Arlequina (Harley Quinn, original em Inglês), cujo nome original é Harleen Frances Quinzel, é uma personagem fictícia da DC Comics que geralmente aparece como inimiga do super-herói Batman no Universo DC. Ela foi criada por Paul Dini e Bruce Timm para a série animada de televisão Batman: A Série Animada, aparecendo pela primeira vez no episódio "Joker's Favor" ("Um Favor para o Coringa"), que foi ao ar em setembro de 1992. Apesar de a intenção original de Dini e Timm ter sido para que Arlequina aparecesse apenas naquele episódio específico, a reação positiva do público e da crítica foi tanta, que eles a incluíram em diversos outros episódios de Batman: A Série Animada, culminando com a transição de Arlequina para os quadrinhos em setembro de 1993 e sua inclusão no Universo DC em 1999, com o quadrinho Batman: Harley Quinn. Ela é descrita como uma anti-heroína, hoje pertence à trindade das mais icônicas personagens femininas do universo de Gotham City, ao lado de Mulher Gato e Hera Venenosa. O trio já formou uma gangue nos quadrinhos conhecida como Gotham City Sirens (Sereias de Gotham), que teve uma série em quadrinhos com 26 edições (2009-2011).

A origem de Arlequina é contada no quadrinho "Mad Love" ("Louco Amor"), de fevereiro de 1994, vencedor do Prêmio Eisner. Seu nome foi baseado no arlequim, com a intenção de ser um trocadilho ao seu nome original, Harleen Quinzel. Arlequina é frequentemente cúmplice e companheira amorosa do vilão Coringa, o qual ela conheceu enquanto trabalhava como psicóloga no Asilo Arkham, onde o Coringa era paciente. E conta também no filme Esquadrão Suicida e Aves de Rapina.

O reboot da Arlequina a partir de Os Novos 52, garantiu-lhe uma série própria, longe das histórias do Batman e do Coringa. A partir de Os Novos 52, Arlequina foi retratada como uma anti-heroína, agindo como justiceira ao invés de criminosa, O sucesso garantiu a renovação da série no DC Rebirth, com a primeira edição de Harley Quinn Rebirth #1 (agosto de 2016), vendendo 400,000 mil cópias. Para os analistas, as altas vendas foram influenciadas pelo marketing pesado do filme Esquadrão Suicida.

A personagem foi originalmente interpretada por Arleen Sorkin em Batman: A Série Animada e em diversos outros desenhos e filmes animados da DC, apesar de também ter sido interpretada por Tara Strong e Hynden Walch. A primeira atriz a interpreta-lá foi Mia Sara, na série de televisão Birds of Prey. Arlequina estreou nos cinemas em 2016, no filme Esquadrão Suicida, sendo interpretada pela atriz Margot Robbie. A IGN a classificou em #45 na sua lista dos "100 Maiores Vilões dos Comics de Todos os Tempos". IGN. Ela foi classificada como a maior vilã dos últimos anos #16, na lista da Comics Buyer's Guide de "100 mulheres mais sexy em quadrinhos".Frankenhoff, Brent (2011). Comics Buyer's Guide Presents: 100 Sexiest Women in Comics. Krause Publications. p. 19. ISBN 1-4402-2988-0.

História Criação e desenvolvimento Arlequina foi criada por Paul Dini e Bruce Timm para a série animada de televisão Batman: A Série Animada, aparecendo pela primeira vez no episódio 22, intitulado "Joker's Favor" ("Um Favor para o Coringa"), que foi ao ar em 11 de setembro de 1992. A intenção original foi que Arlequina aparecesse apenas naquele episódio específico, para ajudar o Coringa com seu plano: alguém precisaria saltar de dentro do bolo para sequestrar os policiais. Dini, então, criou uma ajudante feminina para o Coringa. Dini teve como inspiração a personagem da atriz Arleen Sorkin da novela Days of Our Lives, que uma vez apareceu na novela usando uma fantasia de bobo da corte. Sendo amigo da atriz desde a faculdade, Dini incorporou aspectos da personalidade de Sorkin à Arlequina. A reação positiva do público e da crítica foi tanta, que Dini e Bruce Timm a incluíram em diversos outros episódios de Batman: A Série Animada. Em suas primeiras aparições, ela foi retratada como uma personagem completamente dedicada ao Coringa, totalmente alheia à sua natureza psicótica e óbvia falta de afeição por ela; essa caracterização permaneceu mais ou menos consistente ao longo de suas aparições posteriores.

Transição para os quadrinhos Origem

Em fevereiro de 1994, o one-shot The Batman Adventures: Mad Love que reconta a história de origem de Arlequina foi lançado. Escrita por Dini e desenhada por Timm, a história marca a primeira colaboração dos dois em quadrinhos. Mad Love apresenta Arlequina como uma ex-psicóloga chamada Harleen Quinzel que se apaixonou pelo Coringa durante seu estágio no Asilo Arkham de Gotham City e detalha sua transformação na vilã cúmplice dele, bem como a falta de respeito de Coringa por Harley. Amplamente considerada a origem definitiva da personagem, Mad Love adicionou dimensões à personagem, com Dini apresentando as motivações de Arlequina, bem como estabelecendo-a como uma figura trágica e simpática.Archived at Ghostarchive and the Wayback Machine: A história recebeu muitos elogios e ganhou os prêmios Eisner e Harvey de Melhor Edição Individual no mesmo ano e mais tarde foi adaptada para um episódio de mesmo nome em The New Batman Adventures em 1999. No Brasil, The Batman Adventures era traduzida como Batman: O Desenho da TV, sendo a publicada pela Abril Jovem. Mad Love foi publicada no Brasil pela primeira em duas edições em formatinho em 1995. Em 2002 foi republicada pela Opera Graphica no formato 16 x 23 cm e em preto e branco.

Mad Love estabelece que seu nome completo é Harleen Frances Quinzel. "Harleen Frances" foi tirado do nome e nome do meio de Sorkin, Arleen Frances, enquanto "Quinzel" veio de um dos instrutores de Dini na Emerson College, cujo sobrenome era Quenzel.

miniaturadaimagem|285x285px|"Tango with Evil", de Alex Ross, capa da de Batman: Harley Quinn. Amplamente descrita como icônica, a obra retrata Arlequina dançando com um Coringa vestido de smoking e mais tarde foi recriada no filme Esquadrão Suicida, de 2016.

Introdução ao Universo DC O sucesso e a popularidade de Arlequina em Batman: A Série Animada foi tanto, que a DC Comics a incluiu nas histórias em quadrinhos de Batman.Goldstein, Hilary (24 May 2005). "Batman: Harley Quinn Review". IGN A primeira vez que Arlequina foi retratada nos quadrinhos foi em setembro de 1993, na edição número 12 de The Batman Adventures (Batman - O Desenho da TV). Sua inclusão oficial no Universo DC foi em Batman: Harley Quinn, lançada em outubro de 1999, embora já tivesse aparecido nos Elseworlds Batman: Thrillkiller e Batman: Thrillkiller '62 em 1997. Entretanto, assim como as histórias em quadrinhos do Coringa, as de Arlequina são mais psicóticas e com menos humor excêntrico do que as da série animada. Apesar de seu comportamento visivelmente mais violento, Harley mostra misericórdia e compaixão de tempos em tempos; ela nomeadamente pára Hera Venenosa de matar Batman, e convencê-la a deixar o herói pendurado amarrado e amordaçado em uma grande estátua. Batman é posteriormente desatado por Batgirl. Enquanto a versão da personagem nos romances gráficos ela ainda está ligada romanticamente com o Coringa, um desenvolvimento mais recente tem Arlequina também envolvida romanticamente com a Hera Venenosa.Evan Narcisse. "DC Comics: Harley Quinn & Poison Ivy Are Girlfriends "Without Monogamy"". Kotaku. 

Uma série da Arlequina foi publicada mensalmente pela DC Comics durante 38 edições, entre 2001 e 2003. Entre os criadores do título estão Karl Kesel, Terry Dodson, A.J. Lieberman e Mike Huddleston. A série termina com Arlequina retornando por conta própria ao Asilo Arkham. Ela então aparece na série Batman:Hush, de Jeph Loeb. Reaparece na edição de Villains United como um dos principais vilões que escapam de Arkham, porém perde a consciência durante a fuga. É brevemente mencionada em Detective Comics #823, voltando a aparecer em Batman #663 (onde ajuda o plano do Coringa a matar seus capangas, sem perceber que é uma armadilha onde é a verdadeira vítima; quando descobre ser o alvo, Arlequina dá um tiro no ombro de Coringa).

Reapareceu como coprotagonista em "Gotham City Sirens", ao lado da Mulher Gato e de Hera Venenosa; na série mensal, as três decidem dividir um esconderijo. Elas têm uma série de bons momentos juntas, até que Harley decide ir sozinha ao Asilo Arkham para matar o Coringa - porém, ele rapidamente a convence a voltar para o lado dele, iniciando uma rebelião e traindo suas companheiras.Gotham City Sirens #20–23. DC Comics Harley e Coringa são eventualmente derrotados por Batman e Mulher-Gato e Harley a veem pela última vez sendo levado para longe, enquanto amarrado em uma camisa de força e focinho.Gotham City Sirens #24 (June 2011). DC Comics Pouco depois, Hera vai na cela Harley e tenta matá-la por sua traição, mas em vez disso oferece libertá-la se ela ajuda a matar Mulher-Gato, que tinha deixado suas duas companheiras em Arkham. Harley concorda, e as duas atraem Mulher-Gato em uma armadilha. Durante a luta que se seguiu, Mulher-Gato diz que ela bondade nelas e só queria ajudar. Assim quando Batman está prestes a prendê-las, Mulher-Gato ajuda as duas escapar.Gotham City Sirens #26 (August 2011). DC Comics

Os Novos 52 Após o reboot da DC Comics (com "Os Novos 52"), Arlequina aparece como uma das protagonistas da revista mensal "Suicide Squad" para que ela seja mais relevante dentro das HQs da DC devido à sua popularidade, na nova cronologia Harley tem sua origem semelhante a do Coringa, onde depois da primeira fuga do Arkhan é jogada em um tonel de substâncias químicas que o supostamente transformou em Coringa, pelo próprio, dando a ela um aspecto semelhante ao dele (pele branca e cabelos coloridos), publicada no Brasil como "Esquadrão Suicida & Aves de Rapina".Suicide Squad #7 (May 2012). DC Comics

Depois de uma briga com o Coringa, ela entra em um frenesi assassino, contra as pessoas responsáveis pela prisão do Coringa. Capturada por Canário Negro, ela é forçosamente introduzido no Esquadrão Suicida por Amanda Waller.Suicide Squad #1 (September 2011). DC Comics No entanto, quando ela descobre que o Coringa pode estar morto, isto enlouquece ainda mais sua mente já confusa, e ela trai o Esquadrão Suicida, colocando sua segurança e sigilo em risco, entrando no Departamento de Polícia de Gotham em uma trama para ganhar acesso à face da pele do Coringa.Suicide Squad #6 (February 2012). DC Comics Seu plano aparentemente compensa, e ela consegue recuperar o rosto, embora em mais um episódio psicótico, Harley captura, amarra Pistoleiro e coloca o rosto do Coringa no rosto de Pistoleiro, para que ela possa "conversar" com seu amante morto. Pistoleiro atrai Harley para perto, atirando e ferindo gravemente ela durante a conversa.Suicide Squad #7 (March 2012). DC Comics Após o Coringa regressar a Gotham no arco "Batman: A Death of the Family", ele á obriga disfarçar-se em seu velho traje de Chapeuzinho Vermelho e enganar Batman em ir para a fábrica de produtos químicos onde se conheceram. Batman, em seguida, cai em um tanque e exige Harley para lhe dizer onde Coringa está. Mas ela só responde, em lágrimas, que ele não é mais o Coringa que ela havia se apaixonado.Batman#13 (October 2012). DC Comics miniaturadaimagem|esquerda|Harley Quinn #7, em Os Novos 52, agosto de 2014. Na capa, Arlequina e Hera Venenosa.