Centro do Guilherme é um município brasileiro do estado do Maranhão, localizado na Mesorregião do Oeste Maranhense e na Microrregião de Gurupi. De acordo com o IBGE, em 2013 era considerado o município mais pobre do Brasil. Sua população no censo de 2022 foi de habitantes.

O município foi criado, pela Lei nº 6.126, de 10 de novembro de 1994, sancionada pelo governador José Ribamar Fiquene e apresentada pelo deputado estadual Carlos Braide. Sua criação refletiu o crescimento populacional impulsionado pela BR-316 e pela agropecuária.

Centro do Guilherme fora desmembrado de Godofredo Viana, que era subordinado à Comarca de Cândido Mendes. O mesmo limita-se ao Norte com Maracaçumé; ao Sul com Maranhãozinho; a Leste com Governador Nunes Freire e Maranhãozinho; a Oeste com Centro Novo do Maranhão.

Apesar de a lei que o criou ser de 10 de novembro de 1994, sua instalação se deu apenas em 1 de janeiro de 1997 com a posse de seu primeiro administrador eleito por voto direto.

História O município de Centro do Guilherme foi criado em 10 de novembro de 1994. No entanto, o local já havia sido desbravado desde o ano de 1968, quando o Sr. José Guilherme de Andrade se estabeleceu no ponto mais alto do local que é hoje o centro comercial da cidade.

alt=Imagens de poucos anos antes de sua morte.|miniaturadaimagem|Guilherme José de Andrade, fundador da cidade que hoje leva seu nome. O local foi estratégico por ser próximo ao rio Maracaçumé que, segundo alguns de seus contemporâneos e companheiros e o próprio fundador, possuía peixes em abundância. Essa abundância de peixes, assim como a de animais em geral, atraía ainda mais gente para o lugar.

Esta região era extremamente selvagem. De propriedade do governo brasileiro, a mesma ainda não tinha demarcação específica. Também desse período não há relatos de contatos com os índios da tribo Ka'apor, tampouco com outra, embora Guilherme e seus companheiros entrassem mata a dentro, chegando ao Nove Dedos (a 7 Km) e à região conhecida hoje como Quadra Araribóia.

Logo nos anos que se sucedem sua descoberta, chegaram outras pessoas, como seus irmãos e outros parentes, entre eles João Andrade e família, Porfírio (Totó), José Siriaco, Família Fernandes, Família Torres, entre outras famílias de importância similar.

No final dos anos 70 o então povoado contava com uma população de cerca de 700 pessoas. As ruas que então existiam eram as seguintes:

Rua do Comércio - que tem esse nome em razão da mesma ter alojada os estabelecimentos comerciais de maior destaque nos anos 80. Rua Duque de Caxias - homenagem cunhada quando se tinha uma visão educacional ainda dos valores militares ao patrono do Exército brasileiro, Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, também chamado de O Pacificador, nascido no interior do Rio em 1803. A maioria dos moradores não tem ideia de tal homenagem. Rua da Assembleia - que no início era apenas um caminho (beco no mato) esburacado, em que mais tarde fora construída a primeira cadeia pública. O nome é uma referência à Igreja Assembleia de Deus, construída na Rua do Mercado. A instituição religiosa deu nome à rua apesar da mesma ficar esquina. Rua do Mercado - que ainda nos anos 70 não tinha esse nome, uma vez que o próprio Mercado, que dá nome à rua só foi construído, no ano de 1997, na gestão do então prefeito Kleidson Evangelista. O prédio do mercado nem existe nos dias de hoje (2023). Rua Cine Brasil - Rua de muitas histórias. O nome também se deve ao fato de nos anos 80 e início dos 90, um homem pioneiro chamado Sr. Almir ter trazido as principais películas para aquele que seria o primeiro cinema (e único) para a cidade, o Cine Brasil, que depois se tornou o Clube Mix House. O clube, por sinal, até 2016 tinha ruínas de suas paredes.http://cidadedecentrodoguilherme.blogspot.com/2013/05/cine-brasil-1-cinema-de-centro-do.html CINE BRASIL 1º Cinema de Centro do Guilherme - Virou Nome de Rua

miniaturadaimagem|Centro do Guilherme, 1993.

A sede do município já teve Porto Alegre apontado como possível nome a ser escolhido antes do plebiscito, em 1993, que impôs à ao distrito a condição de cidade. Não fora assim rebatizado porque a população resolveu homenagear o seu desbravador, que ainda era vivo. O nome foi também a única homenagem feita a Guilherme José de Andrade até 2023. Em 2014 cogitou-se a possibilidade de a nova escola de ensino médio construída entre 2013 e 2019, ano de sua conclusão e inauguração.

miniaturadaimagem|Centro do Guilherme vista panorâmica para o centro, igreja matriz e praça de eventos. Geografia Com área de 1.167,848 e população de 13.294 pessoas Centro do Guilherme se coloca entre os menores e menos populosos do país. O município tinha 12565 habitantes no último Censo. Isso coloca o município na posição 144º dentre 217 do Maranhão. Em comparação com outros municípios do Brasil, fica na posição 2521º dentre 5570 do Brasil (em 2017). Sua densidade demográfica é de 11.70 habitantes por quilômetro quadrado, colocando-o na posição 163 de 217 do mesmo estado. Quando comparado com outros municípios no Brasil, fica na posição 4154 de 5570.

População Segundo o Censo IBGE/2010 a população que residia na zona urbana representa cerca de 56,28% do total, e na zona rural 43,72%, sendo que, após 2010, houve alteração na área total do município e, portanto, nesta porcentagem.

Entre 2000 e 2010, a população de Centro do Guilherme cresceu a uma taxa média anual de 4,89%, enquanto no Brasil foi de 1,17%, no mesmo período. Nesta década, a taxa de urbanização do município passou de 43,63% para 56,28%. Em 2010 viviam, no município, 12.565 pessoas.

Entre 1991 e 2000, a população do município cresceu a uma taxa média anual de 1,43%. No Maranhão, esta taxa foi de 1,53%, enquanto no Brasil foi de 1,63%, no mesmo período. Na década, a taxa de urbanização do município passou de 0,00% para 43,63%.

Distribuição das faixas etárias Entre 2000 e 2010, a razão de dependência no município passou de 91,43% para 63,37%, e índice de envelhecimento de 2,73% para 3,65%. Em 1991, esses dois indicadores eram, respectivamente, 104,98% e 1,53%. Já no estado, a razão de dependência passou de 65,43% em 1991, para 54,88% em 2000 e 45,87% em 2010; enquanto a taxa de envelhecimento passou de 4,83%, para 5,83% e para 7,36%, respectivamente.

Longevidade, mortalidade e fecundidade A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano de idade) no município passou de 63,9 óbitos por mil nascidos vivos, em 2000, para 38,2 óbitos por mil nascidos vivos, em 2010. Em 1991, a taxa era de 111,7. Já no Maranhão, a taxa era de 28,0, em 2010, de 46,5, em 2000 e 82,0, em 1991. Entre 2000 e 2010, a taxa de mortalidade infantil no país caiu de 30,6 óbitos por mil nascidos vivos para 16,7 óbitos por mil nascidos vivos. Em 1991, essa taxa era de 44,7 óbitos por mil nascidos vivos.

Com a taxa observada em 2010, o Brasil cumpre uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, segundo a qual a mortalidade infantil no país deve estar abaixo de 17,9 óbitos por mil em 2015

A esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para compor a dimensão de longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Em Centro do Guilherme, a esperança de vida ao nascer cresceu 8,0 anos na última década, passando de 59,4 anos, em 2000, para 67,4 anos, em 2010. Em 1991, era de 52,9 anos. No Brasil, a esperança de vida ao nascer é de 73,9 anos, em 2010, de 68,6 anos, em 2000, e de 64,7 anos em 1991.

Renda Segundo dados de 2014 percentual da população com rendimento nominal mensal per capita é de até 1/2 (meio) salário mínimo é de 52,6% . O rendimento médio de cada centroguilhermense que trabalha é de 1,5 salário mínimo, sendo o número de pessoal ocupado apenas 428 (3,4% da população), que praticamente só reflete os cargos públicos, a saber prefeitura e estado. O número de empregados com carteira assinada é quase insignificante em comparação com outras cidades. Esta deformidade na formalização dos empregos e de outras informações locais levam o município a ter números ruins em várias esferas.

Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 50,02% em 2000 para 49,42% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja, o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 16,19% em 2000 para 4,72% em 2010.

Em 2010, das pessoas ocupadas na faixa etária de 18 anos ou mais do município, 43,15% trabalhavam no setor agropecuário, 0,67% na indústria extrativa, 8,18% na indústria de transformação, 5,38% no setor de construção, 0,18% nos setores de utilidade pública, 9,22% no comércio e 30,52% no setor de serviços.

A renda per capita média de Centro do Guilherme cresceu 139,54% nas últimas duas décadas, passando de R$ 79,56, em 1991, para R$ 120,34, em 2000, e para R$ 190,58, em 2010. Isso equivale a uma taxa média anual de crescimento nesse período de 4,71%. A taxa média anual de crescimento foi de 4,71%, entre 1991 e 2000, e 4,70%, entre 2000 e 2010. A proporção de pessoas pobres, ou seja, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140,00 (a preços de agosto de 2010), passou de 86,14%, em 1991, para 67,19%, em 2000, e para 51,92%, em 2010. A evolução da desigualdade de renda nesses dois períodos pode ser descrita através do Índice de Gini, que passou de 0,42, em 1991, para 0,66, em 2000, e para 0,56, em 2010.

Qualidade de vida O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Centro do Guilherme é 0,548 , considerado baixo apesar da melhora em relação ao Censo IBGE/2000 e 1991. +Fonte: PNUD, Ipea e FJPCENSO/IDH Anos/CritériosRENDALONGEVIDADEEDUCAÇÃOTOTAL19910,3690,4650,0240,16920000,4360,5740,1160,30720100,5100,7070,4420,548 Ao interpretar os dados percebemos que a dimensão que mais contribuiu, para o IDHM do município (2010) é a Longevidade, com índice de 0,707, seguida de Renda, com índice de 0,510, e de Educação, com índice de 0,442, sendo esta última a que menos contribui em todas as medições.

Entre 2000 e 2010

O IDHM passou de 0,307 em 2000 para 0,542 em 2010 - uma taxa de crescimento de 76,55%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 66,09% entre 2000 e 2010. Nesse período, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,326), seguida por Longevidade e por Renda.

Entre 1991 e 2000

O IDHM passou de 0,160 em 1991 para 0,307 em 2000 - uma taxa de crescimento de 91,88%. O hiato de desenvolvimento humano foi reduzido em 82,50% entre 1991 e 2000. Nesse período, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Longevidade (com crescimento de 0,109), seguida por Educação e por Renda.

Entre 1991 e 2010

De 1991 a 2010, o IDHM do município passou de 0,160, em 1991, para 0,542, em 2010, enquanto o IDHM da Unidade Federativa (UF) passou de 0,493 para 0,727. Isso implica uma taxa de crescimento de 238,75% para o município e 47% para a UF; e em uma taxa de redução do hiato de desenvolvimento humano de 54,52% para o município e 53,85% para a UF. No município, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,418), seguida por Longevidade e por Renda. Na UF, por sua vez, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,358), seguida por Longevidade e por Renda.

Centro do Guilherme ocupa a 5.293ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. Nesse ranking, o maior IDHM é 0,862 (São Caetano do Sul - SP) e o menor é 0,418 (Melgaço - PA).

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