Antônio Gonçalves Figueira foi um sertanista atuante no período do Brasil colonial.
Biografia Silva Leme descreve sua família no volume VIII pg 408 de sua «Genealogia Paulistana». Sertanista de Santos, era alferes em 1689. Pertencia à família Afonso Gaia na qual casara Matias Cardoso de Almeida, pois era filho de Manuel Afonso Gaia e Maria Gonçalves Figueira. Casou em Santos com Isabel Ribeiro de Aguiar. Este seu pai andou em Paranaguá na segunda metade do século XVII em pesquisa de minas de ouro e prata e tinha o Engenho de açúcar de Piraqueraçu, onde morreu.
Seu avô tinha o mesmo nome, Manuel Afonso Gaia, e era reinol, casado em Santos com Maria Nunes de Siqueira. Foi Juiz ordinário em 1630. Ajudou a combater os índios tamoios que atacavam a costa vicentina e esteve na bandeira de 1602 de Nicolau Barreto ao Guairá.
Muito moço em 1674, desde a bandeira de Fernão Dias acompanhava seu cunhado Matias Cardoso de Almeida. Com ele, irá para a Bahia, e em 1689 fez parte de seu Terço contra os índios do atual Rio Grande do Norte, no rio Jaguaribe e no Ceará, onde permaneceu com sua tropa auxiliando o mestre de campo João Amaro Maciel Parente até Matias lhe ordenar voltar para o Ceará, em 1693. No Terço tinha 12 escravos, bons escopeteiros.
Acabada Guerra dos Bárbaros, em 1694 se estabeleceu no Brejo Grande, fundando um engenho de cana, o primeiro naquelas paragens. Em 12 de abril de 1707, junto com seus irmãos, recebeu Sesmaria mo sertão do rio Verde, onde fundou fazendas de criar chamadas Jaiba, Olhos d'água e Montes Claros.
Bibliografia NEVES, Erivaldo Fagundes; MIGUEL, Antonieta; ZORZO, Francisco Antônio (orgs.). Caminhos do Sertão. Salvador: Arcadia, 2007. SILVA LEME, Luiz Gonzaga da. Genealogia Paulistana.
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