Fahrenheit 451 () é a adaptação cinematográfica do romance homônimo de Ray Bradbury, dirigida por François Truffaut em 1966. A trilha sonora é de Bernard Herrmann (compositor favorito de Alfred Hitchcock), e a direção de fotografia de Nicolas Roeg.

Sinopse Num futuro hipotético, os livros e toda forma de escrita são proibidos por um regime totalitário, sob o argumento de que fazem as pessoas infelizes e improdutivas.

Se alguém é flagrado lendo é preso e "reeducado". Se uma casa tem muitos livros e um vizinho denuncia, os "bombeiros" são chamados para incendiá-la. Montag é um desses bombeiros. Chamado para agir numa casa "condenada", ele começa a furtar livros para ler. Seu comportamento começa a mudar, até que sua mulher, Linda, desconfia e o denuncia. Enquanto isso, ele mantém amizade com Clarisse, uma mulher que conhecera no metrô.

Ela o incentiva e, quando ele começa a ser perseguido (e morto, segundo a versão divulgada na TV pelo governo), ela o leva à terra dos homens-livro, uma comunidade formada por pessoas que memorizavam seus livros e também eram perseguidas. Essas pessoas decoravam os livros, para publicá-los quando não fossem mais proibidos, e os destruíam.

Elenco Ator/atriz Personagem Oskar Werner Guy Montag Julie Christie Clarisse / Linda Montag Cyril Cusack Capitão Beatty Anton Diffring Fabian Jeremy Spenser Homem com a maçã Gillian Aldam Mulher judoka Ann Bell Doris Arthur Cox Enfermeiro Kevin Elder Robert Joan Francis Telefonista Arthur Haynes Homem do trem com computador Caroline Hunt Helen Edward Kaye Homem judoka Mark Lester Escolar #2

Principais prêmios e indicações BAFTA 1967 (Reino Unido) Indicado na categoria de melhor atriz (Julie Christie).

Festival de Veneza 1966 (Itália) Foi indicado ao prêmio Leão de Ouro

Hugo Indicado Categoria Melhor Apresentação Dramática

Produção Os créditos iniciais do filme não são escritos, mas narrados, para antecipar o clima de leitura proibida. Nesse momento, são mostradas várias antenas de TV nas casas. O ator Oskar Werner se desentendeu com o diretor, e mudou o cabelo na última cena só para gerar um erro proposital de continuidade. Entre as obras queimadas durante uma ação dos bombeiros, podem-se ver Fahrenheit 451 — o livro que deu origem ao filme — e a revista Cahiers du Cinéma, revista na qual o diretor escrevia. Um diálogo entre Montag e seu superior no esquadrão:

Fahrenheit 451 é uma referência à temperatura de queima do papel. Este é o único filme em inglês e o primeiro em cores de Truffaut.

Ligações externas

Cartaz do filme Imagens do filme Fahrenheit 451 no IMDb

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