Pernambuco é o décimo estado mais rico e tem o décimo sétimo maior PIB per capita entre os integrantes da federação brasileira. Em nível regional, o estado possui o segundo maior PIB do Norte-Nordeste do país e o maior PIB per capita entre os estados nordestinos. Em valores de mercado, o PIB de Pernambuco alcançou R$ 288,6 bilhões em 2024, segundo dados divulgados pela Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag-PE). Sua economia representa 2,7% de toda riqueza produzida no Brasil, segundo o IBGE em 2019.
O IBGE em 2019 também apontou que a economia pernambucana é sustentada pela prestação de serviços (75,8%), seguido pela indústria (19,7%) e pela agropecuária (4,5%).
De acordo com boletim referente ao ano de 2017, publicado pelo Ministério da Fazenda, Pernambuco havia arrecadado R$ 14.466.357 mil em ICMS naquele ano, sendo como o 9° (nono) maior arrecadador deste imposto entre os estados da federação. Com dados do mesmo ano, Pernambuco figurou como o único estado nordestino a receber em investimentos federais um valor inferior ao que enviou em impostos para Brasília.
A monocultura da cana-de-açúcar e do algodão e a extração do pau-brasil foram a base da economia estadual desde o Brasil Colônia até um período mais recente, quando o estado passou por uma forte diversificação econômica ocasionada por investimentos na infraestrutura logística. No setor primário, a região semiárida do vale do Rio São Francisco tornou-se uma grande exportadora de frutas tropicais; no setor secundário, a região litorânea se destaca pela indústria leve (alimentícia e automobilística) e pesada (metalúrgica, petroquímica e siderúrgica), enquanto o Agreste pela indústria têxtil; no setor terciário, Recife e Caruaru são importantes pólos comerciais e de prestação de serviços a nível regional, enquanto que o litoral sul se destaca pelo forte turismo em suas praias internacionalmente conhecidas.
Entre os investimentos importantes que o estado recebeu nas últimas décadas, destacam-se a Refinaria Abreu e Lima, a segunda maior da região nordeste e a mais moderna do país; o Estaleiro Atlântico Sul, o maior estaleiro do Hemisfério Sul; a Jeep, que construiu no estado a mais moderna montadora do grupo no mundo, além de um centro de pesquisas; a Vivix, única indústria de vidros planos do país; o Polo Farmacoquímico e de Biotecnologia, o primeiro do tipo no Brasil; entre outros na área de geração de energia eólica e informática.
Breve histórico thumb|left|250px|Pintura Engenho da Capela do pintor holandês Frans Post.
À época do Brasil Colônia, Pernambuco era a mais rica das capitanias, e responsável por mais da metade das exportações brasileiras de açúcar. Sua riqueza foi alvo do interesse de outras nações e, no século XVII, os holandeses se estabelecem no estado. A cana-de-açúcar continua sendo o principal produto agrícola da Zona da Mata pernambucana, embora o estado não seja mais o maior produtor do país.
Apesar do declínio do açúcar, Pernambuco se manteve entre as cinco maiores economias estaduais do país até meados da década de 1940: em 1907, o estado tinha a quarta maior produção industrial do Brasil, após Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul e à frente de estados como Minas Gerais e Paraná.Em 1939, Pernambuco era ainda a quinta maior economia entre os estados brasileiros, após São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Após ter ficado estagnada durante a chamada "década perdida" (de 1985 a 1995), a economia pernambucana vem crescendo rapidamente desde o fim do século XX. Na Era Vargas, Pernambuco ainda aparecia entre os cinco maiores geradores de riqueza, à frente de estados que foram mais subsidiados no período militar, a exemplo do Paraná (via Itaipu, dentre outros empreendimentos). No fim da década de 2000 a construção civil liderou o crescimento econômico de Pernambuco, seguida pela indústria de transformação e pelos serviços.
Setor primário thumb|Plantação irrigada de uvas em área de caatinga no município de Petrolina. Pernambuco é o maior produtor de uva de mesa do Brasil.
Agricultura Entre os principais produtos agrícolas cultivados em Pernambuco encontram-se a uva, a manga, o coco, o limão, a cebola, a mamona, a fava, a goiaba, a banana, a castanha-de-caju, o melão, a melancia, a acerola e a cana-de-açúcar. Pernambuco é atualmente o maior produtor de uva de mesa, o segundo de acerola e goiaba, o terceiro maior produtor de manga, o terceiro maior polo floricultor, e o oitavo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil.
Merece destaque a expansão que vem tendo a partir dos anos 1970 a agricultura irrigada no Sertão do São Francisco, com projetos de irrigação hortifrutícolas implantados com o apoio da CODEVASF e produção voltada para o mercado externo. No agreste, o município de Gravatá se destacava pela produção de morango possibilitada pelo seu clima serrano, no entanto, a atividade foi deixada de lado pelos produtores locais e a típica Festa do Morango deixou de ocorrer em 2002.
A cana-de-açúcar é o principal produto agrícola da Zona da Mata pernambucana. Também estão presentes nesta mesorregião culturas de subsistência, além de fruticultura e hortaliças. No Agreste, cidades como Garanhuns, Gravatá, Chã Grande e Bonito passaram a se dedicar à floricultura, produzindo flores tropicais e tradicionais. Além do cultivo de flores, vêm crescendo no agreste pernambucano as lavouras de café e as plantações de seringueiras. No Sertão, a fruticultura irrigada produz toneladas de frutas tropicais por ano, e o principal polo de produção fica em Petrolina, no vale do rio São Francisco.
De acordo com Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 2017, a lavoura permanente registrou destaques na colheita de Abacate (320,020 toneladas); Banana (194.348,370 toneladas); Café (30,432 toneladas); Castanha-de-caju (356,674 toneladas); Coco-da-Baía (91.330,430 toneladas); Goiaba (40.853,205 toneladas); Laranja (5.771,563 toneladas); Limão (4.963,277 toneladas); Mamão (11.581,500 toneladas); Manga (131.491,402 toneladas); Maracujá (8.168,605 toneladas); Urucum (23,575 toneladas) e uva de mesa (158.310,074 toneladas); e uva de vinho (21.001,700 toneladas).
Na lavoura temporária houve destaque na colheita de Abacaxi (14.697,641 toneladas em 1.062,015 hectares); Algodão (35,276 toneladas em 46,574 hectares); Amendoim (175,166 toneladas em 51,742 hectares); Arroz (1.316,090 toneladas em 217,545 hectares); Batata-inglesa (339,652 toneladas em 118,096 hectares); Cana-de-açúcar (6.107,902 toneladas em 664,672 hectares); Cebola (21.511,527 toneladas em 1.097,698 hectares); Fava (3.248,694 toneladas em 11.196,667 hectares); Feijão (34.339,50 toneladas em 127.427,977 hectares); Mamona (10,024 toneladas em 27,850 hectares); Mandioca (149.866,754 toneladas em 29.979,194 hectares); Melancia (60.842,451 toneladas em 5.620,597 hectares); Melão (27.315,405 toneladas em 1.425,900 hectares); Milho (62.989,231 toneladas em 123.500,121 hectares) e tomate (21.462,520 toneladas em 726,262 hectares).
Pecuária No levantamento referente ao ano de 2016, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que naquele ano o estado tinha um total de 1.895,185 bovinos; 10.437 bubalinos; 124.716 equinos; 630.065 suínos; 2.492,388 caprinos; 2.478,072 ovinos; 12.027,245 galináceos; 538.165 codornas; e 488.780 vacas ordenhadas.
O município de São Bento do Una, no Agreste Central, se destaca pela criação de galináceos, sendo o maior produtor de carne de frango da região nordeste e o 5° maior produtor de ovos do país, e onde se realiza anualmente a Corrida da Galinha. No ano de 2016 a produção de ovos no estado totalizou 214.930 mil dúzias, já a produção de ovo-de-codorna totalizou 7.883 mil dúzias.
A região do Agreste Meridional tem ênfase na produção leiteira, correspondendo a maior bacia leiteira do estado e contribuindo na posição pernambucana de 8° lugar na produção nacional entre os outros estados. O estado tem indústrias ligadas à bacia leiteira, como a Laticínios Bom Gosto e Nestlé (em Garanhuns) e a Brasil Foods (BRF) no município de Bom Conselho. Em 2016 a produção de leite no estado alcançou o volume de 839.029 mil litros.
O Sertão do Araripe, no oeste do estado, composto por onze municípios é considerado o maior produtor de mel do país, tendo o município de Araripina o título de maior produtora de mel do Brasil, e contribuindo para a 8a colocação de Pernambuco na produção nacional. Essa região produz cerca de 75% de todo mel comercializado no estado. Em 2016, foram produzidos 372.100 quilos de mel.
Os resultados da aquicultura para 2016 foram a Carpa (1.500 quilos); Curimatã (1.100 quilos); Tambaqui (22.363 quilos); Tilápia (6.529 quilos); Traíra (25.000 quilos); Alevinos (8.100 milheiros); Camarão (2.245 quilos); e Larvas e pós-larvas de camarão (400 milheiros).
Extrativismo thumb|left|Remanscente de Mata Atlântica em uma região canavieira.
Segundo dados do IBGE para o ano de 2016, houve destaque na extração de Castanha-de-caju (683 toneladas); Umbu (373 toneladas); Carvão vegetal (7.080 toneladas); Madeira lenha (1.910.352 m³); Madeira tora (16.997 m³); Pequi (7 toneladas) e angico (24 toneladas).
O estado conta com uma reserva extrativista criada por Decreto Presidencial em 26 de setembro de 2007. A Reserva Extrativista Acaú-Goiana se localiza na divisa norte pernambucana com a Paraíba. A região é formada por 6.676,69 hectares de bioma marinho costeiro preservado, sendo cortado a norte pelo Rio Tracunhaém, que faz a divisa natural da reserva em território pernambucano e paraibano. A reserva foi criada com o objetivo de proteger os meios de vida ali presentes e ao mesmo tempo garantir, por meio de regulamentação, a captura de crustáceos por pescadores de povoados periféricos à unidade, como Carne de Vaca e Tejucupapo.
Mineração Com dados de 2014, Pernambuco produz cerca de 97% de todo o gesso consumido no Brasil. A matéria-prima para a produção de gesso é a gipsita, que é um minério muito abundante no país. As maiores reservas se concentram na Bahia (44%), no Pará (31%) e em Pernambuco (18%), porém, a porção de reserva que apresenta melhor condições de aproveitamento econômico se encontram na região do Araripe, especificamente nas divisas dos estados de Pernambuco, Piauí e Ceará.
Em 2009, a empresa pernambucana Casaforte Empreendimentos realizou estudos geológicos no município de Floresta, no vale do São Francisco e, a partir dele, desenvolveu tecnologia para possibilitar o processamento químico de Ilmenita destinado à produção de pigmento de dióxido de Titânio, utilizado na produção de tintas, plásticos, cosméticos e papéis, dentre outras. De acordo com a empresa, os recursos minerais são suficientes para sustentar a produção por mais de 70 anos. A capacidade inicial de produção está estimada em 60 toneladas de pigmento por ano, no entanto, com novos investimentos este volume poderia subir para 120 mil toneladas/ano após 5 anos do início das operações. O pontapé inicial na produção está previsto para ocorrer em 2019. A empresa ainda trabalha num projeto de aproveitamento de Ferro no município de Custódia, também no sertão.
Setor secundário thumb|direita|O Jeep Renegade é produzido na fábrica da FCA em Goiana. Na foto, embarque do Renegade no Porto de Suape. thumb|O principal empreendimento da indústria naval pernambucana é o Estaleiro Atlântico Sul, maior estaleiro do Hemisfério Sul.
A produção industrial pernambucana está entre as maiores do Norte-Nordeste. Se destacam as indústrias naval, automobilística, química, metalúrgica, de vidros planos, eletroeletrônica, de minerais não metálicos, têxtil e alimentícia.
Em 7 de novembro de 1978, uma lei estadual criou o Complexo Industrial e Portuário de Suape na região do porto homônimo, entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. Atualmente, Suape é o principal complexo industrial do estado.