Poraquê (nome científico: Electrophorus electricus) é uma espécie de peixe actinopterígio, da ordem Gymnotiformes. É a maior e mais conhecida espécie entre os peixes-elétricos, que pode chegar a 2,5 metros de comprimento e pesar cerca de vinte quilogramas. É o único com capacidade de produzir descargas elétricas fortes, cuja geração elétrica varia de cerca de trezentos volts a cerca de 0,5 ampères até cerca de 860 volts a cerca de três ampères, embora não sejam mortais para o ser humano, devido à baixa amperagem e o fato de durarem poucos segundos (um a dois segundos). É típico da bacia amazônica (rios Amazonas, Orinoco, Madeira), bem como dos rios dos estados brasileiros de Mato Grosso e Rondônia. Também encontra-se em quase toda a América do Sul.
Entre os peixes-elétricos, o poraquê é muito conhecido, sobretudo pela capacidade de produzir descargas elétricas fortes e por seu tamanho.
O poraquê tem semelhanças com a enguia.
O poraquê foi documentado pela primeira vez em 1766, pelo naturalista sueco Carl Linnaeus.
Outros nomes e etimologia O termo "poraquê" vem do tupi antigo poraké, ou puraké, nome comum a alguns peixes-elétricos. O fato curioso é que puraké, em tupi, também significa cotovelo, talvez pelo fato de o cotovelo dar "choques" quando é golpeado.Dicionário por Marcel Twardowsky Avilao, verbete "puraké" (ver nota etimológica).
Além deste nome, também é chamado de enguia, enguia-elétrica, muçum-de-orelha, pixundé, pixundu ou peixe-elétrico (embora não seja o único peixe-elétrico existente).
Fisiologia E. electricus tem três pares de órgãos abdominais que produzem eletricidade: o órgão principal, o órgão de Hunter e o órgão de Sachs. Esses órgãos ocupam grande parte de seu corpo e dão à enguia elétrica a capacidade de gerar dois tipos de descargas de órgãos elétricos: baixa tensão e alta tensão. Esses órgãos são feitos de eletrócitos, alinhados para que uma corrente de íons possa fluir através deles e empilhados para que cada um adicione uma diferença de potencial. Os três órgãos elétricos são desenvolvidos a partir do músculo e exibem diversas propriedades bioquímicas e características morfológicas do sarcolema muscular; eles são encontrados simetricamente ao longo de ambos os lados da enguia.
Ver também Anguilliformes Torpedinidae Raia-elétrica
Bibliografia FERREIRA, Aurélio. Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro (RJ, Brasil: Nova Fronteira, 2000 Catania, Kenneth C., "The Shocking Predatory Strike of the Electric Eel", Science, Vol.346, No.6214, (5 de dezembro de 2014), pp. 1231–1234. Catania, K.C., "Leaping Eels Electrify Threats, Supporting Humboldt’s Account of a Battle with Horses", Proceedings of the National Academy of Sciences, Vol.113, No.13 (21 June 2016), pp.6979-6984.
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Turkel, W.J., Spark from the Deep: How Shocking Experiments with Strongly Electric Fish Powered Scientific Discovery, Johns Hopkins University Press, (Baltimore), 2013.
Ligações externas
Filme educativo sobre a enguia elétrica de 1954do Moody Institute of Science
Categoria:Gymnotiformes Categoria:Peixes descritos em 1766 Categoria:Nomes de peixes de origem tupi