alt=Reconstrução artística da cabeça de Pycnonemosaurus nevesi em vista lateral, mostrando um crânio curto e alto típico dos abelissaurídeos, com mandíbulas robustas, dentes serrilhados expostos e pele escamosa. A ilustração destaca características predatórias do dinossauro terópode que viveu no Brasil durante o Cretáceo Superior.|miniaturadaimagem|Reconstrução artística da cabeça de Pycnonemosaurus nevesi Pycnonemosaurus (significa "lagarto da floresta espessa") foi um dinossauro terópode abelissaurídeo que viveu no Brasil durante o período Cretáceo Superior (há 70 milhões de anos). Foi um dos maiores predadores terrestres já encontrados no Brasil. esquerda|miniaturadaimagem|345x345px|Comparação de tamanho do Pycnonemosaurus com outros terópodes relacionados: da esquerda para a direita Carnotaurus, Abelisaurus, Pycnonemosaurus, Aucasaurus e Quilmesaurus Ele vivia na região aonde é hoje a Bacia de Bauru, onde além dele existiam outras espécies de Abelisauridae como exemplo o Abelisaurus, que também foi identificado na Argentina. Além dos Abelisauridae existiam dinossauros saurópodes, os Titanosauridae, que serviam de alimentos para esses dinossauros predadores.

Descrição Os fósseis encontrados são apenas fragmentos: cinco dentes incompletos, partes de sete vértebras caudais, a parte distal de um púbis direito, uma tíbia direita e a articulação distal da fíbula direita. Os fósseis foram descritos em 2002 pelos paleontólogos brasileiros Alexander Kellner e Diógenes de Almeida Campos.

Estimativas iniciais colocavam o Pycnonemosaurus como tendo um comprimento de 7 m, porém analises posteriores mostravam que o animal era muito maior com cerca de 9 metros de comprimento e cerca de 3-3,5 metros altura, esta nova estimativa de tamanho faz do Pycnonemosaurus o maior membro formalmente descrito da família Abelisauridae até agora.

Paleobiologia Esse dinossauro como outros Abelisauridae tinham crânios curtos e altos, que favorecia uma mordida potente, que feria gravemente suas presas, seus crânios também favoreciam na hora de prender e mover a cabeça violentamente fazendo com que quebre o pescoço da vítima, más os Titanosauridae que eram suas presas tinham uma proteção no dorso e no pescoço, para se proteger de predadores.

Outro método deste dinossauro era que ele poderia caçar em bandos, o que fazia compensar o seu tamanho não muito grande, além de que na sua boca continham pedaços dos restos de refeições o que fazia com que sua boca tivesse bactéria, com que quando mordesse sua presa, poderia infecciona-la, fazendo com que ela viesse a morte.

Provavelmente predava os Titanosauridae: Maxakalisaurus topai e Trigonosaurus pricei.Paul, G.S. (2010). Princeton Field Guide to Dinosaurs. Princeton University Press, 2015.

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