miniaturadaimagem|Planta livre do edifício "pavilhão alemão para a Feira Mundial de 1929" A Planta Livre é um dos conceito dos Cinco pontos de Le Corbusier da arquitetura moderna que através de uma estrutura independente permite a livre locação das paredes, já que estas não mais precisam exercer a função estrutural, tal como definidos por Le Corbusier em 1926. As novas técnicas e os novos materiais na construção moderna foram amplamente explorados pelos defensores do modernismo para promover uma arquitetura liberta do maneirismo da arquitetura do . O betão armado ou o aço permitiam, através das lajes, prescindir de paredes mestras (paredes de carga). Assim, Le Corbusier via na utilização de pilares de suporte a possibilidade de compor espaços independentemente das restrições estruturais:

Na realidade, Le Corbusier limita-se a teorizar princípios de composição que já estavam bem enraizados na vanguarda arquitetónica. Por exemplo, na Casa Schröder (1924), em Utrecht, Gerrit Rietveld prefigura a planta livre de Le Corbusier, embora ainda não utilize pilares: compõe o espaço com algumas paredes de carga e divisórias amovíveis.

Com a planta livre e a utilização sistemática de pilares portantes, o limite do espaço passa a ser definido pelas divisórias, permitindo uma total liberdade na sua composição e disposição. Estas orientam o espaço, mas não o delimitam de forma estanque.

Mies van der Rohe vê na planta livre a possibilidade de definir subtilmente as qualidades dos espaços. As divisórias desmaterializam-se a tal ponto que ele consegue jogar com a relação interior-exterior. «[Ele] abandonou o princípio habitual dos volumes fechados; a uma série de divisões distintas substituiu uma sucessão de espaços abertos. A parede perde aquiEste extrato foi retirado de: À propos de la Maison de campagne en briques, manuscrito de conferência (1924). o seu carácter de fecho e serve apenas para a articulação orgânica da casa». O seu pavilhão alemão na Exposição de Barcelona (1929) parece ter sido concebido apenas como uma ilustração do prazer espacial oferecido pela planta livre para um uso distinto da habitação. Cria uma relação dialética entre a malha portante de pilares e as paredes «livres» que definem os espaços e enquadram as vistas.

Esta relação entre a malha e o espaço será retomada e transformada — até atingir um imaginário não transmitido na realidade percetível comum (sobredeterminado no sentido filosófico), etc. — ao longo do por gerações de arquitetos, desde Alvar Aalto nos anos 30 até Peter Eisenman nos anos 80.

O open space (ou piso em planta aberta) dos edifícios de escritórios é um avatar concretizado a partir dos anos 70.

Categoria:Teoria da arquitetura