Jacques Amyot (Melun, — Auxerre, ) foi um escritor e tradutor francês.

Vida Estudou na Universidade de Paris e depois em Burges, onde ensinou grego e latim de 1536 a 1546. Tendo traduzido Etiópias de Heliodoro de Emesa, foi distinguido por , que lhe deu a Abadia de Bellozane e o encarregou de traduzir Plutarco para o francês. Viveu, então, algum tempo na Itália, onde compulsou manuscritos gregos e latinos e onde participou do Concílio de Trento. Ao voltar à França, foi nomeado preceptor dos futuros e . Publicou em 1559 a tradução de Dáfnis e Cloé de Longo e as Vidas Paralelas de Plutarco, a sua obra-prima. Capelão-mor da França em 1560 e bispo de Auxerre em 1570, dividiu o resto de sua vida entre a diocese, onde combateu o protestantismo, e a vida literária, com a tradução e publicação das Obras Morais de Plutarco em 1572.Auguste Le Barbier de Blignières, Essai sur Amyot et les traducteurs français au XVIe siècle, Paris, 1851Projet d'éloquence royale, nouvelle édition, précédé d'un essai critique, Le Monarque orateur, Paris, Les Belles Lettres, 1992

O Amyot escritor influenciou profundamente o espírito e a literatura do Século XVI. Não só deu a conhecer à França a obra de Plutarco, como a beleza de sua escrita e a clareza e vigor do seu estilo já anunciavam a prosa clássica. Montaigne agradecia-lhe por ter ensinado a seus contemporâneos como se devia escrever e declarava: "É ele nosso breviário".

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