A Sociedade dos Missionários da África é uma sociedade de vida apostólica da Igreja Católica Apostólica Romana fundada em 1868, por Dom Charles Lavigerie, arcebispo de Argel. Seu nome latino é Missionarii Africæ, o que determina sua sigla: (M Afr). São também chamados Padres Brancos (Patres Albi).

História É na época da fome de 1867, deixando um grande número de crianças órfãs no que é hoje a costa norte da Argélia, que Lavigerie (nesse ano tornou-se bispo de ArgelNo ano seguinte também foi nomeado delegado apostólico do Saara.) prepara a criação da sua congregação para instruir e catequizar essas crianças (criação de aldeias cristãs) numa primeira etapa, e numa segunda etapa, evangelizar as populações do Saara e da África central. Após a criação da sociedade,A sociedade passou por uma crise após a revolta de Kabylie de 1870-1871, e todos os seminaristas a deixam. Volta em 1871, quando o seminário abre novamente as portas em Maison-Carrée, sob a direção do jesuíta François Terrasse. Os primeiros votos são pronunciados em outubro de 1872. inicia seus trabalhos em obras sociais, nas escolas e nos hospitais, sempre buscando o desenvolvimento dos povos, e pouco a pouco são instalados vários postos de missão em Cabília e no Saara. O fundador, que considerava a Argélia como uma porta aberta para um continente, exigia de seus missionários três coisas: Falar a língua do povo a quem se dirigia. Comer os seus alimentos. Desgastar as próprias vestes.

Muitas vezes os missionários corriam perigo de vida, como, por exemplo, em 1876Ménoret, Bouchand e Paulmier que deveriam ir a Tombuctu são traídos pelos seus guias e massacrados. e 1881Richard, Puoplard e Morat, partindo de Tripolitânia para o Sudão, caem numa emboscada e são assassinados quando duas caravanas, atravessando o deserto para irem para o sul da Argélia, foram massacradas. A sociedade desenvolver-se-á rapidamente. As suas constituições são aceitas em 1879 e definitivamente aprovadas por Roma em 1908. Quando o fundador, já cardeal da Igreja Romana, morreu em 1892, duzentos e setenta e oito missionários, de cinco nacionalidades, já estavam trabalhando em seis países: Argélia, Tunísia, Uganda, Tanzânia, Congo e Zâmbia.

Abriram a primeira casa em França em 1874, na Tunísia em 1875, no leste da África em 1878, na Bélgica em 1884, na Alemanha em 1894, no Sudão francês nesse mesmo ano e no Quebeque em 1901. Após a Segunda Guerra Mundial, a sociedade torna-se uma das mais famosas instituições missionárias francófonas, muitas vezes mencionada na literatura ou cinema da época. O costume religioso obrigatório dos padres antes dos anos 1875-1965 consistia normalmente numa batina branca ou gandoura (túnica de origem berber) com um albornoz branco, um Rosário e uma cruz à volta do pescoço. Antes dos anos 1960, em época colonial, o superior residia em Maison-Carrée e os noviços em Tunis.

Atualidade Os Padres Brancos eram 2098 em janeiro de 1998. A sociedade entrou no século XXI com mil seiscentos e oitenta e quatro missionários, de trinta e seis nacionalidades, trabalhando em quarenta e dois países da África, em trezentas e dez comunidades.

Em janeiro de 2006 eram nove bispos, 1498 sacerdotes, 156 irmãos, 16 clérigos, 5 associados e 354 seminaristas; em 2007 eram 1712 membros, dos quais cerca de 1400 sacerdotes, em 261Anuário pontifical, 2010 casas. Segundo as suas regras, não podem ser menos de três em cada casa. A sociedade dos missionários de África depende da congregação para a evangelização dos povos. O superior geral da sociedade é eleito para um período de seis anos. É aceita qualquer nacionalidade em suas casas de formação localizadas em França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Alemanha e Quebeque.

A sede situa-se, desde 1952, em Roma. O superior geral é Stanley Lubungo, do Zâmbia, eleito em maio de 2016.

Ramo feminino Em 1869, o Cardeal Lavigerie funda o ramo feminino, com o nome de Missionárias de Nossa Senhora da África, em latim: 'Missionariæ Africæ (Sorores Albæ)

Superiores gerais Charles Lavigerie (1868-1889) Léon Livinhac (1889 – 1922) Paul Voillard (1922 – 1936) Joseph-Marie Birraux (1936 – 1947) Louis-Marie-Joseph Durrieu (1947 – 1957) Léon Volker (1957 – 1967) Théoz Van Asten (1967 – 1974) Jean-Marie Vasseur (1974 – 1980) Robert Marie Gay (1980 – 1986) Étienne Renaud (1986 – 1992) Gothard Rosner (1992 – 1998) François Richard (1998 – 2004) Gérard Chabanon (2004 – 2010) Richard Kuuia Baawobr (2010 – 2016) Stanley Lubungo (desde 2016)

Ligações externas

Categoria:Organizações fundadas em 1868