Diogo Ortiz de Vilhegas, chamado Diogo Ortiz de Calçadilha (; Calzadilla de los Barros, – Almeirim, ) foi um professor, pregador famoso e prelado português de origem castelhana.
Foi, sucessivamente, Bispo de Tânger , de Ceuta-Primaz de África e Administrador Apostólico de Valença e Bispo de Viseu .
Biografia D. Diogo Ortiz de Vilhegas era filho de Alfonso Ortiz de Villegas, natural de Toledo, e de sua mulher María de Silva, filha do segundo casamento do 1.º Conde de Cifuentes]] e 1.º Senhor de Montemayor]], tendo vindo para Portugal com seus irmãos Fernán Ortiz de Villegas, depois Fernão Ortiz de Vilhegas (casado com Brites Fernandes da Costa e pai de Diogo Ortiz de Vilhegas), e Íñigo Ortiz de Villegas, chamado Íñigo Ortiz de Calzadilla, depois Inácio Ortiz de Vilhegas, chamado Inácio Ortiz de Calçadilha, casado com geração, e irmã Mencía Ortiz de Villegas, depois Mécia Ortiz de Vilhegas, mulher de Pedro Fernandes de Vila Nova, sem geração.
Veio para Portugal no tempo de como Confessor da princesa D. Joana, a Beltraneja, tendo sido muito estimado de e . Assim, ainda na década de 1480, encarregou-o de analisar as propostas de navegação do genovês Cristóvão Colombo, e esteve presente quando o rei encarregou Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva de demandarem o Preste João, tendo passado pelo seu crivo o mapa-múndi que foi entregue aos dois exploradores. Como recompensa, em 1491, D. João nomeou-o Prior do Mosteiro de São Vicente de Fora e Bispo de Tânger.
Acompanhou o monarca nos seus derradeiros anos, tendo assistido à sua morte no Alvor, em 1495; no seu testamento, o defunto Rei encomendava o seu leal servidor ao Duque de Beja e seu sucessor na Coroa, D. Manuel. Este, seguindo a linha do seu antecessor, nomeou D. Diogo sucessivamente para o Bispado de Ceuta (1500) e em 1504 para o Bispado de Viseu (tomando posse em 1505).
São múltiplas as demonstrações de serviço e confiança em Ortiz de Vilhegas por parte da coroa portuguesa. Nomeadamente integrou a comitiva manuelina em importante jornada ao Reino de Castela (1498); pregou em Lisboa na chegada da armada de Vasco da Gama (1499), foi o orador da missa de despedida da esquadra de Pedro Álvares Cabral, quando este deixou Portugal, a 8 de Março de 1500; assumiu o papel de Mestre de Gramática do seu filho e herdeiro, o príncipe D. João (futuro ); 1509–1510), perto do final da vida (1517), ainda recebeu a incumbência de ser Capelão-Mor da Infanta D. Isabel e, no seu testamento, mandou que se morresse na menoridade do Príncipe o Reino fosse governado, entre outros, por este Bispo.
O prelado também interveio no processo da expulsão e batismo forçado dos judeus em 1497 e compôs um catecismo que também se destinava à instrução na fé católica desta comunidade.
Faleceu em Almeirim em 1519, tendo sido sepultado no , nessa mesma vila, pertença da Ordem de São Domingos.
Teve uma filha, Isabel Ortiz de Vilhegas, casada com Lourenço Soares de Abreu, Vedor da Casa do Cardeal Infante, com geração.
Bibliografia
Ortiz Vilhegas, Diogo Categoria:Portugueses nascidos no estrangeiro Categoria:Cidadãos naturalizados de Portugal Categoria:Portugueses de ascendência espanhola Categoria:Personagens no descobrimento português do Brasil Categoria:Bispos de Tânger Categoria:Bispos de Ceuta Categoria:Administradores apostólicos de Valença Categoria:Bispos de Viseu Ortiz Vilhegas, Diogo Ortiz Vilhegas, Diogo Categoria:Professores de matemática Categoria:Astrónomos do século XV Categoria:Astrónomos do século XVI Categoria:Cartógrafos de Portugal Ortiz Vilhegas, Diogo Categoria:Matemáticos de Portugal Ortiz Vilhegas, Diogo Categoria:Preceptores reais Categoria:Capelães-mores da Casa Real Categoria:Pregadores Categoria:Bispos católicos de Portugal do século XV Categoria:Bispos católicos de Portugal do século XVI