O Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP) é a instituição responsável pela pesquisa e ensino a nível de graduação e pós-graduação de relações internacionais da Universidade de São Paulo, com sede no campus da Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira.O objetivo da instituição é promover a abordagem interdisciplinar das questões internacionais de diversos pontos de vista, reunindo competências nas áreas do Direito, da Ciência Política, da Economia e da História, além do uso de outras ciências, como a Sociologia e Estatística.

O curso é um dos mais pioneiros em diversos âmbitos sociais da USP, sendo um dos primeiros a implementar 50% de cotas para todos ingressante e o primeiro a expulsar um aluno por fraude de cotas.

De acordo com o Ranking Universitário da Folha de S.Paulo, o Instituto possui o título de melhor curso de Relações Internacionais do país, ficando em primeiro lugar na categoria desde que o curso passou a ser avaliado pelo ranking nos anos de 2014, 2015, 2016, 2017, 2018 e 2019. O curso também ocupa a categoria de melhor do Brasil de acordo com o Guia da Faculdade, promovido pelo jornal O Estado de São Paulo. por fim, de acordo com o renomado ranking internacional QS World University Rankings, o curso também encontra-se entre os 50 melhores do mundo em Politics and International Studies.

História Apesar do curso ter sua fundação datada em 2001, o prédio do instituto teve parte de suas obras concluídas no fim de 2012. No início de 2013, apenas os alunos do 1˚ ano cursavam aulas lá, ao passo que os graduandos de outros períodos estavam sediados na Faculdade de Economia Administração, Contabilidade e Atuária. Em 2014, a construção foi concluída e atualmente todas as disciplinas do ciclo básico do curso (bem como as disciplinas optativas oferecidas pelo IRI) são oferecidas na sede do instituto.

Em 2017, as eleições para a diretoria do IRI foram marcadas por conflitos internos. Devido à limitação no número de professores titulares elegíveis, a disputa se intensificou quando os dois únicos titulares, Amâncio de Oliveira e Janina Onuki, se inscreveram em chapas opostas. Isso impediu a formação de uma chapa alternativa com professores associados. Após uma greve estudantil, a congregação do instituto impugnou as chapas dos titulares e iniciou um novo processo eleitoral. Contudo, a disputa foi judicialmente contestada, com a Justiça determinando que as eleições ocorressem apenas com chapas de titulares. No final, as eleições se restringiram à disputa entre as chapas dos professores Amâncio de Oliveira / Rafael Villa, e Janina Onuki / Moacyr Martucci, que inicialmente havia desistido. Em 2020, o Centro Acadêmico Guimarães Rosa instaurou uma Comissão de Memória e Verdade com a finalidade de retomar, sistematizar e tornar público documentos e gravações envolvendo o episódio.

Lista de diretores

Prof. Dr. Walter Colli (2006 - 2009); Prof. Dra. Maria Hermínia Tavares de Almeida (2010 - 2013); Prof. Dr. Pedro Bohomoletz de Abreu Dallari (2014 - 2018); Prof. Dra. Janina Onuki (2019 - 2021) Prof. Dr. Pedro Bohomoletz de Abreu Dallari (2022 - 2025)

Estrutura administrativa Por se tratar de uma entidade pública, o Instituto de Relações Internacionais encontra-se sobre a tutela da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Por isso, assim como se estabelece o art. 56 da lei, o IRI é organizado por órgãos colegiados deliberativos que são eleitos pela própria comunidade de professores, alunos e funcionários.

Órgãos Colegiados Estatutários Congregação: A Congregação é o colegiado máximo do Instituto, responsável por tomar decisões definitivas acerca de assuntos de maior complexidade que afetam todo o IRI, bem como avaliar decisões delicadas tomadas pelos outros colegiados. As reuniões acontecem uma vez por mês e contam com a presença de representantes da graduação, pós-graduação, ex-alunos, professores associados, professores titulares e diretoria. Após uma greve realizada pelos alunos, as reuniões da Congregação passaram a serem abertas para todos os membros da comunidade e transmitidas online. No entanto, apenas membros titulares de cada setor tem direito a se manifestar e votar nos assuntos discutidos

Conselho Técnico-Administrativo: O Conselho Técnico-Administrativo (CTA) tem como principal função a aprovação do orçamento da unidade. Para além disso, estão sujeitas à sua deliberação as questões financeiras e administrativas do Instituto, tais como a manutenção e reforma dos espaços, liberações de verba, contratações, criações de cargos de serviço etc. Nele, a presidência e a vice-presidência correspondem, respectivamente, à Diretora e ao Vice-diretor do Instituto. Têm direito a cadeira no Conselho um representante da graduação, um da pós-graduação, um dos funcionários e todos os docentes que presidem as demais comissões do IRI. Todos os membros têm direito a um suplente.

Comissão de Graduação: A Comissão de Graduação (CG) do IRI lida diretamente com questões intrinsecamente ligadas aos nossos alunos de graduação, como trancamento fora do prazo, solicitação de aproveitamento de estudos, decisão de grade horária, questões referentes a estágio. as reuniões acontecem uma vez ao mês e nelas estão presentes conselheiros dos três setores: alunos, funcionários e professores.

Comissão de Pós-Graduação: Assim como a Comissão de Graduação, a Comissão de Pós Graduação (CPG) lida com os assuntos relativos aos estudantes de pós-graduação.

Comissão de Pesquisa: A Comissão de Pesquisa (CP) é o órgão responsável por administrar os assuntos relacionados a pesquisas de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado. Nessa comissão os alunos de graduação não possuem representante.

Comissão de Cultura e Extensão: A Comissão de Cultura e Extensão (CCEx) procura disponibilizar para a sociedade o conhecimento gerado com as atividades do Instituto. Para isso, ela avalia as atividades e propostas enviadas para ela que se encaixem como extensionistas e/ou culturais, selecionado-as e priorizando-as, inclusive observando a viabilidade financeira. As reuniões acontecem mensalmente.

Comissões Assessoras Permanentes Com a finalidade de auxiliar os órgãos da administração do IRI/USP, foram criadas Comissões Assessoras Permanentes, subordinadas ao Diretor. Os membros dessas comissões não possuem direito de voto em votações substantivas, como eleição de dirigente das entidades.

Comissão de Cooperação Nacional e Internacional: A Comissão de Cooperação Nacional e Internacional (CCNInt) cuida, principalmente, de nossos intercâmbios. É ela a comissão responsável por assessorar os estudantes que querem estudar no exterior; por isso, é essa comissão que cuida dos editais , convênios com instituições parceiras, vagas de intercâmbio etc. Também é essa comissão que manterá o contato com os alunos que estão fora do país e com aqueles que vieram para cá, caso eles precisam de algum auxílio.

Comissão de Biblioteca: A Comissão de Biblioteca trata dos assuntos que envolvem a Biblioteca, tais como o planejamento estratégico dela (delimitação de prioridade e foco que se deve adotar. Ex: expansão do acervo, oferta de treinamento) e também toma decisões relativas ao seu funcionamento (novas regulamentações, descarte de materiais, verba para novas estantes). As reuniões costumam acontecer semestralmente, reunindo representantes dos três setores.

Estrutura Administrativa Anterior O Instituto de Relações Internacionais era dirigido por um Conselho Deliberativo presidido pelo Diretor do Instituto e integrado também pelo Vice–Diretor, um Professor Titular da Faculdade de Direito (FD), um Professor Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e um Professor Titular da Faculdade da Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), o Presidente da Comissão de Graduação (CG), o Presidente da Comissão de Pós-Graduação e Pesquisa (CPGPq), um representante discente do curso de relações internacionais, um Professor Titular da USP indicado pelo Reitor e um especialista na área de relações internacionais da USP ou a ela estranho, portador ou não de títulos universitários, do país ou do exterior, a critério do próprio Conselho Deliberativo.

Atividades Bacharelado em Relações Internacionais O Bacharelado em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo, criado em 2001 e com primeiro ingresso de estudantes em 2002, é um curso multidisciplinar, que congrega o Instituto de Relações Internacionais e departamentos das Faculdades de Direito, Economia, Administração e Contabilidade e Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. A graduação tem por objetivo formar especialistas em relações internacionais, em suas diversas modalidades, seja elas a atuação na área pública, como a diplomacia estatal, nas ONGs de diversos assuntos, em empresas (nas áreas de comércio internacional, negociação internacional, internacionalização de empresas), dentre os outros diversos ramos que a vasta área das RI pode proporcionar ao graduado. A atual presidente da Comissão de Graduação do IRI e, desta forma, coordenadora do Bacharelado em Relações Internacionais, é a economista Maria Antonieta del Tedesco Lins.

O estudo das relações internacionais é por natureza multi e interdisciplinar. Ele requer o conhecimento das normas jurídicas, das estruturas de poder, das pautas de conflito e cooperação (entre atores políticos e econômicos internacionais) e dos fluxos de comércio e de investimentos, contemporaneamente e em perspectiva histórica. O projeto acadêmico do curso espelha-se na multidisciplinariedade oferecendo aos estudantes a formação em cinco áreas de conhecimento que têm contribuído diretamente para o entendimento dos fenômenos internacionais, quais sejam: Ciência Política, Direito, Economia, História e metodologias de pesquisa, como Sociologia e Estatística.

O curso tem compromisso com a abordagem multidisciplinar e está dividido em dois segmentos. O primeiro, com duração de dois anos, constitui o tronco básico do curso, em que são oferecidas disciplinas obrigatórias, voltadas à formação básica dos estudantes.

O segundo segmento, também com duração de dois anos, está composto por três conjuntos: um tronco comum constituído por disciplinas obrigatórias, voltadas à formação avançada; eletivas que ofereçam aos alunos a possibilidade de aprofundar a formação de acordo com seus interesses; e optativas livres, cursadas em qualquer Unidade da USP, conforme é esquematizado abaixo: Tronco comum constituído por disciplinas obrigatórias, voltadas à formação avançada em relações internacionais; Eletivas nas áreas de Ciência Política, Direito, Economia, História e Sociologia, oferecidas pelos departamentos envolvidos ou pelo Instituto de Relações Internacionais, de forma a oferecer aos alunos a possibilidade de aprofundar sua formação de acordo com seus interesses; Optativas livres, cursadas em qualquer Unidade da USP, desde que autorizadas pela Comissão de Graduação.

Os alunos têm a oportunidade, também, de cursar dois semestres de Seminários de Relações Internacionais, estruturados em palestras seguidas de debates, para as quais são convidadas personalidades e profissionais bem sucedidos, cuja atuação possua dimensão internacional. O objetivo dos seminários é oferecer modelos de atuação profissional abertos a especialistas em relações internacionais.

O curso visa, portanto, propiciar aos graduandos conhecimentos fundamentais amplos e competências diversificadas em relações internacionais.

Pós-Graduação em Relações Internacionais