José Maria Viana Dionísio (Lisboa, 6 de dezembro de 1922 — Lisboa, 8 de janeiro de 2003), foi um ator português, encenador e artista plástico. Trabalhou em teatro, cinema e televisão.
Biografia José Viana nasceu em Lisboa no dia 6 de Dezembro de 1922.
Começou aos 13 anos a desenhar para o jornal O senhor Doutor e O Século.
Foi posteriormente retocador de gravuras na casa Bertrand & Irmãos, Lda.
Em 1947 integra a 2ª Exposição Geral de Artes Plásticas, onde vê confiscado pelo regime o seu quadro.
Começa a sua carreira no teatro amador, na Sociedade Guilherme Cossoul, como cenógrafo e actor amador.
Estreou-se no teatro profissional em 1951, no Coliseu de Lisboa com a revista "Lisboa é Coisa Boa!".
Começou no cinema em 1953, com o filme O cerro dos enforcados, de Fernando Garcia.
Apresentou na RTP o programa infantil "Riscos e Gatafunhos" (1958), participando como ator em várias peças de teleteatro e programas de variedades.
Como pintor, expôs em Portugal e no estrangeiro. Numa das suas exposições, em Valladolid, na Galeria Velázquez, vendeu integralmente toda a coleção.
Foi casado com a atriz Juju Baptista. Voltou a casar na década de 1960, com a atriz Dora Leal.
Faleceu vítima de um acidente de automóvel, aos 80 anos, em 2003.
Distinções José Viana recebeu por seis vezes o Prémio Bordalo, ou Prémio da Imprensa, atribuídos pela Casa da Imprensa, metade deles como actor e a outra metade como autor, sempre na categoria "Teatro de Revista": Prémio Bordalo (1963), como actor, acompanhado pela actriz Aida Baptista, dos autores Fernando Santos e Nelson de Barros e da Companhia de Hermes Portela. Prémio Bordalo (1967), partilhado com Aníbal Nazaré e Eugénio Salvador, pela peça Pão, Pão, Queijo, Queijo, considerada "Melhor espectáculo". Nessa mesma ocasião seriam galardoados os actores Mariema e Raul Solnado. Dois Prémio Bordalo (1968), um como actor, acompanhado pela actriz Florbela Queiroz, e outro, como autor, novamente partilhado com Aníbal Nazaré e Eugénio Salvador, agora pela peça Grande Poeta é o Zé, considerada "Melhor espectáculo". Mais dois Prémio Bordalo (1970), um como actor na peça Pimenta na Língua, acompanhado desta feita pela actriz Maria do Céu Guerra, e outro, como autor, agora apenas repete parceria com Aníbal Nazaré, nesta ocasião pela peça Pimenta na Língua. Desta vez seria ainda premiado o cenógrafo Mário Alberto.
Em 1997 José Viana foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, a 9 de Junho.
Televisão (como ator) Também trabalhou em televisão tendo participado em vários programas, séries e telenovelas, entre elas: 1957 - A Loja da Esquina 1958 - Café Concerto 1958 - O Aniversário no Banco 1958 - O Festim de Baltazar 1958 - As Consultas do Dr. Mata 1960 - Porfírio, a Vítima 1962 - Romance na Serra 1966-1967 - Passatempo Infantil 1966-1967 - Melodias de Sempre 1967 - TV Clube 1979 - Quem é Quem 1980 - TV Show 1985 - Chuva na Areia 1987 - Ora Viva 1988 - Topaze 1990 - Dulcineia 1992 - Pós de Bem-Querer 1992 - Grande Noite 1993 - Ideias Com História 1993 - A Visita da Velha Senhora 1995 - Cabaret
Cinema Entre a sua filmografia encontram-se: 1954 - O Cerro dos Enforcados 1957 - Perdeu-se um Marido 1972 - O Recado 1976 - A Fuga 1986 - A Noite e a Madrugada 1989 - Máscara de Aço Contra Abismo Azul 1990 - A Ilha, Curta-metragem 1992 - Aqui D'El Rei! 1992 - Entre Mortos e Vivos, Curta-metragem 1992 - Viuvez Secreta, Curta-metragem 1993 - O Fim do Mundo 1997 - Morte Macaca, Curta-metragem 1998 - Senhor Jerónimo, Curta-metragem
Teatro
No teatro participou em diversos espectáculos, entre eles: 1958 - Vinho Novo - Teatro ABC 1959 - Mulheres à Vista! - Teatro ABC 1959 - Delírio em Lisboa - Teatro ABC 1960 - Revista é Sempre Revista - Teatro Variedades 1961 - O Trunfo É Espadas! - Teatro ABC 1962 - Saúde e Totobola! - Teatro ABC 1962 - Com Sal e Pimenta... - Teatro ABC 1963 - Haja Alegria! - Teatro Maria Vitória 1963 - Elas São o Espectáculo - Teatro Variedades 1964 - O Pecado Mora ao Lado - Teatro Avenida 1965 - Dá-lhe Agora - Teatro ABC 1966 - Esta Lisboa Que Eu Amo - Teatro Monumental 1967 - Pão, Pão, Queijo, Queijo - Teatro Maria Vitória 1968 - Grande Poeta é o Zé - Teatro Maria Vitória 1969 - Mãos à Obra! - Teatro Maria Vitória 1970 - O Prato do Dia! - Teatro Maria Vitória 1970 - Pimenta na Língua! - Teatro Maria Vitória 1972 - Ora Bolas P'ró Pagode - Teatro Capitólio 1972 - Sua Excelência O Pendura - Teatro Villaret 1973 - Simplesmente Revista - Teatro Capitólio 1975 - Ó Pá, Pega na Vassoura! - Teatro Variedades 1977 - A Grande Jogada! - Academia Almadense/Teatro Capitólio 1977 - Atira o Barrete ao Ar! Academia Almadense/Voz do Operário 1978 - A Amiga Gorda - Teatro Laura Alves 1984 - O Zé Aguenta o Barco! - Digressão 1987 - Ora Viva (o espetáculo) - Digressão 1988 - Festa no Parque - Teatro Variedades
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