O Autódromo Internacional Ayrton Senna ou Autódromo Internacional de Goiânia é um autódromo na cidade de Goiânia. Seu nome é uma homenagem ao piloto Ayrton Senna.
História O autódromo foi colocado na região sudeste de Goiânia propositalmente para evitar problemas como ruídos excessivos oriundos dos eventos que pudessem incomodar os moradores da cidade. Mas devido a falta de um plano diretor, a especulação imobiliária tornou cercanias do local por condomínios fechados de alto padrão provocando conflitos entre moradores e promotores de eventos.
Foi inaugurado em outubro de 1974. Com um circuito moderno é considerado um traçado de extrema segurança com 3,835 km de extensão. Além de eventos de automobilismo e motociclismo, o autódromo é usado para a promoção de shows musicais, festas e eventos. Um dos principais momentos do autódromo foi a disputa entre os motociclistas Eddie Lawson e Kevin Schwantz em prova válida pelo campeonato mundial de motovelocidade nas categorias 250 e 500 cilindradas, em 1988.
Originalmente denominado apenas Autódromo Internacional de Goiânia, o circuito passou a chamar-se Autódromo Internacional Ayrton Senna em novembro de 1989, por força da Lei estadual n.º 11.011, sancionada pelo governador Henrique Santillo. A proposta de homenagem ao piloto Ayrton Senna — à época ainda em atividade — partiu de Paulo Serrano, então secretário estadual do Desporto e Lazer.
Possível demolição Em 2011 foi proposta a ideia de vender a área do autódromo com o intuito de construir um novo em Senador Canedo (região metropolitana de Goiânia). Mas, a proposta não foi adiante devido uma série de questões, como: a família do doador do lote do circuito original, ameaçava reaver a posse da propriedade na justiça, já que o contrato de cessão, assinado nos anos 70, previa a obrigatoriedade do uso do local para fins públicos; e, a própria sociedade goiana alegando, que a única finalidade do projeto era estimular a especulação imobiliária na região. Devido a esses fatores, poucos compradores se mostraram realmente interessados na compra do imóvel.
Em agosto de 2012, o governador Marconi Perillo, ao lado de Felipe Massa autorizou o início das obras de reforma, e não mais venda, do atual Autódromo de Goiânia.
Competições Em 1987, o autódromo de Goiânia sediou a primeira edição do Grande Prêmio do Brasil de Motovelocidade. Após apenas três edições, o evento saiu do calendário da MotoGP em 1990. O retorno da pista à principal categoria de motovelocidade foi cogitado para 2015, porém o circuito não atendeu as necessidades da competição. Em 2025, foi confirmado o retorno da etapa em Goiânia ao calendário da MotoGP para 2026.
Atualmente a pista também recebe eventos como Stock Car Brasil, Copa Truck, SuperBike Brasil, KM de Arrancada, Goiano de Motovelocidade, Campeonato Centro-Oeste de Marcas e Pilotos e anteriormente, a Fórmula Truck.
Reforma e retorno da MotoGP (2025–2026) Entre 2025 e 2026, o autódromo passou pela maior reforma de sua história, com investimento de R$ 250 milhões do governo estadual, que incluiu a troca completa do asfalto, o alargamento da reta principal, a ampliação das áreas de escape, a instalação de novas barreiras de proteção e a modernização dos boxes, da torre de controle e do centro médico, em conformidade com as normas da Federação Internacional de Motociclismo (FIM). Reinaugurado pelo governador Ronaldo Caiado, o circuito sediou, de 20 a 22 de março de 2026, o retorno do Grande Prêmio do Brasil à MotoGP após mais de três décadas, com público recorde de 148.384 pessoas ao longo dos três dias — 40.503 na sexta-feira, 47.008 no sábado e 60.873 no domingo. O acordo firmado mantém Goiânia como sede da categoria até 2030.
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