thumb|upright=1.5|Menglöð sentado com as nove donzelas, incluindo Eir, em Lyfjaberg (1893) por Lorenz Frölich.

Na mitologia nórdica, Eir (nórdico antigo "ajuda, misericórdia")Orchard (1997:36). é uma deusa e/ou valquíria associada a competências medicinais. Eir é mencionada na Edda poética, compilada no século XIII a partir de antigas fontes tradicionais; na Edda em prosa, escrita no século XIII por Snorri Sturluson; e na poesia escáldica, incluindo as inscrições rúnicas de Bergen, Noruega a cerca de 1300. Estudiosos têm especulado sobre se estas três fontes se referem ou não à mesma figura, questionando se Eir pode ou não ter sido originalmente uma deusa da cura e/ou uma valquíria. Outrossim, Eir tem sido teorizada como uma forma da deusa Frigg e tem sido comparada com a deusa grega Hígia (Hygieia).

Edda poética No poema Fjölsvinnsmál, Fjölsviðr encontra-se uma lista de donzelas que servem a Menglöð — entre elas Eir —, e relata que todas se encontram sentadas na colina Lyfjaberg (em nórdico antigo, «colina da cura»Bellows, Henry Adams (Trad.) (1923). The Poetic Edda: Translated from the Icelandic with an introduction and notes by Henry Adams Bellows. New York: The American-Scandinavian Foundation, p. 248 ou «montanha da cura».Simek, Rudolf (2007) translated by Angela Hall. Dictionary of Northern Mythology. D.S. Brewer. ISBN 0-85991-513-1 p. 198 A seguir, o dialogo entre o herói Svipdagr e Fjölsviðr que menciona Eir: Tradução de Henry Adams Bellows: Svipdag diz: "Agora responda, Fjolsvith, à pergunta que te faço, A verdade que deveria saber agora: Que donzelas são as que sobre os joelhos de Mengloth Estão sentadas tão complacentes e próximas?"

Falda de Fjolsvith: «Hlif é o nome de uma, Hlifthrasa de outra, Thjothvara chamam à terceira; Bjort e Bleik, Blith e Frith, Eir e Aurboða.»Bellows, Henry Adams (Trans.) (1923). The Poetic Edda: Translated from the Icelandic with an introduction and notes by Henry Adams Bellows. New York: The American-Scandinavian Foundation, p. 248–249Tradução de Benjamin Thorpe: Vindkald. Diz-me, Fiolsvith! etc., Como se chamam estas donzelas, que se sentam sobre os joelhos de Menglod juntas em harmonia?

Fiolsvith. Hlif chama-se a primera, a segunda Hlifthursa, a terceira Thiodvarta, Biort e Blid, Blidr, Frid, Eir e Orboda.Thorpe, Benjamin (Trans.) (1907). The Elder Edda of Saemund Sigfusson. Norrœna Society, p. 100 Após o dialogo, Svipdagr pergunta se estas donzelas ajudariam se celebrassem blóts em seu favor. Fjölsviðr responde afirmativamente a Svipdagr: Fjolsvith: «Pronta ajuda a todos os que oferendas dão Nos elevados altares sagrados; E se perigo eles veem para os filhos dos homens, Então todos os dias do mal eles guardam.»Bellows, Henry Adams (Trad.) (1923). The Poetic Edda: Translated from the Icelandic with an introduction and notes by Henry Adams Bellows. New York: The American-Scandinavian Foundation, p. 249Fiolsvith. A cada verão que os homens lhes oferecem, no lugar sagrado, nenhuma grande peste chegará aos filhos dos homens, pois estarão livres de perigo.Thorpe, Benjamin (Trad.) (1907). The Elder Edda of Saemund Sigfusson. Norrœna Society, p. 100

Edda prosaica Em Gylfaginning (35), a figura de Hár fornece breves descrições de 16 ásynjur. Hár cita Eira como sendo a terceira e menciona que «é uma excelente médica».Faulkes, Anthony (Trad.) (1995). Snorri Sturluson: Edda. First published in 1987. London: Everyman. ISBN 0-460-87616-3 p. 29 No capítulo 75 do livro Skáldskaparmál da Edda em prosa, Eir áparece numa lista de nomes de valquírias, mas não é relatada como uma das ásynjur no mesmo capítulo.Faulkes, Anthony (Trad.) (1995). Snorri Sturluson: Edda. First published in 1987. London: Everyman. ISBN 0-460-87616-3 p. 157

Poesía escáldica e inscripciones rúnicas Na poesia escáldica, o nome Eira é frequentemente usado como kenning para as mulheres. Um exemplo é Eir aura («Eira das riquezas»), que aparece na Saga de Gísla Súrssonar.Olsen, Karin (1996). "Woman-kennings in Gísla Saga" as collected in Stanley, Gerald Eric. Toswell, M. J. (1996). Studies in English language and literature: "Doubt Wisely": Papers in Honour of E. G. Stanley. Routledge. ISBN 0-415-13848-5 p. 270 Este mesmo nome é empregue de igual modo na obra dos poetas do século X Kormákr Ögmundarson e Alfredo, o Poeta Perturbado.Jónsson, Finnur (1931). Lexicon Poeticum. København: S. L. Møllers Bogtrykkeri, p. 104

Eira aparece também nas inscrições rúnicas de Bryggen, escritas sobre uma vara em Bergen, Noruega que remonta à década de 1300. A vara insculpe uma transação mercantil seguido de um verso de um escriba descontente: Sensata Vár do fio [«mulher de filigranas», que significa «sábia mulher enjoiada»] faz (-me) manter sentado infeliz. Eir [mulher] do chão de cavalas [como que ouro] consomem amiúde o sono de mim.Macleod, Mindy. Mees, Bernard (2006). Runic Amulets and Magic Objects. Boydell Press. ISBN 1-84383-205-4 p. 59 Mindy Macleod e Bernard Mees postulam que a inscrição significa «as mulheres tornam-me miserável» ou possivelmente «o casamento torna-me miserável», enquanto que a segunda linha significa que «a mulheres tiram-me o sono».

O nome é frequentemente utilizado como kenning para as mulheres nas rímur poéticas.Jónsson, Finnur (1926–28). Ordbog til de af samfund til udg. af gml. nord. litteratur udgivne rímur samt til de af Dr. O. Jiriczek udgivne bósarimur. København: J. Jørgensen & Co., p. 74

Bibliografia

Categoria:Valquírias Categoria:Ásynjur