Júlio José de Pinho Isidro do Carmo ComIH • GCM (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 5 de janeiro de 1945) é um locutor de rádio e apresentador de televisão português.

Percurso Filho de José Sesinando Mantero da Silva Isidro do Carmo (Lisboa, 4 de Setembro de 1911 - ?) e de sua mulher Brígida da Silva de Pinho (14 de Julho de 1920 - 2007). É pai de Inês, fruto do primeiro casamento e de Mariana e Francisca, filhas de Sandra Barros. https://sic.pt/programas/altadefinicao/videos/2026-01-03-video-julio-isidro-fala-da-relacao-com-as-filhas-sou-um-pai-conservador-nao-nego-isso-297803fa#:~:text=Tem%20uma%20carreira%20que%20considera%20sem%20fracassos,Sandra%20Barros%2C%20com%20quem%20est%C3%A1%20casado%20h%C3%A1

1960-1970 Na sua infância, Júlio Isidro morava nas Avenidas Novas, perto da antiga Feira Popular, onde se fizeram as primeiras sessões experimentais da RTP, a que assistiu.http://www.vip.pt/inveja-e-de-longe-o-maior-defeito-dos-portugueses-0

A sua primeira ida à televisão foi na qualidade de elemento do coro do Liceu Camões.

Pouco tempo depois de completar 15 anos, no dia 16 de janeiro de 1960, estreava-se na RTP, coapresentando o Programa Juvenil; outros apresentadores deste programa eram João Lobo Antunes, Maria João Avillez e Lídia Franco. O nome Júlio Isidro do Carmo apareceu no genérico durante algumas semanas mas depois disseram-lhe que era muito comprido.

Até 1966 seria apresentador no Programa Juvenil e no Programa Infantil. Em 1968 começou a trabalhar no Rádio Clube Português à noite, apresentando noticiários, enquanto durante o dia exercia a sua atividade profissional como delegado de informação médica.

A cumprir o serviço militar no Exército foi instrutor de vários cursos de fotografia e cinema e realizou diversos documentários sobre as forças armadas. Ganhou uma Menção Honrosa no Festival de Cinema Militar, em Versailles, com o filme "Portugal e a Cartografia" http://arquivo.pt/wayback/wayback/id87669748index0?pos=135&l=pt&sid=C663EFF7C498395ECA732307532ED7F8

1971-1979 Confessa que o trabalho que mais gostou de fazer na vida foram os noticiários do Rádio Clube Português, onde o 25 de Abril o encontrou especializado na «técnica da metáfora», e na saudade desses tempos diz que «ainda hoje o melhor que se faz por aí é uma tentativa de fazer rádio pelo menos tão boa como antigamente». (in Expresso 22 de abril de 1989) Sai do Rádio Clube Português em 1975.

O Fungagá da Bicharada foi um programa de televisão de grande sucesso nos anos de 1974 a 1976. Foram produzidas quatro séries de 13 programas cada. Foi apresentado em conjunto com Cândida Branca Flor e contou com a contribuição musical de José Barata-Moura e outros músicos. Em outubro de 1976 passou a ser também uma revista de banda desenhada, de periodicidade quinzenal, com direção do próprio Júlio Isidro.

Em Arte & Manhas (1977-1978), na RTP, adotou a personagem "Tio Julião" e pôs em prática o seu gosto pelas artes manuais. 1978 é o ano de Jardim Jaleco em colaboração com Carlos Mendes e Joaquim Pessoa.

1980-1989 Além de diariamente apresentar Grafonola Ideal, onde colaboraram nomes como Mário Viegas, propôs um novo tipo de programa para os sábados, o Febre de Sábado de Manhã que era uma grande festa de três horas em direto. É convidado por Maria Elisa Domingues a transpor o formato para a televisão. Nasce assim o programa O Passeio dos Alegres.

Nas tardes de fim-de-semana da RTP obtém grande sucesso com programas como O Passeio dos Alegres, Festa é Festa (aos sábados) e A Festa Continua. Em todos havia momentos musicais, passatempos, entrevistas ligeiras e momentos de humor.

Em 8 de abril de 1985 aparece com o programa Arroz Doce (que inicialmente era para se chamar "Amigo Público"), desta vez nas noites de segunda-feira. O estúdio era uma sala de estar e a porteira do prédio era Eunice Muñoz. Era designado pelo seu autor como "Talk e Humour Show". O programa, que tinha no "Pau de Canela" o seu órgão de informação, não teve, contundo, grande adesão.

A partir de 1986 e até 1989 apresentou o Clube dos Amigos Disney, em conjunto com Manuela de Sousa Rama, um formato inovador em termos europeus e que o levou a ser convidado para colaborar com a Disney, concebendo espetáculos além-fonteiras. Lança entretanto o livro "Histórias do Tio Julião".

Esteve nos Estados Unidos, onde estudou realização e produção televisiva na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Colabora ainda com a revista TV Guia com entrevistas e artigos sobre Hollywood.

Colabora depois na conceção da TV-Geste, da qual seria diretor-geral.

1990-1999 Em 1990 apresenta e produz o programa "Oito e Oitenta". Ainda nesse ano apresenta "Regresso ao Passado", onde Dulce Pontes e Tó Leal são alguns dos cantores residentes.

Colabora com a Telecine e funda a "JIP - Júlio Isidro Produções". Em 1991 produz e apresenta o programa E.T. - Entretenimento Total. Ainda nesse ano produz o programa Mistura Fina, apresentado por Ana Maria Lucas.

Em meados da década de 1990, passou para o canal privado de televisão TVI. Em 1993 apresenta o programa Sons do Sol. No ano seguinte apresenta programas como Clips & Spots, Domingo Gordo, Luzes da Ribalta e 1001 Tardes.

Seguem-se, ainda na TVI, os programas Dar que Falar (1995) e o concurso Olhó Popular (1996).

Em 1997 regressa à RTP para comandar os programas Antenas no Ar (sobre os 40 anos da televisão em Portugal). De 1997 a 2000 apresenta Jardim das Estrelas na RTP1. Apresenta também o programa "O Amigo Público" (1998/9).

2000-presente Numa emissão especial do programa Jardim de Estrelas, seis horas em direto, no dia 16 de janeiro de 2000, através da RTP1 e RTP África, foram festejados os 40 anos de atividade televisiva de Júlio Isidro. Em 2000 apresenta na RTP1 o concurso Agora é Que São Elas e na RTP2 o magazine A Outra Face da Lua. Em 2001 estreou na RTP1 os programas Tributo a e Entrada Livre.

O programa O Passeio dos Alegres - 20 Anos Depois não obteve o sucesso das emissões originais.

Em 2006 é feita uma festa de comemoração dos 25 anos do programa "Febre de Sábado de Manhã" que se realizou no Porto e em Lisboa. Também foi lançado um triplo CD.http://discodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=17194 A Sociedade Portuguesa de Autores realiza também uma homenagem que pretendia destacar o contributo de Júlio Isidro para a defesa e divulgação da música portuguesa e que contou com o contributo de Luís Filipe Costa, José Jorge Letria e Nunes Forte, que acompanharam a evolução da sua carreira.http://arquivo.pt/wayback/20060220161654/http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1248413 A 17 de janeiro desse ano, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. A 23 de novembro de 2020, foi agraciado com o grau de Grã-Cruz da Ordem do Mérito.

Faz pequenas rubricas para os programas Praça da Alegria e Portugal no Coração. Apresenta ainda alguns dos programas comemorativos dos 50 anos da RTP. É um dos apresentadores do programa Portugal no Coração. É convidado especial dos Gato Fedorento no programa É Uma Espécie de Reveillon.

Apresenta na RTP o programa Quarto Crescente. Faz vários programas para a RTP Internacional.

Em 2016 apresenta o programa Inesquecível. Colabora também no programa Traz P'ra Frente, ambos na RTP Memória.

Nos anos de 2017, 2018 e 2019 é nomeado presidente do júri do Festival RTP da Canção 2017, Festival RTP da Canção 2018 e Festival RTP da Canção 2019.

Televisão São vários os programas em que participou (como autor, apresentador, realizador ou produtor) que marcaram a televisão portuguesa:

RTP Programa Juvenil e Programa Infantil (1960-1966) O Fungagá da Bicharada (1974-1976) Arte e Manhas (1977-1978) O Passeio dos Alegres (1980-1982) Festa É Festa (1982-1983) A Festa Continua (1983-1984) Arroz Doce (1985-1985) Clube Amigos Disney (1986-1989) Oito e Oitenta (1990) Regresso ao Passado (1990-1991) E.T. - Entretenimento Total (1991-1992) Antenas no Ar (1997) Jardim das Estrelas (1997-2000) Amigo Público (1998-1999) A Outra Face da Lua (2000) Agora é que são Elas (2000) Entrada Livre (2001) Estúdio 5 (2002) O Passeio dos Alegres - 20 Anos (2002) Tributo a...' (2003) Portugal no Coração (2006-2007) Quarto Crescente (2008-2009) Inesquecível (2010-) Verão Total (2014) Agora Nós (2015) (2 emissões como apresentador substituto) Traz P'ra Frente (2015-presente) Festival RTP da Canção 2017 (2017) (como presidente do júri) Festival RTP da Canção 2018 (2018) (como presidente do júri) Festival RTP da Canção 2019 (2019) (como presidente do júri) Retratos de Abril (2019) (apresentador ao lado de Sílvia Alberto Apresentou ainda eventos especiais, como a Gala dos 50 anos da ONU, o espetáculo do 30.º Aniversário da RTP1, a inauguração da RTP África e RTP Internacional, a Gala FIFA (1997) e o Especial Natal: Missão Continente emitido dia 13 de dezembro de 2015.

TVI Sons do Sol (1993-1994) Marchas Populares de Lisboa (1994) Clips & Spots (1994) Domingo Gordo (1994) Mil e Uma Tardes (1994) Luzes da Ribalta (1994-1995) Dar que Falar (1995-1996) Olhó Popular (1996-1997)

Rádio Trabalhou no Rádio Clube Português (RCP) entre 1968 e 1975. Na Rádio Comercial foi autor e apresentador de programas de sucesso como "CDC - Clube das Donas de Casa", "Grafonola Ideal" e "Febre de Sábado de Manhã".

No programa "Grafonola Ideal" começaram a fazer emissões no exterior. Passou depois para um programa ao vivo onde eram divulgadas e estreadas novas bandas. O programa "Febre de Sábado de Manhã" durou de 1981 até 1985. O primeiro espetáculo foi no "Noite e Dia", onde fizeram um concurso de noivos. Depois passou para o "Nimas".

Colaborou recentemente com a Antena 1, onde teve uma rubrica diária e que depois passou a programa semanal A Ilha dos Tesouros, onde passava músicas do tempo do vinil.

Atualmente apresenta ao lado de Paulino Coelho o programa Hotel California na Rádio Renascença https://rr.sapo.pt/area/36/hotel_california

Escrita A sua atividade estendeu-se também à imprensa escrita, publicidade e música (autor de poemas para canções com três álbuns editados).

O "Tio Julião e os seus sobrinhos" são as personagens centrais de várias histórias publicadas no extinto jornal Horas. Em "É Tudo Primos e Primas", o autor reuniu as suas histórias prediletas, o que permite "conhecer uma família muito especial, onde reina a solidariedade, a amizade e a brincadeira. Os primos e primas são a Mariana, a Francisca, o Lourenço, o Max e o Xavier, heróis de histórias comuns a todas as crianças e à maioria das famílias".

"São histórias simples, que descrevem situações comuns a todas as crianças e à maioria das famílias e que se baseiam na observação que o autor faz de certos ditos e feitos de alguns adultos e de certos gestos dos mais pequenos que tantas vezes são um bom exemplo para os mais crescidos".

Livros infantis publicados:

Histórias do Tio Julião (D. Quixote, 1989) Juliana das Farturas (D. Quixote, 1990) É Tudo Primos e Primas (Edições Asa, 2004) Ideias Giras (Edições Asa, 2005) O Planeta de Cristal (Edições Asa, 2006) 100 Histórias para Contar e Sonhar (Edições Asa, 2006) A Nossa Televisão (Desde os Avós até Nós!) (Asa, 2007) O Palácio da Animação (Asa, 2008) ilustração Inês do Carmo A Nova Arca de Noé (Asa, 2009) ilustração Inês do Carmo 50 Anos! 50 velas!'' (Asa, 2010) ilustração Inês do Carmo

Não se dedica apenas aos livros infantis. "Conto Final Parágrafo" é uma espécie de biografia do seu tempo.

O Programa Segue Dentro de Momentos (Autobiografia, Marcador, 2016)

Homenagens Em 16 de janeiro de 2020, Júlio Isidro foi galardoado com a Medalha de Mérito Cultural da República Portuguesa.Cf. Despacho n.º 6885/2002, de 3 de julho.

Em 23 de novembro de 2020 foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito.

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