thumb|direita|200px|Figura 1. Navio atravessando o canal do Panamá nas comportas de Miraflores.

O transporte marítimo é o que utiliza como vias de passagem os mares abertos, para o transporte de mercadorias e de passageiros. O transporte fluvial usa os lagos e rios. Como o transporte marítimo representa a grande maioria do transporte aquático, muitas vezes é usada esta denominação como sinônimo.

Com o desenvolvimento da indústria automóvel e da aviação a importância do transporte marítimo decresceu ou seja foi reduzido, mas ainda assim é eficaz para curtas viagens ou passeios de lazer. Os navios já há muito que são utilizados para efeitos militares, tanto para formação, invasões, bombardeamentos, transporte de armamento e recursos como por exemplo os Porta-aviões.

O transporte marítimo pode englobar todo o tipo de cargas desde químico, alimentos, areias, cereais, minérios a automóveis e por ai adiante. A carga chamada carga geral é transportada em caixas, paletes, barris, contentores etc. Um dos meios de empacotamento de carga mais utilizados e que mais contribuiu para o desenvolvimento do transporte marítimo desde a década de 1960 é o uso de contentores. Existentes em tamanhos padronizados permitem o transporte de carga de uma forma eficiente e segura, facilitando o transporte e arrumação da carga dentro dos navios. Existem softwares especializados para o carregamento de contentores, divulgando informação sobre como e de que forma dispor a carga dentro dos contentores, optimizando espaço e cumprindo regras de transporte, por exemplo cargas leves em cima de cargas pesadas.

História thumb|esquerda|150px|Figura 2. Caravela portuguesa Boa Esperança. A navegação marítima nas épocas antigas, medieval e moderna (figura 2), foi o mais importante meio de difusão comercial e cultural. Foi pelo mar que os portugueses descobriram novos mundos, que os viquingues fizeram as suas conquistas e muito mais (ver: Navegação à vela). A história do barco é tão antiga quase como a do homem, antes de trabalhar a pedra o homem descobre que um tronco suficientemente grande é capaz de o fazer flutuar, depois com o evoluir da civilização, quem sabe cem, mil ou cem mil anos depois vai aprendendo maneiras de mudar a forma desse tronco tornando-o mais estável e melhor, chegando mais tarde a barcos e caravelas (Gomes, 2004).

Têm-se verificado inúmeros avanços na tecnologia de navegação desde a idade média, quando os navegadores mediam a altura (ângulo em relação à linha do horizonte) da estrela polar (no hemisfério norte) para saber a latitude usando o astrolábio, passando pelo advento do relógio utilizado para medir a longitude, até os dias de hoje, em que avançadas tecnologias, tais como o GPS e comunicação via satélite, são utilizadas para saber a localização e orientação de navios com precisão em qualquer hora ou situação meteorológica.

Um dos canais naturais mais longos e importantes para a travessia entre os oceanos Atlântico e Pacifico é o Estreito de Magalhães, descoberto em 1520 por Fernão de Magalhães, mas com a evolução da indústria e exigências cada vez maiores pelo mercado são necessárias infraestruturas cada vez mais sofisticadas, por exemplo os portos, como a construção de canais e diques para a uma mais rápida travessia de navios, um desses exemplos é o Canal do Panamá.

O Canal do Panamá (figura 1) é talvez o canal de ligação entre oceanos mais importante do mundo, tem 77 km de extensão interligando os oceanos Pacifico e Atlântico. Foi inaugurado a 15 de Agosto de 1914 e representou um triunfo estratégico e militar importantíssimos para os Estados unidos, visto que serviu de apoio à primeira guerra mundial. Revolucionou ainda os padrões do transporte marítimo até então utilizados e serve agora como uma das principais ligações marítimas entre Nova York e Califórnia.

Vantagens e desvantagens Vantagens:Permite deslocar cargas de maior tamanho e em maior quantidade com menores custos associados em comparação com o transporte aéreo ou terrestre para deslocações intercontinentais; custo do frete.

Desvantagens: pouca flexibilidade da carga; baixa velocidade de transporte; necessidade dos produtos transitarem nos portos/alfândega, implica um maior tempo de descarga; distância dos portos aos centros de produção; estragos ou perdas de carga. (Carvalho, 2002, p. 194).

Marinha de comércio A marinha de comércio é o ramo da marinha mercante, essencialmente, dedicado ao transporte de pessoas e de mercadorias. Muitas vezes a marinha de comércio é referida como "marinha mercante", no entanto, corretamente, este último termo é mais abrangente, incluindo também a marinha de pesca, a náutica de recreio e as atividades marítimas auxiliares.

Os navios estão sujeitos a regulamentações internacionais e nacionais, sobretudo no que diz respeito aos de marinha mercante (figura 3). As duas principais organizações responsáveis são: a Organização Marítima Internacional (com influência em todo o mundo) e a Agência Europeia de Segurança Marítima.

As principais convenções internacionais estabelecidas para a marinha mercante são: Solas - Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, assinada em 1974; Marpol - Convenção Internacional para a Prevenção e a Poluição pelos Navios, assinada em 1973 e 1978; LL 66 - Convenção Internacional para as Linhas de Carga, assinada em 1969; Colreg - Convenção sobre o Regulamento Internacional para prevenir os Abalroamentos no Mar, assinada em 1972; STCW - Convenção Internacional sobre Normas de Formação, de Certificação e de Serviço de Quartos para os Marítimos, assinada em 1995; SAR - Convenção Internacional sobre a Busca e Salvamento Marítimo, assinada em 1975.

O pessoal Oficiais; Marinhagem.

Cada escalão abrange várias categorias e especialidades.

Os pilotos, os maquinistas e os radiotécnicos são formados na Escola Náutica Infante D. Henrique e estão incluídos no escalão dos Oficiais. Os marítimos de cada categoria podem desempenhar funções de diferentes níveis conforme a dimensão do navio.

Intervenientes no transporte Armador: é a entidade que se ocupa do transporte propriamente dito. Quer seja o proprietário, o explorador ou o simples fretador de um navio, a sua missão é a de transportar as mercadorias ou passageiros do ponto A ao ponto B através do mar, rios e lagos, a tempo e em segurança. Para manter a sua atividade está em ligação com numerosos outros intervenientes: agentes que são intermediários, entre carregadores e transportadores de mercadorias; pilotos que realizam operações portuárias; seguradoras que oferecem seguro do navio, da carga e assumem a responsabilidade em caso de acidente.

Nos portos em que não está instalado o proprietário vai confiar estas tarefas a um agente destinatário.

Estivador: é o trabalhador que organiza as cargas para embarque e desembarque dos navios nos portos. Grande parte desta atividade hoje em dia já está automatizada, ainda assim é um trabalho perigoso. Exige o conhecimento tanto da carga como da maquinaria em questão, tornando-se num trabalho de condições físicas extremas; Transitário:A pessoa que trata do transporte da carga desde o fornecedor ao cliente. Ela seleciona as transportadoras necessárias. Está relacionado com o agente marítimo para a entrega de mercadorias; Organizações de reboque e pilotagem de portos: asseguram a boa navegação do navio dentro da área portuária; Seguradora marítima: segura o navio e a sua carga, e assume a responsabilidade em caso de acidente; Número IMO; Agente marítimo ou Agente de navegação: é o representante do armador nos portos onde o mesmo não tem delegações. É responsável pelas formalidades administrativas e ocupa-se de todos os assuntos antes da chegada de um navio e durante a sua estadia num porto (reboque, pilotagem, reparações, relações com as autoridades marítimas e portuárias, assuntos da tripulação e gestão da carga); Shiphandler : é a entidade que abastece os navios de produtos alimentares e de outros consumíveis.

Responsáveis pela navegação

São todos os responsáveis que asseguram uma boa navegação assim como o bem estar dos tripulantes e passageiros. Podemos dividir assim a tripulação em algumas secções:

No Convés encontram-se os responsáveis pela navegação e a manobra geral do navio: Comandante (figura 4) Imediato Oficiais pilotos Praticantes de piloto Contramestre Marinheiros Na Secção de máquinas de um navio estão os marítimos que operam e mantêm os sistemas de energia e de propulsão da embarcação: thumb|direita|150px|Figura 5. Oficial de máquinas no posto de controlo de máquinas de um navio. Chefe de máquinas Segundo oficial de máquinas Oficiais maquinistas (figura 5) Eletricistas Mecânicos de bordo Marinheiros-maquinistas Ajudantes de maquinista O Serviço das câmaras inclui os marítimos responsáveis pela gestão administrativa e financeira do serviço de passageiros, tripulação e do abastecimento do navio. Chefe de comissariado Oficiais comissários Praticantes de comissário Despenseiros Cozinheiros Ajudantes de cozinheiro Empregados das câmaras Serviço de saúde. Fazem parte integrante deste serviço todo o pessoal médico e de enfermagem, responsável por assegurar a saúde de passageiros e tripulantes a bordo: Médico Enfermeiros Outros departamentos. Conforme o tipo de navio pode existir pessoal especializado noutros departamentos a bordo: Empregados de hotel Empregados de bar Empregados de casino Empregados de entretenimento Empregados da segurança

Estes postos podem diferir consoante o tipo de Navio, tamanho e curso da rota (longo ou curto curso).

Tipos de navios de transporte Diversos tipos de navios são utilizados para o transporte marítimo. Podem ser distinguidos pelo tipo de propur, tamanhos, formas e o tipo de carga. As embarcações de recreio e de lazer utilizam ainda o vento como meio de propulsão, enquanto os navios de carga e outros navios utilizam motores de combustão interna. Em zonas de águas pouco profundas são normalmente utilizados barcos com um calado pequeno, como semirrígidos e hovercrafts, sendo estes últimos impulsionados por grandes hélices.