Der Judenstaat (O Estado Judeu) é um livro escrito em alemão pelo jornalista austríaco Theodor Herzl, e publicado em fevereiro de 1896 em Leipzig e Viena. Seu subtítulo é "Versuch einer modernen Lösung der Judenfrage" ("Proposta de uma solução moderna para a questão dos judeus"). É considerado um dos mais importantes textos do movimento sionista.
Theodor Herzl era editor literário do jornal Neue Freie Presse. Em seu livro, escrito na forma de panfleto, argumentou que o problema do antissemitismo só seria resolvido quando os judeus dispersos pelo mundo pudessem se reunir e se estabelecer num estado nacional independente.
Logo após o Primeiro Congresso Sionista, realizado em 29 de agosto de 1897 na cidade suíça de Basileia, foi criada a Organização Sionista Mundial, tendo Herzl como presidente.
Resumo O livro argumenta que, após séculos de várias restrições, hostilidades e frequentes pogroms, os judeus da Europa foram reduzidos a viver em guetos. A alta classe era forçada a lidar com multidões enfurecidas e, por isso, sentia muito desconforto; a classe baixa vivia em desespero. Profissionais da classe média eram desconfiados, e a frase "não compre dos judeus" causou muita ansiedade entre os judeus. Era razoável supor que os judeus não ficariam em paz. Nem uma mudança nos sentimentos dos não judeus nem um movimento para se unir ao redor da Europa ofereceram muita esperança ao povo judeu:"A questão judaica persiste onde quer que os judeus vivam em número considerável. Onde quer que não exista, ela é trazida junto com imigrantes judeus. Somos naturalmente atraídos para lugares onde não somos perseguidos, e nossa presença ali gera perseguição. Isso é verdade, e inevitavelmente será, em todos os lugares, até mesmo em países altamente civilizados — veja, por exemplo, a França — desde que a questão judaica não seja resolvida em nível político."O livro conclui:The Jewish State, by Theodor Herzl, (Courier Corporation, 27 Apr 2012), p. 157Portanto, acredito que uma geração maravilhosa de judeus surgirá. Os Macabeus vão ressurgir.
Permita-me repetir mais uma vez minhas palavras iniciais: Os judeus que desejam um Estado o terão.
Viveremos finalmente como homens livres em nosso próprio solo e morreremos pacificamente em nossas próprias casas.
O mundo será libertado pela nossa liberdade, enriquecido pela nossa riqueza, amplificado pela nossa grandeza.
E tudo o que tentarmos realizar ali para nosso próprio bem, reagirá de forma poderosa e benéfica para o bem da humanidade. Herzl propôs duas possíveis regiões para assentamento – Argentina e Palestina – mas reconheceu em Der Judenstaat que a colonização em qualquer uma seria difícil: "Em ambos os países, experimentos importantes de colonização foram feitos, embora sob o princípio equivocado de uma infiltração gradual dos judeus. Uma infiltração certamente vai acabar mal. Continua até o inevitável momento em que a população nativa se sente ameaçada e força o governo a impedir um novo influxo de judeus. A imigração é, consequentemente, inútil a menos que tenhamos o direito soberano de continuar essa imigração."
Por essa razão, Herzl, tanto em Der Judenstaat quanto em sua atividade política em prol do sionismo, concentrou seus esforços em garantir sanção legal oficial de, como ele disse, "os atuais senhores da terra, colocando-se sob o protetorado das potências europeias, caso se mostrem favoráveis ao plano." As tentativas de negociar com as autoridades otomanas fracassaram, mas com o colapso do Império Otomano ao final da Primeira Guerra Mundial e a subsequente criação da Palestina Mandatária sob controle britânico, os sionistas alcançaram sucesso: a Grã-Bretanha emitiu a Declaração Balfour, que apoiava a criação de uma pátria judaica na Palestina.
Leitura adicional
Ligações externas
Theodor Herzl, cem anos do sonho à realidade
The Jewish State, A Century Later by Alan Dowty (1998) The Jewish State – Theodor Herzl's Program for Zionism German text on Wikisource A reading in English of The Jewish State
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