Francisco Augusto Metrass (Santa Catarina, Lisboa, 7 de Fevereiro de 1825 – Funchal, 14 de Fevereiro de 1861) é considerado "o pintor mais romântico da sua geração".

Biografia thumb|Camões na Gruta de Macau, Museu de Arte Contemporânea, (Lisboa).|esquerdathumb|260x260px|Só Deus!, 1856, Museu do Chiado (Lisboa).

Filho de uma família abastada de origem napolitana,Nuno Saldanha: Francisco Metrass (1825-1861). Melancolia, Eros e Tanatos, p. 771. que se dedicava ao comércio de importação.

Era filho de Jerónimo Emiliano de Abreu Metrass, natural de Lisboa (batizado na igreja do Loreto), e de sua mulher Maria Isabel Metrass. Era neto de Francisco Metrass, um napolitano (natural da freguesia de Santa Maria della Catena) radicado em Portugal desde o reinado de D. Maria I. No entanto, por se encontrar em perigo de vida, Francisco Augusto Metrass foi batizado a 18 de maio de 1825 na freguesia de Santa Catarina, onde havia nascido na Rua do Poço dos Negros, a 7 de fevereiro de 1825, tendo sido registado na igreja de Nossa Senhora do Loreto apenas em 1829. Jerónimo Metrass era verificador da Alfândega de Lisboa e pretenderia que Francisco seguisse a vida empresarial, pelo que este frequentou a Aula do Comércio, mas sem qualquer aproveitamento. Em 1835, morre a mãe de Francisco, Maria Isabel Metrass, o que terá repercussões em toda a sua vida e obra artística.

Os seus primeiros estudos foram feitos na Academia das Belas Artes de Lisboa como aluno voluntário, para onde entrou em 1836, tendo como mestres Joaquim Rafael e António Manuel da Fonseca e como colegas Tomás da Anunciação, João Cristino da Silva e Manuel Maria Bordalo Pinheiro.

É contra a vontade do pai que conclui o curso de pintura de História em 1843. Estudou também em Roma a partir de 1844, com os pintores de origem alemã Johann Friedrich Overbeck e Peter von Cornelius do Grupo dos Nazarenos e tendo tido como companheiro de estudos outro artista português, Luís Pereira de Meneses.

De volta a Portugal, expõe no Palácio dos Lumiares a S. Roque e na Sala do Risco, mas, ignorado pelo público e pela crítica, decide vender os quadros e abrir uma “Casa de tirar retratos” no Cais do Sodré.

Acaba por vender toda a sua obra a um corretor de leilões, e com os lucros, foi para Paris, onde permanece até 1853. É nessa cidade que realiza um conjunto de pinturas significativas de temática histórica. Depois do regresso e com a técnica e a linguagem artística mais aperfeiçoada (estudou Rubens, Rembrandt e Van Dyck), o rei D. Fernando acaba por lhe comprar o quadro Camões na gruta de Macau.

Foi professor de pintura histórica em 1854, na Academia de Belas-Artes e colaborou na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865).

Metrass morreu com trinta e seis anos de idade, vítima de tuberculose, no hospital Princesa D. Maria Amélia, no Funchal.Francisco Metrass na Infopedia.Francisco Metrass no Dicionário Histórico.

Exposições Palácio dos condes de Lumiares Exposição filantrópica da Sala do Risco Exposição trienal de 1856 Exposição Universal de Paris (1855)

Lista de obras conhecidas Jesus acolhendo as crianças (1846) Família Sagrada Camões e o Jau Caravana atravessando o deserto Viúva junto do cadáver do esposo A Menina e a Pomba Leitura do romance A Rola dormindo Camões lendo "Os Lusíadas" Porta Estandarte (inacabado) O Juízo de Salomão (1850) Enterro de Cristo (1850) Cena campestre com pastor e figura feminina (1852) Camões na gruta de Macau (1853) Inês de Castro Pressentindo os Assassinos (1855) Nu de costas (1855) Só Deus! (1856) Últimos momentos de CamõesObras digitalizadas de Francisco Metrass na Biblioteca Nacional de Portugal.

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Categoria:Naturais de Lisboa Categoria:Pintores de Portugal do século XIX