A Reforma Radical foi um movimento religioso do século XVI. Tratou-se de uma resposta tanto para a corrupção na Igreja Católica quanto a reforma magisterial expansiva promovida pelo Protestantismo de Martinho Lutero e vários outros. Começando na Alemanha e na Suíça, a reforma radical deu origem a vários grupos protestantes radicais pela Europa.

A adesão à doutrina da Igreja de crentes é uma característica comum da definição de uma igreja evangélica no sentido estrito. Religioscope, Sébastien Fath, À propos de l’évangélisme et des Églises évangéliques en France – Entretien avec Sébastien Fath, religion.info, França, 3 de março de 2002 Donald W. Dayton, The Variety of American Evangelicalism, Univ. of Tennessee Press, USA, 2001, p. 155

Origens 300px|thumb|right| Confissão de Schleitheim impressa em 1550, exposta na Sala Anabatista do Museu de História Local em Schleitheim, Suíça. Nem todas as teses de Lutero foram aceitas por pessoas que abraçaram a Reforma Protestante. Em razão disso, aconteceu a Reforma Radical, ou seja, das igrejas protestantes que desejavam "voltar às raízes" (daí o termo radical). Estes consideram insuficientes a separação da Igreja Católica, e buscavam ter uma igreja independente e autônoma. A Confissão de Schleitheim, publicada em 1527 pelos irmãos suíços, um grupo de anabatistas, incluindo Michael Sattler, em Schleitheim é uma publicação que difundiu esta doutrina. J. Philip Wogaman, Douglas M. Strong, Readings in Christian Ethics: A Historical Sourcebook, Westminster John Knox Press, USA, 1996, p. 141 Donald F. Durnbaugh, The Believers' Church: The History and Character of Radical Protestantism, Wipf and Stock Publishers, USA, 2003, p. 65, 73 Nesta confissão, o batismo do crente depois de uma profissão de fé e a Igreja de crentes são considerados como fundações teológicos essenciais. William H. Brackney, Historical Dictionary of the Baptists, Scarecrow Press, USA, 2009, p. 21 Podemos citar destes, três principais movimentos:

Os anabatistas (eram os mais influentes dos reformadores radicais de sua época. Eles se espalharam por toda a Europa e ficaram conhecidos como Menonitas). Os espirituais ou espiritualistas (também conhecidos como Radicais Místicos, pequenos grupos informais seguidores de Sebastian Franck e Kaspar Schwenckfeld). Os antitrinitários pentecostais (sabelianos, patripassianistas, modalistas, unicistas). Os antitrinitários serventistas (socinianos, unitarianos). E os antitrinitários biteístas (arianos, semiarianos, racionalistas, subordinacionistas…)CAIRNS, Earle Edwin. O cristianismo através dos séculos: uma história da igreja cristã / Earle Edwin Cairns; tradução Israel Belo de Azevedo, Valdemar Kroker -  3ª edição - São Paulo : Vida Nova, 2008

Referências

Categoria:Protestantismo Categoria:Evangelicalismo Categoria:Restauracionismo