoamento Os primeiros habitantes da região foram provavelmente os indígenas sucurús, do grupo dos tarairius. Já os brancos, construíram suas primeiras edificações em meados do século XVIII.

As terras que constituem o atual município de Assunção originaram-se das sesmarias da família Oliveira Ledo, tendo Ana de Oliveira, pertencente a esta família, fixado uma fazenda na região.

A povoação que daria origem à Assunção, surgiu no entroncamento da estrada que ligava Taperoá e Salgadinho (Paraíba) à estrada para Patos. Segundo registros, os primeiros moradores foram José Pedro Diniz e Pio Salvador de Maria.

Distrito Diferentemente de outros municípios do Cariri paraibano, cujas origens estão ligadas às fazendas de gado, Assunção surgiu em função da estrada que ligava Campina Grande ao sertão, no ponto onde foi fixada a "estaca zero" do ramal ferroviário de Taperoá. Sua vocação foi portanto, desde o início, ligada ao comércio.

Até 1950, Estaca Zero era um povoado dividido entre Taperoá e Juazeirinho por uma estrada das "obras contra a seca" (posteriormente, rua Tereza Balduíno da Nóbrega): ao norte da mesma, o território pertencia a Soledade (posteriormente, Juazeirinho) e ao sul, à Taperoá. Em 16 de maio de 1950, o governador Osvaldo Trigueiro assinou o Decreto nº 230, o qual criava o distrito de Estaca Zero, vinculado à Juazeirinho. A área no lado de Taperoá permaneceu como povoado até 17 de janeiro de 1959, quando o governador Pedro Gondim sancionou a Lei Estadual nº 1.954, criando o distrito de Assunção, subordinado ao município de Taperoá.

Município Em 1964, Assunção foi emancipada pela primeira vez, através de um projeto do deputado Egídio Madruga, sancionado pelo governador Pedro Gondim (Lei nº 3.182 de 27 de julho de 1964). Todavia, no ano seguinte, o Supremo Tribunal Federal decretou a ilegalidade do ato, e Assunção voltou a ser novamente desmembrada entre Taperoá e Juazeirinho. Contudo, em seu curto período inicial como município, houve tempo para realizar uma eleição para prefeito e vereadores, em 10 de outubro de 1964. A UDN venceu o pleito com Heleno Rufino, sendo o vice do PSD (na época, podia-se eleger vices de partidos diferentes).

A brecha legal para revogar a emancipação foi encontrada pelo chefe político José Ribeiro, cujo candidato havia perdido a eleição de 1964 em Assunção: ele alegou que a Câmara Municipal de Juazeirinho não havia assinado a declaração de independência do distrito de sua propriedade. Assim, Assunção permaneceria subordinada a Taperoá e Juazeirinho até a década de 1990, quando um movimento pela emancipação voltou a formar-se. Em 15 de novembro de 1993, foi realizado um plebiscito onde a população se manifestaria pela sua independência política, o que, efetivamente obteve sucesso. Finalmente, em 29 de abril de 1994, o governador Cícero Lucena assinou a Lei nº 5.895, criando o município de Assunção, constituído do distrito sede. Sua instalação ocorreu em 1º de janeiro de 1997.

Geografia Clima O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca. Segundo a divisão do Estado da Paraíba em regiões bioclimáticas o município possui bioclima sub-desértico quente de tendência tropical.

A precipitação média anual é de 522mm (Período 1962-1985), 81% das quais concentradas de fevereiro a maio. As temperaturas médias são da ordem de 25 graus.

Vegetação A vegetação nativa é a caatinga hiperxerófila do Seridó.

Hidrografia O município de Assunção está inserido nos domínios da bacia hidrográfica do rio Paraíba, sub-bacia Taperoá.

Seus principais tributários são os riachos do Junco, dos Frades, Catolé, da Cachoeira, Mucutu, da Canoa, Capim-Açu, dos Ferros, Olho da Serrinha e Quixelô, a maioria de regime intermitente. Conta com os açudes Seridozinho e as lagoas da Maçaranduba, dos Frades, da Serra Branca, do Cavalo e dos Tanques.

Economia A base econômica do município é a agricultura e a pecuária. Os principais produtos agrícolas são o caju, manga, acerola e umbu. Na pecuária, destacam-se as criações de caprinos e bovinos. Há também uma extração de Caulim como contribuição na economia e uma participação menor da ovinocultura e da avicultura.

Ver também Lista de municípios da Paraíba Lista de municípios do Brasil

Bibliografia

Ligações externas

Categoria:Municípios da Paraíba Categoria:Fundações na Paraíba em 1994