Almadraba Atuneira (1961) é um documentário português de curta-metragem, de António Campos.

Caracteriza-se como filme inovador em Portugal pelo facto de se inserir na prática do filme etnográfico, um género de cinema praticado por Robert Flaherty, seu inspirador, e por Jean Rouch, que o explora com técinas do chamado cinema directo, com o uso das novas câmaras de 16 mm, máquinas leves que permitiam uma abordagem mais ágil dos temas e com custos de produção significativamente inferiores aos do formato em 35 mm.

É uma obra de antropologia visual, obra pioneira do movimento do Novo Cinema português que, em especial no documentário, se preocupa com a prática da etnologia de salvaguarda. Trata-se de uma abordagem sóbria e esteticamente equilibrada das realidades que mostra, com um aproveitamento subtil do filma a preto e branco.

Ficha técnica adicional Imagem: António Campos Som: António Campos e Alexandre Gonçalves Música: Extractos da Sagração da Primavera de Stravinsky Género: documentário etnográfico Montagem: António Campos

Sinopse A vida de pescadores de atum e das suas famílias durante a campanha na Armação da Abóbora, (actualmente Ilha de Cabanas), em Tavira ( Algarve). Os métodos de pesca. O regresso ao lar depois da faina.

Festivais Festival de La Rochelle, em França. (Homenagem a António Campos – 1995)

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