Digg (estilizado como DiGG) é um agregador de notícias e serviço americano de social bookmarking, com um feed que exibe o conteúdo mais popular da internet, chamado "Most Dugg", as publicações mais recentes, "Newest", as que estão em tendência, "Trending", e o conteúdo que está "esquentando", "Heating up". O serviço foi relançado em sua penúltima forma em junho de 2025 e na forma vigente em maio de 2026.
Lançado originalmente em 2004 por Kevin Rose, Owen Byrne, Ron Gorodetzky e Jay Adelson, o Digg começou como uma plataforma da web que permitia enviar links, sobretudo de conteúdo gerado por usuários, e votar neles para cima ou para baixo, em ações chamadas digging e burying, respectivamente. O site virou uma sensação, acumulou milhões de usuários e rapidamente se tornou uma das startups mais badaladas do Vale do Silício, levando grandes volumes de tráfego a criadores de conteúdo e publicadores. Depois de uma reformulação mal recebida em 2010, sua audiência despencou e boa parte dos usuários migrou para o concorrente Reddit. Rose vendeu a empresa à Betaworks em 2012 e, por mais de uma década, o site funcionou como uma página de conteúdo selecionado por uma equipe editorial.
Em 2025, Rose recomprou o Digg com o cofundador do Reddit Alexis Ohanian e o relançou como uma nova versão do agregador de notícias, restaurando os recursos de digging e burying e adotando o slogan "A primeira página da internet, agora com superpoderes". A versão beta aberta foi lançada ao público em 14 de janeiro de 2026, mas foi encerrada dois meses depois, em 14 de março de 2026. O diretor executivo do Digg, Justin Mezzell, citou a "realidade brutal de encontrar ajuste do produto ao mercado em um ambiente que mudou fundamentalmente" e um "problema sem precedentes com bots".
Mezzell disse que Rose voltaria a integrar a equipe em tempo integral em abril e faria do relançamento bem-sucedido do site sua prioridade.
História
Lançado originalmente em 2004 por Kevin Rose, Owen Byrne, Ron Gorodetzky e Jay Adelson, o Digg começou como uma plataforma da web que permitia enviar links, sobretudo de conteúdo gerado por usuários, e votar neles para cima ou para baixo, em ações chamadas digging e burying, respectivamente. O site virou uma sensação, acumulou milhões de usuários e rapidamente se tornou uma das startups mais badaladas do Vale do Silício, levando grandes volumes de tráfego a criadores de conteúdo e publicadores. Depois de uma reformulação mal recebida em 2010, sua audiência despencou e boa parte dos usuários migrou para o concorrente Reddit. Rose vendeu a empresa à Betaworks em 2012 e, por mais de uma década, o site funcionou como uma página de conteúdo selecionado por uma equipe editorial.
Em 2025, Rose recomprou o Digg com o cofundador do Reddit Alexis Ohanian e o relançou como uma nova versão do agregador de notícias, restaurando os recursos de digging e burying e adotando o slogan "A primeira página da internet, agora com superpoderes". Na fase beta fechada, o serviço oferecia 21 comunidades generalistas, entre elas jogos, tecnologia e entretenimento, e estava aberto a 67.000 usuários apenas por convite. A versão beta aberta foi lançada ao público em 14 de janeiro de 2026, fechada em 14 de março e lançada outra vez em 11 de maio como um agregador de notícias de tecnologia baseado no X e em inteligência artificial.
2004–2010: Fundação e primeiros anos
O Digg começou como um experimento em novembro de 2004, criado em colaboração por Kevin Rose, Owen Byrne, Ron Gorodetzky e Jay Adelson. O projeto original, feito por Dan Ries, não tinha anúncios. Para gerar receita, a empresa usou inicialmente o AdSense do Google, mas passou para o MSN adCenter em 2007.
Rose contou ao The Verge que lançou o site porque "pensei: bem, esta seria uma versão melhor e mais social do Slashdot. E, como geek, eu queria descobrir: existe algo aqui? Há coisas que os editores do Slashdot estão deixando passar e que as pessoas poderiam, reunidas, votar e trazer à tona?"
miniaturadaimagem|O botão do Digg em 2006
Quando o Digg foi lançado, ainda não havia uma forma de votar em um conteúdo comparável a um botão "Curtir". O diretor de criação Daniel Burka teve a ideia de criar um botão do Digg. Rose recordou: "[Burka] escolheu uma paleta de cores muito legal, fez tudo em amarelo. Ficamos discutindo se deveria ser uma seta ou um polegar. Ele desenhou um pequeno polegar, e eu não gostei de como alguns dedos ficaram, então redesenhamos. Fizemos isso algumas vezes. Por fim, chegamos à ideia de um polegar para cima com um número ao lado. Sei que parece simples, mas nunca tínhamos visto isso antes."
O Digg permitia que os usuários descobrissem e compartilhassem conteúdo da web enviando links e votando para promovê-los, "digg", ou rebaixá-los, "bury". A plataforma reunia esses votos em listas dinâmicas de conteúdo em tendência. Era possível votar no Digg.com ou por meio de botões "digg" incorporados a sites externos.
O Digg recebeu atualizações nos primeiros anos. O Digg v2, lançado em julho de 2005, trouxe uma interface redesenhada, uma lista de amigos e um sistema de votação simplificado.
Ainda em julho de 2005, Rose lançou com Alex Albrecht um podcast semanal em vídeo sobre tecnologia e comédia chamado diggnation, no qual discutiam as principais histórias compartilhadas no site.
Em agosto de 2006, a BusinessWeek publicou um perfil do Digg e de Rose, com uma matéria de capa e a chamada "Como este garoto ganhou US$ 60 milhões em 18 meses". Escrita pela jornalista de tecnologia Sarah Lacy, a reportagem apresentava Rose como o rosto da nova onda de startups da internet. A revista orientou Rose sobre o que vestir e quais objetos levar, de modo a destacá-lo como um jovem empreendedor durante uma sessão fotográfica de três horas e meia. Depois de posar com fones de ouvido em volta da cabeça e fazer um sinal de positivo, Rose pediu à revista que não usasse a fotografia. O pedido não foi atendido.
Em 2006, o Digg v3 introduziu categorias de conteúdo como tecnologia, ciência e entretenimento, além de uma seção "view all". Outras mudanças de interface vieram em 2007.
Em 2008, a página inicial do Digg recebia mais de 236 milhões de visitantes por ano. O Digg havia crescido a ponto de afetar o tráfego das páginas enviadas ao serviço. Algumas recebiam uma alta repentina de acessos pouco depois de serem publicadas, fenômeno que usuários do Digg chamavam de "Efeito Digg".
Em julho de 2008, a empresa participou de negociações avançadas para ser adquirida pelo Google por um valor informado de US$ 200 milhões, mas o acordo não se concretizou.
2010–2012: Reformulação e êxodo para o Reddit
O diretor executivo Jay Adelson disse em 2010 que o site passaria por mudanças amplas. Em entrevista à revista Wired, afirmou que "tudo mudou" e que "o site inteiro foi reescrito". A empresa trocou o MySQL pelo Cassandra, um sistema de banco de dados distribuído. Em uma publicação no blog, o vice-presidente de engenharia John Quinn chamou a mudança de "ousada". Adelson resumiu o novo Digg dizendo: "Temos um novo backend, uma nova camada de infraestrutura, uma nova camada de serviços, máquinas novas, tudo".
Adelson deixou o cargo de diretor executivo em 5 de abril de 2010 para buscar oportunidades empresariais, alguns meses antes do lançamento do Digg v4. Ele havia sido diretor executivo desde o início da empresa. Rose assumiu temporariamente os cargos de diretor executivo e presidente.
O lançamento do Digg v4, em 25 de agosto de 2010, foi prejudicado por erros e falhas em todo o site. Os usuários reagiram com forte oposição verbal. Além dos problemas do lançamento, o Digg enfrentava a atuação dos chamados "usuários poderosos", que manipulavam os recursos de recomendação para apoiar apenas as publicações uns dos outros. Isso inundava o site com textos desses usuários e dificultava que conteúdo de pessoas fora desse grupo chegasse à página inicial. A frustração com o sistema reduziu o tráfego, em meio à forte concorrência do Facebook, cujos botões "Curtir" começaram a aparecer em sites ao lado dos botões do Digg. A alta rotatividade de funcionários incluiu a saída do chefe de desenvolvimento de negócios Matt Van Horn pouco depois do lançamento do v4.
Depois da reformulação, houve um êxodo em massa para o rival Reddit. O tráfego do Digg caiu um quarto no mês seguinte, enquanto o do Reddit cresceu 230% em 2010. O site não se recuperou do Digg v4 e continuou em declínio nos dois anos seguintes. Em julho de 2012, o número mensal de visitantes únicos havia caído 90% em relação ao pico.
2012–2018: Era Betaworks
Em 2012, a Quantcast estimou que o Digg recebia 3,8 milhões de visitantes únicos por mês nos Estados Unidos. Depois da saída dos cofundadores Jay Adelson e Kevin Rose, o Digg foi vendido em três partes em julho de 2012:
a marca Digg, o site e a tecnologia foram vendidos à Betaworks por US$ 500.000; quinze funcionários foram transferidos para o projeto Code3 do The Washington Post por US$ 12 milhões; o portfólio de patentes foi vendido ao LinkedIn por cerca de US$ 4 milhões.
Em 20 de julho de 2012, a nova proprietária Betaworks anunciou pelo Twitter que reconstruiria o Digg do zero, "transformando [o Digg] novamente em uma startup". A Betaworks deu seis semanas ao projeto. Pesquisas com usuários existentes, reunidas no site ReThinkDigg.com, orientaram o desenvolvimento de uma nova interface e de uma nova experiência de usuário.
O Digg "repensado" zerou sua numeração de versões e foi lançado como Digg v1 em 31 de julho de 2012, um dia antes do prazo do projeto da Betaworks. A página inicial passou a ser conduzida por uma equipe editorial, ganhou mais imagens e exibia histórias de destaque, populares e próximas de ganhar destaque. Os usuários passaram a ter acesso a um novo sistema de pontuação. O suporte ao compartilhamento em outras plataformas sociais, como Twitter e Facebook, também foi ampliado. O conteúdo da página inicial passou a ser escolhido por editores, em vez de pelos usuários, como ocorria em comunidades como o Reddit. O modelo substituiu a seleção anterior baseada no algoritmo de pontuação do Digg.
Depois do anúncio de encerramento do Google Reader, o Digg informou em 14 de março de 2013 que estava desenvolvendo seu próprio leitor de RSS. O Digg Reader foi lançado em 28 de junho de 2013 como aplicativo web e para iOS. Um aplicativo para Android saiu em 29 de agosto de 2013. O Digg anunciou que encerraria o Digg Reader em 26 de março de 2018.
2018–2025: Eras BuySellAds e Money Group
Em abril de 2018, a empresa de tecnologia publicitária BuySellAds comprou os ativos do Digg, junto com suas equipes editorial e de receita, por um valor não divulgado. Todd Garland tornou-se diretor executivo da empresa.
Na fase BuySellAds, o Digg continuou como uma página inicial selecionada editorialmente, no modelo da versão da Betaworks. Uma equipe editorial de cinco pessoas cuidava do conteúdo e produzia entre 150 e 200 publicações por dia, das quais doze eram selecionadas para um e-mail diário. Garland explicou: "Procuramos pessoas sintonizadas com o ritmo da internet e familiarizadas com a forma como o conteúdo cresce e se torna viral. Embora o objetivo do Digg não seja necessariamente exibir todo o conteúdo viral da web, tentamos encontrar as coisas mais interessantes que deveriam receber mais atenção."
O Money Group comprou o Digg por um valor não divulgado.
2025–presente: Era Rose-Ohanian