O Nacional Atlético Clube, comumente conhecido como Nacional de Patos, é um clube de futebol brasileiro sediado na cidade de Patos, no estado da Paraíba, participando de diversas edições do Campeonato Paraibano de Futebol desde 1965, competindo atualmente na primeira divisão do referido torneio, mas também disputando torneios de base com suas equipes sub-15, sub-17 e sub-20. Fundado em 23 de dezembro de 1961, suas cores oficiais são o verde e o branco, com uma rica história no futebol paraibano, o clube tem como mascote o "Canário do Sertão", refletindo sua identidade regional e sendo um dos mais tradicionais da região.
Desde sua fundação, por funcionários federais que trabalhavam na cidade, o Nacional de Patos tem sido uma força competitiva nos campeonatos estaduais da Paraíba, conquistando títulos e construindo uma base sólida de torcedores apaixonados. O clube possui como principais títulos o Campeonato Paraibano de 2007, tendo também conquistado o título de 2008 da Copa Paraíba e a Segunda Divisão do Campeonato Paraibano de 2017, cujas realizações demonstram a relevância e contribuição do clube para o cenário esportivo local.
O Nacional de Patos realiza suas partidas de futebol no Estádio José Cavalcanti (JC), com capacidade para receber até 8 mil torcedores, ocorrendo momentos históricos do clube, que tem como maiores rivais o Esporte Clube de Patos, os quais disputam o Clássico Patoense, além de Atlético Cajazeirense de Desportos e o Sousa Esporte Clube.
História Fundação e época amadora O clube foi fundado em 23 de dezembro de 1961 por funcionários federais que trabalhavam na cidade, notadamente os da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, sendo o senhor José Geraldo Dinoá Medeiros, o seu fundador e primeiro Presidente do clube, cuja relação entre os funcionários que fundaram o clube e as siglas em comum de seus órgãos deram o nome ao clube: "Nacional". As cores da equipe patoense foram o verde e o amarelo, em alusão à bandeira nacional, embora que ao mudar de amador para profissional, o Nacional precisou modificar as cores, dado que uma norma da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) na época não permitia que clubes profissionais possuíssem camisa na mesma cor que a da seleção brasileira, dessa forma, a equipe adotou as atuais cores verde e branco.
Como clube amador, o Nacional disputou suas primeiras partidas no velho campo do Colégio Estadual, atual Escola Monsenhor Manuel Vieira, sendo sua primeira partida realizada contra o Botafogo de João Pessoa, cujo placar terminou desfavorável ao Nacional pelo agregado de , o gol de consolação do Nacional foi marcado pelo atacante "Espedito do Correio", logo, primeiro gol da história do clube. Foi também no Campo do Colégio Estadual que em 14 de abril de 1963 realizou-se a primeira partida do Clássico Patoense envolvendo as equipes rivais do Nacional e Esporte, tendo ela terminado com vitória de virada do Esporte por .
Profissionalização e torneios nacionais miniaturadaimagem|280px|esquerda|Estádio José Cavalcanti Ao buscar a profissionalização, o clube mudou o seu local de jogos, passando a realizar suas partidas no Estádio Municipal José Cavalcanti, também em Patos, cuja partida de inauguração do referido estádio, em 1964, uma partida entre a equipe do Nacional contra o Esporte de Patos terminou com o placar de favorável à equipe nacionalina. No ano de 1965, já como clube profissional, o Nacional iniciou suas participações no Campeonato Paraibano, assim como também o Esporte de Patos, seu maior rival, essa participação no campeonato estadual deu-se de forma regular a partir de então, exceto em algumas temporadas em que a equipe ficou de fora, seja por abandono do campeonato ou por punição, a exemplo das temporadas do estadual de 1970 e 1971, cujo retorno deu-se em 1972, época em que o plantel ficou conhecido como "Moleques da Rua da Baixa", uma tradicional rua de Patos, que formou boa parte dos jogadores daquele período, daquele ano em diante, o Nacional se fez presente em todas as edições do Campeonato Paraibano até a temporada de 1995, as quais quase sempre esteve na metade superior da classificação geral.
No ano de 1975, o Campeonato Paraibano foi concluído de maneira incomum, com a Federação Paraibana de Futebol (FPF) declarando Botafogo e Treze como campeões, contudo, um problema iniciado após a escalação do jogador Dadinha na partida entre Nacional e Campinense iniciou uma disputa sobre o campeão daquela temporada. O Campinense, ganhou os pontos da derrota frente ao Nacional por , porém, no ano seguinte, o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) mudou sua decisão anterior e decidiu que o Campinense deveria ser declarado o vencedor da partida, visto que Dadinha havia sido expulso na partida anterior, e portanto, suspenso automaticamente por determinação do Conselho Nacional de Desportos (CND), ainda assim, o Nacional recorreu ao "supertapetão" da CBD, no qual a revista Placar publicou:
Em 14 de março de 1976, em partida válida pelo Paraibano daquele ano, o Nacional venceu o Esporte por , sendo até hoje a maior goleada a favor do time canarinho na história do clássico, dois anos mais tarde, o clube viria a ser vice-campeão paraibano pela primeira vez, ao ser superado pelo Botafogo de João Pessoa na grande final. A regularidade do clube obtida na década de 1970 garantiu a participação em seus primeiros torneios organizados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a exemplo do Torneio Incentivo, cujo Verdão Maravilha sagrou-se campeão por cinco vezes consecutivas: 1977, 1978, 1979, 1980 e 1981.
O clube concluiu as temporadas do Estadual de 1989, 1990 e 1991 na segunda posição, classificando-se para as disputas do Brasileirão da Segunda Divisão e tornando-se o primeiro clube do Sertão da Paraíba a disputar o torneio, embora tenha sido eliminado ainda na primeira fase, concluindo o campeonato na 49.ª posição entre entre 96 participantes. Em meados da década de 1990 o Nacional começou a apresentar irregularidades nas disputas do campeonato estadual, não estando presente nas edições de 1996 nem em 2003 e nas demais edições que participou, muitas vezes lutou para não ser rebaixado, numa má fase que durou até a temporada de 2004, quando no final daquele ano o ex-atleta do clube, José Ivan dos Santos, mais conhecido como "Zé Ivan", assumiu a presidência do clube o qual passou a realizar campanhas de destaque no campeonato estadual, sendo que já na temporada de 2005 o clube alcançou uma campanha com 7 vitórias consecutivas, conquistando novamente o vice estadual e garantindo também vaga na Série C do Campeonato Brasileiro daquele mesmo ano.
Época de ouro thumb|200px|direita|Troféu do Paraibano 2007 Com uma base sólida o Nacional conseguiu pela primeira e única vez o título estadual em 2007, cuja campanha começou com o clube sendo campeão do 1.º turno derrotando o Sousa na final e ganhando o direito de enfrentar o vencedor do segundo turno, no caso, o Atlético Cajazeirense, em uma final disputada em dois jogos, cujo placar de foi favorável ao Atlético na primeira partida realizada em Cajazeiras e um histórico no jogo de volta, ocorrido no Estádio José Cavalcanti, em Patos, para um placar agregado de a favor do Verdão Maravilha, que assegurou o título histórico para o clube e para a cidade. Além do título, o Nacional concluiu o Paraibano 2007 com o artilheiro da competição: Edmundo, tendo marcado um total de 18 gols.
O título estadual de 2007 garantiu vaga para o Canário do Sertão na Série C do Campeonato Brasileiro daquele mesmo ano, cuja participação foi destacada, com o clube conseguindo chegar à fase final e concluir o campeonato em 8.º lugar, prejudicado na última fase por ter que disputar suas partidas no Estádio "Amigão", em Campina Grande, e mesmo não conseguindo ser promovido de divisão, a campanha do Nacional em 2008 obteve resultados de destaque, a exemplo de uma vitória frente ao Bahia por . O triunfo no campeonato estadual em 2007 também deu ao Nacional o direito de disputar a Copa do Brasil de 2008, sendo a primeira participação do clube no evento, cuja presença findou ainda na fase inicial, após perder para o Internacional de Porto Alegre, em Patos, pelo placar de .
No segundo semestre também de 2008, o clube disputou a Copa Paraíba, conseguindo erguer a taça por antecipação e garantindo vaga na Copa do Brasil de 2009, sendo que na segunda participação do clube no referido torneio, o adversário foi outro conhecido clube, o Fluminense do Rio de Janeiro, desta vez, a partida foi realizada no Estádio "Almeidão" em João Pessoa, em uma partida bem disputada, o clube paraibano perdeu por na partida de ida e foi derrotado por no jogo de volta, realizado no estádio do Maracanã. No primeiro turno do Campeonato Paraibano de 2009, o Nacional conseguiu uma destacada vitória sobre o Esporte pelo placar de , sendo uma das maiores goleadas a favor da equipe nacionalina no clássico, cuja boa fase também era observado na base do clube, apelidada de "Nacionalzinho", que apresentava boas campanhas em torneios estaduais, resultando na participação da equipe sub-20 na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2011, sendo a primeira participação do clube no torneio e único representante do estado naquela temporada da competição.
Descenso e retorno à elite Nos anos seguintes o clube não conseguiu destaque como nos anos anteriores, em 2014 abandonou a disputa de Campeonato Paraibano alegando motivos financeiros e foi automaticamente rebaixado, fato inédito na história do clube, em 2015 com a nova diretoria comandada pelo Presidente Alisson Nunes até teve um bom começo de pré-temporada, goleando por o selecionado de Monteiro no JC, mas para a disputa inédita da Segunda Divisão do Paraibano teve uma campanha razoável sendo eliminado nos pênaltis pelo Paraíba de Cajazeiras pelo placar de , após ter vencido o primeiro jogo por em Patos e perdido pelo mesmo placar no Perpetão, dando adeus à competição na fase de quartas de final. Na temporada de 2016 da Segunda Divisão, o clube chegou mais perto de conquistar a vaga, porém, acabou perdendo as duas partidas da semifinal para o Internacional e foi obrigado a adiar o sonho do retorno à elite estadual. miniaturadaimagem|300px|esquerda|Desempenho do Nacional no Paraibano
Em 2017, o clube montou uma equipe mais forte, que acabou conseguindo o título da Segunda Divisão estadual, marcando seu retorno à elite do futebol paraibano, desde então, o clube disputa a Primeira Divisão do futebol paraibano, apresentando algumas campanhas regulares e em 2019, após uma boa fase de grupos, chegou às semifinais do Campeonato Paraibano, sendo eliminado pelo Botafogo-PB, terminando em 4.º lugar geral na competição. Em 2022, o clube começou o ano com uma crise interna, e após uma reviravolta, conseguiu se acertar e fez uma ótima campanha, terminando em 2.º lugar do grupo B, com 13 pontos, avançando assim à 2.ª fase do Campeonato Paraibano, por ter melhor campanha, decidiu a 2.ª fase em casa, contra a equipe do São Paulo Crystal, onde saiu com um triunfo de , avançando de fase garantindo vaga para o Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D de 2023, voltando assim a disputar uma competição de nível nacional após 16 anos, a posição obtida no estadual também assegurou oportunidade de disputar vaga para a primeira fase eliminatória da Copa do Nordeste, contudo, o clube desistiu da disputa e deu a vaga ao Sousa.