Francisco Manço de Paiva Coimbra (Jaguarão, ca. — Rio de Janeiro, ca. final da década de 1960) foi um criminoso brasileiro autor da morte do senador Pinheiro Machado com uma punhalada nas costas, no saguão do Hotel dos Estrangeiros, um hotel de luxo no Rio de Janeiro, em 8 de setembro de 1915.

Galdino Siqueira foi o promotor público do caso. Presidiu o júri o juiz Manuel da Costa Ribeiro, que também presidiu os júris de Dilermando de Assis e Gilberto Amado e foi posteriormente desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

José Gomes Pinheiro Machado era uma figura importante e poderosa na política da época e sua morte era pregada por diversos adversários. No entanto, Manço alegou e as investigações conduzidas com pouco interesse pelo chefe de Polícia da época, Aurelino Leal, fizeram crer que ele agiu por iniciativa própria. O punhal usado no assassinato de Pinheiro Machado pertence ao acervo do Museu da República (Palácio do Catete) no Rio de Janeiro.

Prenome O segundo prenome do assassino de Pinheiro Machado (Francisco Manço de Paiva Coimbra) é com cedilha, conforme sua própria assinatura. Ao longo do tempo, variações equivocadas têm sido apresentadas, não só como Manso ("não sou cavalo para ser manso", dizia Manço), mas também como Mâncio e Mânsio.

Francisco Manço de Paiva Coimbra era natural do município de Jaguarão, embora tenha morado boa parte de sua vida na cidade de Cacimbinhas (hoje Pinheiro Machado), distante 354 quilômetros de Porto Alegre. Era filho do português Francisco de Paiva Coimbra e da brasileira Maria de Jesus Coimbra.

Prisão miniaturadaimagem|Manço Paiva no Tribunal do Júri Manço de Paiva foi condenado a 30 anos de cadeia, o máximo previsto pelo Código Criminal de 1890, conforme seu artigo 294, §1º, mas recebeu indulto do então presidente Getúlio Vargas em 1935. Após recuperar a liberdade, trabalhou por algum tempo vivendo de bicos e depois tornou-se funcionário público. Em algumas ocasiões, após ter sido libertado, relembrou as razões pelas quais cometera o crime: em 1963 a 1965, esta última aos 79 anos de idade, fez ao Jornal do Brasil as seguintes declarações:

Ligações externas

Paiva, Francisco Manço Categoria:Brasileiros de ascendência portuguesa Categoria:Mortos na década de 1960 Categoria:Naturais do Rio Grande do Sul