420px|thumb|Climate of Brazil|Mapa climático do Brasil de acordo com a classificação climática de Köppen. O clima do Brasil é diversificado em consequência de fatores variados, como a fisionomia geográfica, a extensão territorial, o relevo e a dinâmica das massas de ar. Este último fator é de suma importância porque atua diretamente tanto na temperatura quanto na pluviosidade, provocando as diferenças climáticas regionais. As massas de ar que interferem mais diretamente são a equatorial (continental e atlântica), a massa tropical (continental e atlântica) e a polar atlântica.
Segundo o INMET, a maior temperatura registrada oficialmente no Brasil foi em Araçuaí, Minas Gerais, no dia 19 de novembro de 2023, superando o recorde também oficial de Bom Jesus, Piauí, de em 21 de novembro de 2005. Já a menor temperatura registrada de forma oficial no país foi , medida pela EPAGRI no município de Caçador, em Santa Catarina, em 30 de junho de 1952. Contudo, há um registro extraoficial de no Morro da Igreja, em Urubici, no mesmo estado, em 29 de junho de 1996.
Bertioga, cidade do litoral norte do estado de São Paulo, possui o recorde de chuva acumulada em 24 horas, de em 19 de fevereiro de 2023. Esse valor foi medido pelo Cemaden.
Equatorial thumb|esquerda|Pequeno afluente do rio Amazonas no Brasil.
Ocorre na região Amazônica, ao norte do Mato Grosso e a oeste do Maranhão e está sob ação da massa de ar equatorial continental – de ar quente e geralmente úmido. Suas principais características são temperaturas médias elevadas ( a ); chuvas abundantes, com índices próximos de , e bem distribuídas ao longo do ano; e reduzida amplitude térmica, não ultrapassando . No inverno, essa região pode sofrer influência da massa polar atlântica, que atinge a Amazônia ocidental ocasionando um fenômeno denominado "friagem", ou seja, súbito rebaixamento da temperatura em uma região normalmente muito quente.
Tropical semiúmido
Abrange toda a região central do país, a porção oriental do Maranhão, grande parte do Piauí e a porção ocidental da Bahia e de Minas Gerais. Também é encontrado no extremo norte do Brasil, em Roraima. Caracteriza-se por temperaturas elevadas (entre e ), com significativa amplitude térmica de ( e ), e estações bem definidas – um verão quente e chuvoso e inverno ameno e seco. Apresenta alto índice pluviométrico, em torno de . A estação chuvosa é o verão, quando a massa equatorial continental está sobre a região. No inverno, com o deslocamento dessa massa diminui a umidade e então ocorre a estação seca.
Tropical de altitude thumb|right|Vitória da Conquista é uma das cidades mais altas da Bahia.
É encontrado nas partes mais elevadas, entre e , do planalto Atlântico do Sudeste. Abrange trechos dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo. Sofre a influência da massa de ar tropical atlântica, que provoca chuvas no período do verão. Apresenta temperatura amena, entre e , e amplitude térmica anual entre e . No inverno, as geadas acontecem com certa frequência em virtude da ação das frentes frias originadas da massa polar atlântica.
Tropical atlântico ou tropical úmido thumb|left|Rio de Janeiro.
Estende-se pela faixa litorânea do Ceará ao extremo leste de São Paulo. Sofre a ação direta da massa tropical atlântica, que, por ser quente e úmida, provoca chuvas intensas. O clima é quente com variação de temperatura entre e e a amplitude térmica é maior à medida que se avança em direção ao Sul -, úmido e chuvoso durante todo o ano.
Subtropical miniaturadaimagem|Neve no município de Guarapuava - PR em 2013. thumb|Ocorrência de geada no Parque Barigui, em Curitiba.
É o clima das latitudes abaixo do trópico de Capricórnio: abrange o sul do estado de São Paulo e região da Grande São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e o extremo sul de Mato Grosso do Sul. Está localizado na faixa de luminosidade temperada, contudo, não apresenta várias características do clima temperado. É influenciado pela massa polar atlântica, que determina temperatura média de 18 °C e amplitude térmica anual elevada para padrões brasileiros, de cerca de . As chuvas variam dos aos e bem distribuídas anualmente. Há geadas com frequência e eventuais nevadas.
Em termos de temperatura, apresenta as quatro estações do ano relativamente bem marcadas. Os verões são um pouco quentes, na maior parte da Região Sul (Cfa, segundo a Classificação climática de Köppen-Geiger), enquanto os verões são amenos nas Serras Gaúcha e Catarinense, além do extremo sul do país, nas partes mais elevadas das Serras de Sudeste (caracterizado por Köppen como Cfb), com média anual de temperatura inferior aos . Os invernos são frescos (frios para os padrões brasileiros), com a ocorrência de geadas em toda a sua área de abrangência, havendo a ocorrência de neve nas partes mais elevadas da região. A neve ocorre com regularidade anual apenas acima dos 1.000 metros de altitude (constituindo uma pequena área entre os estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina), sendo, nas áreas mais baixas, de ocorrência mais esporádica, não ocorrendo todos os anos.
Nos pontos mais altos do planalto, onde pode ocorrer a neve durante os dias de inverno, estão situadas as cidades mais frias do país: São Joaquim e Urupema, em Santa Catarina, e São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, as três com temperatura média anual de . O local mais frio do país é creditado ao cume do Morro da Igreja, no município de Urubici, próximo a São Joaquim, o ponto habitado mais alto da Região Sul do país.
Semiárido
thumb|Paisagem de caatinga predominante no semiárido brasileiro.
Típico do interior do Nordeste, região conhecida como o Polígono das Secas, que corresponde a quase todo o sertão nordestino e aos vales médios e inferiores do rio São Francisco. Sofre a influência da massa tropical atlântica que, ao chegar à região, já se apresenta com pouca umidade. Caracteriza-se por elevadas temperaturas (média de ) e chuvas escassas (em torno de ), irregulares e mal distribuídas durante o ano. Há períodos em que a massa equatorial atlântica (superúmida) chega no litoral norte da Região Nordeste e atinge o sertão, causando chuva intensa.
O país tem 11% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Clima árido Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais detectaram no norte da Bahia uma porção de ambiente árida ou desértica. Eles também divulgaram estudos sobre a ampliação do clima semiárido para outras áreas do país,com estimativa de extensão da cobertura climática em mais de 75 mil km².https://olhardigital.com.br/2024/01/21/ciencia-e-espaco/clima-arido-e-identificado-pela-primeira-vez-no-brasil/ O cálculo feito e reconhecido pela Organização Meteorológica Mundial, é feito pelo índice de registro pluviométrico anual sendo dividido pela evapotranspiração de cada área. Em porções menos úmidas, o valor fica abaixo de 1. A região fica semiárida se ficar entre 0,21 e 0,5. Abaixo de 0,21, detecta-se o espaço desértico.https://www.poder360.com.br/brasil/inpe-identifica-area-com-clima-arido-no-norte-da-bahia-pela-1a-vez/ O monitoramento é feito a cada 20 anos pelo Inpe e este fato, pode ter relações com as mudanças climáticas e o aquecimento global.https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/noticias-cemaden/estudo-do-cemaden-e-do-inpe-identifica-pela-primeira-vez-a-ocorrencia-de-uma-regiao-arida-no-pais/nota-tecnica_aridas.pdf/@@download/file
Vento
No Brasil o regime de ventos é bastante complexo, sobressaindo os sistemas de alta pressão dos anticiclones subtropicais do Atlântico Sul e do Atlântico Norte, e a faixa de baixas pressões da depressão equatorial. No Sudeste os ventos sopram de leste a nordeste, com origem no anticiclone subtropical atlântico, que é semifixo, recebendo ainda a influência de diversos outros fatores, como o jato subtropical e o aquecimento continental.
Ver também Brasil Geografia do Brasil Neve no Brasil Impactos do aquecimento global no Brasil
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