Leonardo da Silva Moura (Niterói, 23 de outubro de 1978), mais conhecido como Léo Moura, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como lateral-direito.

Eleito por quatro vezes seguidas o melhor lateral-direito do Campeonato Brasileiro, fez história com a camisa do , clube pelo qual atuou durante 10 anos. Também teve passagens pelos outros três grandes clubes do Rio de Janeiro, além de outras grandes equipes, como , e Grêmio.

Atualmente, mantém uma ONG chamada Instituto Leo Moura, que atua no Rio de Janeiro e em Macapá. Em janeiro de 2022, foi revelada a destinação de R$41,6 milhões do orçamento secreto para sua ONG, maior valor dentro da Secretaria Especial do Esporte do governo federal. A destinação ocorreu após atuação do deputado Luiz Lima e do senador Davi Alcolumbre.

Carreira Início Começou sua carreira jogando nas categorias de base do e por empréstimo foi para as categorias de base do Linhares, do Espírito Santo, quando ainda atuava como meio-campista.

Germinal Beer e ADO Den Haag Contudo, antes de se profissionalizar pelo Botafogo, acabou sendo negociado com o Germinal Beer, da Bélgica.

Uma temporada mais tarde, ou seja, em 2000, seguiu para o ADO Den Haag, time holandês, no qual teve sua primeira experiência como ala.

Retorno ao Botafogo Já no segundo semestre de 2001, retornou ao Botafogo para a disputa do Campeonato Brasileiro daquele ano, vindo ocupar uma vaga no meio-campo. Contudo, uma lesão, próximo a sua estreia, fez com que ele perdesse sua posição no time e, com isso, no decorrer do campeonato, acabou retornando à equipe titular, jogando na lateral-direita.

Seu bom desempenho, como lateral, enfim parecia ter resolvido o problema do Fogão naquela posição, carente de um bom jogador desde que César Prates havia deixado de jogar pelo clube em 1999.

Vasco da Gama e Palmeiras Todavia, no ano seguinte, Leo Moura surpreendeu a todos, quando não renovou seu contrato com o Botafogo e transferiu-se para o .

No Vasco, entrosou-se perfeitamente com a dupla de atacantes, formada por Romário e Euller; contudo, apesar de seu ótimo rendimento no time, em meados de 2002, decidiu trocar o Vasco pelo . Mais tarde, o próprio Leo Moura viria a confessar ter se arrependido desta transferência, que o havia colocado na fatídica equipe palmeirense rebaixada para a Série B.

São Paulo e Fluminense Em 2003, foi parar no e, como já havia um outro Leonardo neste time, foi a partir desta época que passou a ser chamado de Leonardo Moura. Pouco aproveitado no São Paulo, após atuações decepcionantes, Leo Moura retornou ao futebol carioca, quando voltou a atuar ao lado de Romário. Desta vez, porém, os dois vestiam a camisa do .

No Tricolor Carioca, ele deu a volta por cima e, após excelentes atuações, acabou virando o xodó da torcida. Em seguida, Leo teve uma rápida passagem pelo Braga, de Portugal, antes de acertar seu contrato com o Flamengo.

Flamengo Primeiros anos Após passagem pelo Braga, Leo Moura, em meados de 2005, chegou ao Fla. Logo garantiu a sua titularidade, vindo a ganhar o status de ídolo nos anos seguintes, participando ativamente de títulos, destacando-se a Copa do Brasil de 2006, o Brasileirão de 2009 e a Copa do Brasil de 2013.

O lateral-direito conquistou aos 28 anos o primeiro título profissional de sua carreira: a Copa do Brasil de 2006. Foi uma coroação para o bom trabalho feito no ano anterior. Em 2007, 2008 e 2009 foi um dos principais personagens da conquista do tricampeonato estadual, sempre marcando em várias ocasiões.

No ano de 2007, ele era cotado como uma das principais esperanças do time na Copa Libertadores da América, mas o time foi eliminado ainda nas oitavas de final. Pelo Brasileirão, ele foi fundamental na arrancada do Flamengo, que saiu da zona do rebaixamento e findou em terceiro lugar, garantindo vaga para a Libertadores no ano seguinte.

Em 2008, o Flamengo foi novamente eliminado nas oitavas de final da Libertadores e não conseguiu se classificar para a edição do ano seguinte, terminando o Campeonato Brasileiro em quinto lugar, apesar das boas atuações do lateral.

Pelo Brasileirão de 2009, teve grandes atuações e foi um dos pilares da conquista do título brasileiro, escrevendo seu nome na história do clube.

miniaturadaimagem|290x290px|Leo Moura em treinamento pelo Flamengo, em 2009

Temporadas de 2010 e 2011 miniaturadaimagem|295x295px|Leo Moura em partida contra o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro de 2010 Na estreia do Flamengo na Libertadores, contra o Universidad Católica, a equipe perdeu um jogador logo no começo do jogo. Em uma falta do lado esquerdo, Leo Moura bateu uma falta com perfeição, abrindo o placar ainda no primeiro tempo, e ainda no segundo tempo em um contra-ataque, partiu com a bola e com um belo toque deixou Adriano na cara do gol para fechar o placar, sendo o jogo mais lembrado pelo jogador até hoje. No Campeonato Brasileiro de 2010, o Flamengo ficou apenas em 14º lugar, tendo lutado contra o rebaixamento; assim como toda equipe, o jogador não teve grande atuações, fazendo apenas um gol durante a competição. Nesta temporada, ultrapassou a marca de 300 jogos pelo Fla, ainda como dono da posição.

No inicio de 2011, voltou a exibir seu grande futebol que o consagrou, conquistando mais uma vez o Carioca, sendo mais uma vez o melhor lateral direito da competição. No Campeonato Brasileiro, o lateral teve uma campanha regular e conseguiu classificar o Flamengo para a Libertadores pela quarta vez em sua passagem pelo clube, com a presença de Ronaldinho Gaúcho. No marcante Santos 4–5 Flamengo, deu a assistência para Thiago Neves fazer o segundo do Fla na partida (3 a 2).

Temporada de 2012 Em 2012, começou bem a temporada marcando gols na Libertadores, porém a equipe rubro-negra não conseguiu avançar para a segunda fase da competição.

No mesmo ano, no Brasileirão 2012, Leo perdeu um gol incrível na partida contra o Vasco (o Flamengo venceu por 1–0), válida pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.sportv.globo.com/ Leo Moura, Thiago Neves e Roberto 'duelam' pelo gol mais perdido Com 68,6% dos votos dos internautas, este lance foi eleito gol mais perdido da rodada, em enquete do programa "´É Gol!!", do SporTV.sportv.globo.com/ Qual foi o gol mais perdido da 18ª rodada do Brasileirão 2012?esportes.terra.com.br/ Léo Moura vira piada após perder "gol sentado"; veja

Renovação de 2013 e 450 jogos Em 2 de janeiro de 2013, depois de longa novela em torno de sua renovação com o Flamengo, novela esta que aproximou o jogador ao recém-promovido à Série A , fechou por mais um ano com o clube. O lateral, entretanto, teve de aceitar uma redução de seus vencimentos.Novela chega ao fim e Léo Moura acerta a renovação com o Flamengo Depois de um ano e meio sem marcar gols, voltou a marcar na vitória de 2 a 1 contra o , em partida válida pelo Campeonato Brasileiro.Léo Moura desencanta, Flamengo vence o Santos e se afasta do Z-4

Em 6 de outubro, chegou à marca de 450 jogos com a camisa do Flamengo no clássico contra o , que acabou terminando no empate por 1 a 1, em partida válida pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Renovação de 2014 e o top 10 de mais jogos No dia 18 de dezembro, foi anunciada a renovação do seu contrato com o Flamengo até o fim de 2014.Fla anuncia a renovação do contrato de Léo Moura por mais um ano

Em 22 de fevereiro de 2014, entrou no Top 10 de jogadores que mais vestiram a camisa Rubro-Negra atingindo a marca de 468 jogos e chegando a 10ª posição, ultrapassando o ex-meia Zinho. No jogo, o Flamengo venceu o por 3–0. No terceiro gol, foi ele quem começou a jogada após um lençol no marcador.Léo Moura entra para a lista dos 10 jogadores que mais defenderam o FlaCom dois de Alecsandro e lençol de Léo Moura, Fla derrota o Resende

Na final do Carioca, contra o , cobrou, aos 45 do segundo tempo, o escanteio que, após cabeçada na trave por Wallace Reis, resultou em gol de Márcio Araújo (em posição irregular), confirmando seu 5° título estadual e 33° do Flamengo.

500 jogos Em 4 de outubro de 2014, atingiu a marca de 500 jogos pelo Flamengo em partida contra o no Maracanã, válida pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O rubro-negro foi derrotado por 1–0, gol de Robinho. Léo Moura renovou com o Flamengo até o final do Campeonato Carioca de 2015.

A saída Em 23 de fevereiro de 2015, em conjunto com o Flamengo, anunciou a sua saída para o Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos.

Com isso, chegou ao fim a maior longevidade de então de um jogador de linha na elite do futebol nacional. Contando goleiros, apenas três jogadores estavam há mais tempo em suas respectivas equipes do que estava Léo Moura. Além disso, ele deixou a Gávea sendo o sétimo jogador que mais defendeu as cores rubro-negra.

Leo chegou ao final de sua jornada com a camisa rubro-negra conquistado nove títulos, o mesmo número de conquistas que Botafogo, Fluminense e Vasco tiveram desde o dia em que o atleta estreou pelo rubro-negro carioca. Além disso, durante o tempo em que ficou no clube, nada menos que oito presidentes e 15 técnicos (sem contar interinos e repetições de treinadores) passaram pela Gávea. A camisa do time contou com três fornecedores diferentes e sete patrocinadores.

Em entrevista dada ao GloboEsporte.com, em agosto de 2015, Leo informou que acredita que sua saída do clube foi sugerida pelo então treinador Vanderlei Luxemburgo.

Jogos de despedida Sua última partida oficial pelo clube aconteceu no dia 1 de março de 2015, pela sétima rodada do Campeonato Carioca, contra o Botafogo, no Maracanã lotado com torcida total de 49.833 torcedores, que viram o Flamengo perder por 1–0 (detalhe que o jogo aconteceu no dia dos 450 anos do Rio de Janeiro).

No dia 4 de março de 2015, se despediu da torcida do Mengão em uma partida amistosa no Maracanã, para mais de 30.620 pagantes, contra o do Uruguai, conquistando a vitória por 2–0. Antes do jogo, foi homenageado com uma placa entregue por Zico (a curiosidade é que o lateral participou do jogo de despedida de Zico, na década de 1990, sendo um dos garotos a entrarem em campo com o time).

Ação na Justiça Em outubro de 2016, o departamento jurídico do Flamengo recebeu uma notificação de uma ação judicial impetrada pelo atleta. O jogador cobrava o pagamento de horas extras e adicional noturno, além do direito de arena (televisão) no período de 2011 a 2015.

Alguns dias após a notícia ser divulgada pela imprensa, Léo Moura, jogando pelo Santa Cruz, entrou em campo pela primeira vez numa partida contra o Flamengo, após sair do clube. Antes mesmo de pisar no gramado do Pacaembu, Léo Moura recebeu vaias da torcida. E isso aconteceu sempre que ele tocava na bola. Após a partida, ele deixou o campo em silêncio, e não quis dar entrevista.

Fort Lauderdale Strikers Assinou um contrato de três anos com o , clube pelo qual recebeu a camisa 10. A escolha do número da camisa foi uma homenagem ao período em que defendeu o Flamengo.

Na partida de estreia, em 4 de abril, contra o , perdeu por 1–0, gol do também brasileiro Leo Fernandes. Foram 11 691 torcedores no Lockhart Stadium, local da disputa, e um recorde de público para os Strikers no retorno da North American Soccer League (NASL).

Em sua segunda partida, em 11 de abril, marcou seu primeiro gol com a nova camisa, de pênalti, no fim do primeiro tempo, abrindo o caminho para o triunfo sobre o Jacksonville Armada por 2 a 1. Além de marcar o seu, participou do segundo gol da equipe, relembrando seus tempos de lateral após iniciar a jogada cruzando pela direita.

Rafael Bertani, presidente do conselho de administração do clube americano, confirmou a rescisão de Léo em 27 de julho de 2015, após os dirigentes entenderem que não havia mais clima para o jogador continuar no clube devido as suas tentativas de voltar ao Brasil.